Sexta-Feira foi dia de primeira praia do ano.
Tarde excelente de praia, não fossem as rajadas de vento ocasionais.
domingo, junho 15, 2008
Arco-íris
Camionistas, greves & piquetes
Passou-se a greve, errr, perdão, errr, lock out, errr, perdão, o bloqueio...
A vida volta ao normal, e até já abasteci na bomba do Jumbo de Alfragide sem estar numa fila (toda a gente deve ter ido abastecer no dia a seguir ao final da greve, errr, perdão, errr, lock out, errr, perdão, bloqueio...)
O Governo decidiu finalmente, num assomo de generosidade, negociar com a ANTRAM, errr, perdão, com o grupo de camionistas amotinados (há outro nome?).
Onde é que quero chegar? Aos métodos de "persuasão" dos grupos de camionistas, que brincam aos piquetes de greve, à sua maneira.
Exemplo 1: os supermercados Pingo Doce foram abastecidos através de camiões escoltados pelas forças de segurança. Porquê a escolta? Porque senão são, meus caros, apedrejados.
Exemplo 2: um camião isolado é apedrejado. De quem é culpa? Da BT da GNR, que não avisou os "piquetes" (não há aspas que cheguem para colocar na palavra "piquetes") que se tratava de um camião que tratava medicamentos. Ah! Maldita bófia, que não avisa. Porque se avisasse, este camião seria poupado. Em cada camionista amotinado há um potencial D. José I (O Magnânimo!).
Entretanto, um camionista atropela outro mortalmente, em circunstâncias ainda por desvendar completamente...
Sou um gajo novo e ingénuo, e pelos vistos devo dar graças aos céus por isso (Ignorance is bliss!). Mas sempre pensei que os piquetes de greve convenciam os trabalhadores a aderir à greve, distribuiam panfletos, etc., ou seja, faziam ver aos trabalhadores que estes devem fazer uso do seu direito à greve, explicando-lhes os motivos.
Pelos vistos não, isso era apenas fruto da minha ingenuidade. Os ditos piquetes podem praticar actos como
E o mais interessante é que tantas vezes se fala da prepotência dos patrões perante as greves, das ameaças destes (e não duvido que estas ameaças existam!)... e "o outro lado da barricada" faz-se o que se viu nos canais de televisão.
Será que estou a ficar velho? Fascista? Reaccionário?
Ou será que sempre vi a greve como um direito e não como um dever?
O Governo de Sócrates nunca se caracterizou pela facilidade de diálogo, e as manifestações eram não poucas vezes ignoradas, ou métodos mais ditatoriais como tirar fotografias aos responsáveis pelo aglomerados eram utilizados. Porém, desta vez, e com actividade de perturbação de ordem pública que vão para além da greve em si (direito que, repito, assiste a um grupo de trabalhadores), nada é feito, e pelos vistos os camiões que os ditos piquetes (ou piquês, como referiu um dos amotinados: será familiar do Nelson Piquet?) julguem não ser prioritários serão alvos das actividades persuasivas destes grupos.
O que fez a polícia? Nada. Quem vai ressarcir os donos dos camiões? Desconheço as apólices de seguro dos camiões, mas a destruição de veículos por alteração de ordem pública está longe de ser uma cobertura base.
Não estou com isto a ignorar a luta de um grupo de pessoas, mesmo que dissociadas da ANTRAM. Simplesmente digo que os responsáveis pelos actos descritos acima devem ser chamados à pedra. E termino a pensar que não vou dizer que a polícia de choque devia ter carregado sobre os manifestantes, senão ainda sou eu o apedrejado...
A vida volta ao normal, e até já abasteci na bomba do Jumbo de Alfragide sem estar numa fila (toda a gente deve ter ido abastecer no dia a seguir ao final da greve, errr, perdão, errr, lock out, errr, perdão, bloqueio...)
O Governo decidiu finalmente, num assomo de generosidade, negociar com a ANTRAM, errr, perdão, com o grupo de camionistas amotinados (há outro nome?).
Onde é que quero chegar? Aos métodos de "persuasão" dos grupos de camionistas, que brincam aos piquetes de greve, à sua maneira.
Exemplo 1: os supermercados Pingo Doce foram abastecidos através de camiões escoltados pelas forças de segurança. Porquê a escolta? Porque senão são, meus caros, apedrejados.
Exemplo 2: um camião isolado é apedrejado. De quem é culpa? Da BT da GNR, que não avisou os "piquetes" (não há aspas que cheguem para colocar na palavra "piquetes") que se tratava de um camião que tratava medicamentos. Ah! Maldita bófia, que não avisa. Porque se avisasse, este camião seria poupado. Em cada camionista amotinado há um potencial D. José I (O Magnânimo!).
Entretanto, um camionista atropela outro mortalmente, em circunstâncias ainda por desvendar completamente...
Sou um gajo novo e ingénuo, e pelos vistos devo dar graças aos céus por isso (Ignorance is bliss!). Mas sempre pensei que os piquetes de greve convenciam os trabalhadores a aderir à greve, distribuiam panfletos, etc., ou seja, faziam ver aos trabalhadores que estes devem fazer uso do seu direito à greve, explicando-lhes os motivos.
Pelos vistos não, isso era apenas fruto da minha ingenuidade. Os ditos piquetes podem praticar actos como
- destruição de propriedade privada: apedrejar e queimar camiões.
- bloqueio da via pública.
E o mais interessante é que tantas vezes se fala da prepotência dos patrões perante as greves, das ameaças destes (e não duvido que estas ameaças existam!)... e "o outro lado da barricada" faz-se o que se viu nos canais de televisão.
Será que estou a ficar velho? Fascista? Reaccionário?
Ou será que sempre vi a greve como um direito e não como um dever?
O Governo de Sócrates nunca se caracterizou pela facilidade de diálogo, e as manifestações eram não poucas vezes ignoradas, ou métodos mais ditatoriais como tirar fotografias aos responsáveis pelo aglomerados eram utilizados. Porém, desta vez, e com actividade de perturbação de ordem pública que vão para além da greve em si (direito que, repito, assiste a um grupo de trabalhadores), nada é feito, e pelos vistos os camiões que os ditos piquetes (ou piquês, como referiu um dos amotinados: será familiar do Nelson Piquet?) julguem não ser prioritários serão alvos das actividades persuasivas destes grupos.
O que fez a polícia? Nada. Quem vai ressarcir os donos dos camiões? Desconheço as apólices de seguro dos camiões, mas a destruição de veículos por alteração de ordem pública está longe de ser uma cobertura base.
Não estou com isto a ignorar a luta de um grupo de pessoas, mesmo que dissociadas da ANTRAM. Simplesmente digo que os responsáveis pelos actos descritos acima devem ser chamados à pedra. E termino a pensar que não vou dizer que a polícia de choque devia ter carregado sobre os manifestantes, senão ainda sou eu o apedrejado...
quarta-feira, junho 11, 2008
Descobrindo Lisboa: ***** do ****** ******
Tive a felicidade de descobrir há pouco tempo um pequeno lugar secreto que gostaria de semi-partilhar convosco. [UPDATE: e digo semi-partilhar porque devido a pressões e chantagens à minha pessoa fui obrigado a remover os detalhes da localização :-)]
E que tal fugir do bulício da capital entrando num elevador, subindo uns quantos andares, e acabar numa esplanada com vista sobre o rio Tejo, com uma música relaxante (sim, também gosto desse tipo de música! :-)), onde apetece ficar uma tarde inteira e acabar de ler um livro?
<direcções censuradas>
Fica aqui uma minúscula amostra da vista, que não faz o mínimo de justiça nem transmite as boas vibrações do local - má foto, portanto - blame the mobile phone!
Pequena nota para o horário recomendado: apareçam antes das 16:00 se for fim de semana... curiosamente ou não, o local encheu-se numa questão de minutos depois de ter chegado!
E que tal fugir do bulício da capital entrando num elevador, subindo uns quantos andares, e acabar numa esplanada com vista sobre o rio Tejo, com uma música relaxante (sim, também gosto desse tipo de música! :-)), onde apetece ficar uma tarde inteira e acabar de ler um livro?
<direcções censuradas>
Fica aqui uma minúscula amostra da vista, que não faz o mínimo de justiça nem transmite as boas vibrações do local - má foto, portanto - blame the mobile phone!
Pequena nota para o horário recomendado: apareçam antes das 16:00 se for fim de semana... curiosamente ou não, o local encheu-se numa questão de minutos depois de ter chegado!terça-feira, junho 10, 2008
Homossexualidades parte I: Gâmbia
Parece que de vez em quando há um ou outro líder deste planeta africano que pretendem atingir a fama através de declarações mais ou menos escabrosas que irei doravante classificar de palhaçada. (desculpa Bush, não apareces aqui, mas já ganhaste a bicicleta, não te preocupes!)
O ser vivo e mamífero Yahya Jammeh, presidente da República da Gâmbia, decidiu limpar o seu país da maior praga que existe, ou seja: os homosexuais. E como é um homem de fé e de respeito, a sua resolução é simples: decapitá-los a todos.
Ora, o ser Jammeh demonstrou a sua qualidade de guardião da moral e bons costumes ao ser anfitrião da reunião da Comissão Africana de Direitos Humanos. Bate certo...
Para ajudar à festa, o mesmo ser Jammeh reclama ter também descoberto a cura para a SIDA. Tive a felicidade de ter visto a peça de um canal de televisão estrangeira que perguntava ao dito ser, aqui fica um excerto, mais ou menos como foi:
Jornalista: - Mas que provas tem você que conseguiu a cura para a SIDA?
ser Jammeh: - Mas quem disse que eu preciso de provar alguma coisa?
(As imagens mostravam um jovem a ser esfregado com uma substância, quiça miraculosa)
Tenho uma solução para o ser Jammeh.
Porque não expulsar todos os homossexuais da Gâmbia, assim como os "anormais que toleram tal aberração da Natureza"... e "importar" todos os homofóbicos do planeta para lá? Fechava-se as fronteiras, e todos viveriam em paz e harmonia, num mundo livre de homossexuais (e cheio de putas e relações extra-conjugais, que essas não fazem mal a ninguém).
Linque para a notícia da BBC aqui.
O ser vivo e mamífero Yahya Jammeh, presidente da República da Gâmbia, decidiu limpar o seu país da maior praga que existe, ou seja: os homosexuais. E como é um homem de fé e de respeito, a sua resolução é simples: decapitá-los a todos.
Ora, o ser Jammeh demonstrou a sua qualidade de guardião da moral e bons costumes ao ser anfitrião da reunião da Comissão Africana de Direitos Humanos. Bate certo...
Para ajudar à festa, o mesmo ser Jammeh reclama ter também descoberto a cura para a SIDA. Tive a felicidade de ter visto a peça de um canal de televisão estrangeira que perguntava ao dito ser, aqui fica um excerto, mais ou menos como foi:
Jornalista: - Mas que provas tem você que conseguiu a cura para a SIDA?
ser Jammeh: - Mas quem disse que eu preciso de provar alguma coisa?
(As imagens mostravam um jovem a ser esfregado com uma substância, quiça miraculosa)
Tenho uma solução para o ser Jammeh.
Porque não expulsar todos os homossexuais da Gâmbia, assim como os "anormais que toleram tal aberração da Natureza"... e "importar" todos os homofóbicos do planeta para lá? Fechava-se as fronteiras, e todos viveriam em paz e harmonia, num mundo livre de homossexuais (e cheio de putas e relações extra-conjugais, que essas não fazem mal a ninguém).
Linque para a notícia da BBC aqui.
Óptimas notícias!
Andam para aí notícias que os Anathema vão actuar no nosso país no, no Alliance Fest, em Carcavelos.
Se assim for, lá estarei!
P.S.: Já tenho bilhete para Porcupine Tree. Roam-se de inveja! :-)
Se assim for, lá estarei!
P.S.: Já tenho bilhete para Porcupine Tree. Roam-se de inveja! :-)
Rock in Rio 2008
Parque da Bela Vista, Lisboa, 5 de Junho 2008
Depois de no Domingo anterior ter estado num dos concertos que ficará no top 5, voltei à carga, e com mais uma boa dose de metal.
O parque da Bela Vista engalanou-se de preto para o "o dia que realmente interessava". TM
De todos os festivais que já tinha assistido, este prometia: das quatro bandas participantes, três eram certezas e uma esperança. Esperava assim um final de tarde/noite longa e extenuante... mas booooooooa!
Os acessos até ao festival foram excelentes: deixar veículo no grande parque de estacionamento do Cais do Sodré (sim, esse mesmo que abre à meia noite, o que significa que pagámos .... €0 pelo estacionamento!), e "metro com ele" até à Bela Vista. Apesar da hora de ponta, chegámos num instante, apanhámos o grande "Comboio Sapo" até à entrada do recinto, e após uma passagem pelo "curral" - assim se controlam multidões! - e mais uma pequena fila para mostrar o bilhete, estávamos dentro do recinto às 19:10.
Infelizmente, os Moonspell foram escolhidos como banda de abertura (creio que a maioria do público teria escolhido Machine Head, mas como banda de suporte dos cabeças de cartaz Metallica, os americanos liderados por Rob Flynn foram mesmo os penúltimos a actuar). O que significou isto? Que chegar 10 minutos atrasado significa perder parte do concerto que me interessava; de qualquer modo, sinal mais para a organização do Rock in Rio, para quem a pontualidade é lema.
Era a "a minha primeira vez" no Rock in Rio (infelizmente, motivos profissionais exilaram-me na Suécia durante o memorável edição de 2004, apesar de ter recebido - prenda do MillenniumBCP - um bilhete para ir ver Britney Spears!): é impressionante chegar ao cimo do recinto e ver aquele mar de gente!
Optámos por ficar um pouco mais atrás durante a actuação dos meus bem-amados Moonspell, e confesso que nos minutos iniciais prestei mais atenção a tudo o que me rodeava do que propriamente a Langsuyar^H^H^H errr Fernando Ribeiro y sus muchachos
(a expressão "gajo com t-shirt preta de Opeth a olhar para um palácio" aplica-se bem aqui!)
De qualquer modo, era a primeira vez que os via ao vivo (é uma vergonha, não é?), e convenceram-me: o Night Eternal, último álbum da banda, entrou-me no ouvido com muita facilidade - comprei a edição especial ontem, ehehehe - e sinceramente gostei: o som não estava perfeito, por vezes aconteciam coisas estranhas, como ruídos bizarros pelo meio das músicas. O povo estava completamente rendido à "Banda Lusa" :-D, e sinceramente, a mim soube-me a pouco, mas são os ossos do ofício para quem não é cabeça de cartaz: não há encores para ninguém, há horários para cumprir!
Aproveitámos o final do concerto para nos deslocarmos para um local muito mais interessante, bem mais à frente, junto ao corredor que separava as duas alas, sobre o lado esquerdo. Boa visibilidade, mesmo no meio do palco, e relativamente perto. E ali acampámos e criámos raízes, cientes que sair dali, nem que para uma mijinha fosse, significava deparar-nos com um mar de gente ao voltar e perder uma localização excelente.
Entram os Apocalyptica.
Tinha discutido com um companheiro de concerto que deveriam ser os menos espectaculares da noite; já os tinha visto em na Aula Magna 2001 e não passaram da mediania (agradável, mas sem encantar).
...Mas que surpresa!
A abrir logo com o thrash de um "Refuse / Resist" dos Sepultura!
Brutais! Carregam os seus violoncelos como se guitarras fossem, e "deram-lhe com a alma" de uma forma fantástica. Como se isso não chegasse, ainda apareci no directo da SIC Radical (Mãe, estou aquiiii!!!) a abanar violentamente os neurónios durante o "Seek & Destroy". Infelizmente, tocaram menos material mais antigo, o único que verdadeiramente conheço, mas o novo promete. Vou prestar-lhes atenção assim que puder!
... e finalmente descanso de novo...
Entram os Machine Head. Não conhecia o trabalho deles, confesso, e não me impressionou assim tanto: fazer música pesada por música pesada, de forma gratuita, não me convence! (e não tenho problemas em ouvir Pantera ou Slayer, bem pelo contrário!) Disse-me que conhece que o vocalista e guitarrista Rob Flynn estava com um aspecto "muito saudável" comparado com o aspecto de alcoólico que já teve, o que é sempre de saudar!
De resto, muito energia, muito mosh: tão cedo não hei-de me esquecer das suas ordens "OPEN UP!!! OPEN UP!!!", enquanto dois mosh pits se formavam à sua frente. E aquele baixo... como fã de Maiden que sou, estou habituado a um baixo presente, mas aquele fazia estremecer o recinto!
Ponto alto para a cover de Iron Maiden, "Hallowed Be Thy Name", que foi executada com mestria, mas sem alma, como me pareceu o resto da sua performance.
...mais descanso, e ninguém arredou pé para os Metallica.
Estive no ano passado no Super Bock Super Rock e achei a actuação de 2007 melhor que a deste ano. Fiquei com a sensação que o público estava fisicamente cansado, de tanta música, tanto headbanging, tanto mosh...
Competentes, como sempre, optaram por tocar mais temas recentes que no ano passado. O som estava longe de estar perfeito (achei a guitarra do Kirk sempre mais baixa que a do James), e um dos microfones lembrou-se de não funcionar (o público cantou, também não faz mal!)
Uma nota para o violento "Damage Inc.". Acho que não me recordo de ter abanado tanto o capacete na minha vida! Rock 'n roll!
P.S.: ... ouvir os acordes do "Hallowed Be Thy Name" tocados pelos Metallica é também muito bonito! :-)
A gerência de À Volta do Mundo voltará às hostes musicais na pior das hipóteses em Julho. A Dama de Ferro vai estar em Portugal... e eu vou lá estar, claro!
Depois de no Domingo anterior ter estado num dos concertos que ficará no top 5, voltei à carga, e com mais uma boa dose de metal.
O parque da Bela Vista engalanou-se de preto para o "o dia que realmente interessava". TM
De todos os festivais que já tinha assistido, este prometia: das quatro bandas participantes, três eram certezas e uma esperança. Esperava assim um final de tarde/noite longa e extenuante... mas booooooooa!
Os acessos até ao festival foram excelentes: deixar veículo no grande parque de estacionamento do Cais do Sodré (sim, esse mesmo que abre à meia noite, o que significa que pagámos .... €0 pelo estacionamento!), e "metro com ele" até à Bela Vista. Apesar da hora de ponta, chegámos num instante, apanhámos o grande "Comboio Sapo" até à entrada do recinto, e após uma passagem pelo "curral" - assim se controlam multidões! - e mais uma pequena fila para mostrar o bilhete, estávamos dentro do recinto às 19:10.
Infelizmente, os Moonspell foram escolhidos como banda de abertura (creio que a maioria do público teria escolhido Machine Head, mas como banda de suporte dos cabeças de cartaz Metallica, os americanos liderados por Rob Flynn foram mesmo os penúltimos a actuar). O que significou isto? Que chegar 10 minutos atrasado significa perder parte do concerto que me interessava; de qualquer modo, sinal mais para a organização do Rock in Rio, para quem a pontualidade é lema.
Era a "a minha primeira vez" no Rock in Rio (infelizmente, motivos profissionais exilaram-me na Suécia durante o memorável edição de 2004, apesar de ter recebido - prenda do MillenniumBCP - um bilhete para ir ver Britney Spears!): é impressionante chegar ao cimo do recinto e ver aquele mar de gente!
Optámos por ficar um pouco mais atrás durante a actuação dos meus bem-amados Moonspell, e confesso que nos minutos iniciais prestei mais atenção a tudo o que me rodeava do que propriamente a Langsuyar^H^H^H errr Fernando Ribeiro y sus muchachos
(a expressão "gajo com t-shirt preta de Opeth a olhar para um palácio" aplica-se bem aqui!)
De qualquer modo, era a primeira vez que os via ao vivo (é uma vergonha, não é?), e convenceram-me: o Night Eternal, último álbum da banda, entrou-me no ouvido com muita facilidade - comprei a edição especial ontem, ehehehe - e sinceramente gostei: o som não estava perfeito, por vezes aconteciam coisas estranhas, como ruídos bizarros pelo meio das músicas. O povo estava completamente rendido à "Banda Lusa" :-D, e sinceramente, a mim soube-me a pouco, mas são os ossos do ofício para quem não é cabeça de cartaz: não há encores para ninguém, há horários para cumprir!
Aproveitámos o final do concerto para nos deslocarmos para um local muito mais interessante, bem mais à frente, junto ao corredor que separava as duas alas, sobre o lado esquerdo. Boa visibilidade, mesmo no meio do palco, e relativamente perto. E ali acampámos e criámos raízes, cientes que sair dali, nem que para uma mijinha fosse, significava deparar-nos com um mar de gente ao voltar e perder uma localização excelente.
Entram os Apocalyptica.
Tinha discutido com um companheiro de concerto que deveriam ser os menos espectaculares da noite; já os tinha visto em na Aula Magna 2001 e não passaram da mediania (agradável, mas sem encantar).
...Mas que surpresa!
A abrir logo com o thrash de um "Refuse / Resist" dos Sepultura!
Brutais! Carregam os seus violoncelos como se guitarras fossem, e "deram-lhe com a alma" de uma forma fantástica. Como se isso não chegasse, ainda apareci no directo da SIC Radical (Mãe, estou aquiiii!!!) a abanar violentamente os neurónios durante o "Seek & Destroy". Infelizmente, tocaram menos material mais antigo, o único que verdadeiramente conheço, mas o novo promete. Vou prestar-lhes atenção assim que puder!
... e finalmente descanso de novo...
Entram os Machine Head. Não conhecia o trabalho deles, confesso, e não me impressionou assim tanto: fazer música pesada por música pesada, de forma gratuita, não me convence! (e não tenho problemas em ouvir Pantera ou Slayer, bem pelo contrário!) Disse-me que conhece que o vocalista e guitarrista Rob Flynn estava com um aspecto "muito saudável" comparado com o aspecto de alcoólico que já teve, o que é sempre de saudar!
De resto, muito energia, muito mosh: tão cedo não hei-de me esquecer das suas ordens "OPEN UP!!! OPEN UP!!!", enquanto dois mosh pits se formavam à sua frente. E aquele baixo... como fã de Maiden que sou, estou habituado a um baixo presente, mas aquele fazia estremecer o recinto!
Ponto alto para a cover de Iron Maiden, "Hallowed Be Thy Name", que foi executada com mestria, mas sem alma, como me pareceu o resto da sua performance.
...mais descanso, e ninguém arredou pé para os Metallica.
Estive no ano passado no Super Bock Super Rock e achei a actuação de 2007 melhor que a deste ano. Fiquei com a sensação que o público estava fisicamente cansado, de tanta música, tanto headbanging, tanto mosh...
Competentes, como sempre, optaram por tocar mais temas recentes que no ano passado. O som estava longe de estar perfeito (achei a guitarra do Kirk sempre mais baixa que a do James), e um dos microfones lembrou-se de não funcionar (o público cantou, também não faz mal!)
Uma nota para o violento "Damage Inc.". Acho que não me recordo de ter abanado tanto o capacete na minha vida! Rock 'n roll!
P.S.: ... ouvir os acordes do "Hallowed Be Thy Name" tocados pelos Metallica é também muito bonito! :-)
A gerência de À Volta do Mundo voltará às hostes musicais na pior das hipóteses em Julho. A Dama de Ferro vai estar em Portugal... e eu vou lá estar, claro!
Firefox Download Day 2008:17 de Junho 2008 [UPDATED]
"Yes, this is another fucking geek post!"... fica aqui o aviso.
Depois de já ter publicitado o 10º. Aniversário da Mozilla, fica aqui outro evento que merece a atenção de todos: para quem não sabe, a versão 3 do famoso Firefox está aí a chegar (encontrando-se neste momento na versão Release Candidate 2, ou seja, já passou fases de alfa e beta, encontrando quasi quasi prontinho para sair!), e com o lançamento vem a tentativa de estabelecer um novo recorde mundial de downloads (do Firefox 3, claro!).
Há várias maneiras de conseguir ajudar, mas a melhor de todas é mesmo registando-se no site: deste modo, fica-se a saber qual o Download Day[UPDATE:dia 17 de Junho ] e podemos fazer a nossa contribuição para tornar o Firefox 3 como o produto que mais vezes foi descarregado da World Wide Web durante 1 dia!
Depois de já ter publicitado o 10º. Aniversário da Mozilla, fica aqui outro evento que merece a atenção de todos: para quem não sabe, a versão 3 do famoso Firefox está aí a chegar (encontrando-se neste momento na versão Release Candidate 2, ou seja, já passou fases de alfa e beta, encontrando quasi quasi prontinho para sair!), e com o lançamento vem a tentativa de estabelecer um novo recorde mundial de downloads (do Firefox 3, claro!).
Há várias maneiras de conseguir ajudar, mas a melhor de todas é mesmo registando-se no site: deste modo, fica-se a saber qual o Download Day

... e claro, temos o prazer de evoluir para a próxima geração do mais emblemático navegador World Wide Web!
[Enquanto escrevia esta posta original, Portugal já tinha 11292 utilizadores registados] Enquanto agora já vai nos 12956. E tu, porque é que ainda não te registaste? É "grátes" e tens a palavra da Fundação Mozilla que o teu endereço de email não vai ser utilizado para envio de mensagens publicitárias de aumento de determinadas zonas do corpo humano masculino! :-)
[Enquanto escrevia esta posta original, Portugal já tinha 11292 utilizadores registados] Enquanto agora já vai nos 12956. E tu, porque é que ainda não te registaste? É "grátes" e tens a palavra da Fundação Mozilla que o teu endereço de email não vai ser utilizado para envio de mensagens publicitárias de aumento de determinadas zonas do corpo humano masculino! :-)
terça-feira, junho 03, 2008
I Don't Believe In Love... I Believe in Queensrÿche [UPDATED]
Começou a época musical!
O seu intróito foi a actuação de JP Simões em Espinho, o qual tive o prazer de assistir. Discreto, calmo, atinado, e adoentado (o que se reflectiu na voz), JP Simões, que pedia desculpa no final de cada canção, esteve em baixo de forma...
Não é a minha cup of tea, mas serviu bem de aquecimento para o que estava para vir. Algo completamente diferente, mas que aguardava há muito...
Aula Magna, Lisboa, 1 de Junho
Valeu a pena.
Valeu a pena esperar 16 anos para poder ver os Queensrÿche ao vivo. Ouvi estes senhores pela primeira vez talvez em 1992 ou 1993, o fantástico Operation Mindcrime, seguido de Empire e de Operation Livecrime em VHS (Thanks, E.!).
Confesso que a partir daí fui acompanhando intermitentemente a sua carreira (com o Hear Now in the New Frontier e Tribe). Finalmente, no ano passado, a grande notícia: Queensrÿche em Portugal, no Porto, em Novembro!
... para passado umas semanas, e já com bilhete comprado, ficar a saber que o concerto tinha sido cancelado...
O que na verdade nem foi mau de todo, se considerarmos que o novo álbum (que ainda não ouvi) era um álbum de covers, que pouco me dizia.
E como há males que vêm por bem, eles voltaram, desta vez a Lisboa, e para tocar a íntegra de Operation Mindcrime e Operation Mindcrime II! Melhor era impossível!
A entrada na sala foi excelente: apanhar a primeira fila do anfiteatro inferior é tão bom como os doutorais, mas 9 Euros mais barato. :-) (claro que no final não dá para ir apertar a mão à banda, mas eu sou forreta! :-)). E passado uns minutos ter o prazer de ouvir o "Halo" dos grandes Porcupine Tree, foi, como me disseram, o máximo do bom gosto e eu concordo!
Quanto à banda propriamente dita, tinha as minhas dúvidas acerca do que se dizia (tocar 2 álbuns conceptuais inteiros é obra!)....
"Ó homem de pouca fé, não crês no poder de Geoff Tate y sus muchachos!?"
Eu não cria... agora creio. Estava com um pouco de receio devido à má voz do Geoff no Live at the Moore, mas mais uma vez estava redondamente enganado. Ele está em forma, em grande forma, e se não fossem as rugas e uns quilos a mais, podia dizer que tinha recuado no tempo! Classe pura. Resta saber como é que eles se vão aguentar no final de uma extensa tour a tocar mais de 1,5 concertos por local...
A execução da banda foi quase perfeita, quase nada a apontar...
...ao contrário do som. .. como sempre no nosso rico país, há sempre algo no som "que não soa bem" (ainda estou para ouvir um concerto com som perfeito em Portugal como tive o prazer de ouvir, por exemplo, na Alemanha).
Interessante também a mensagem política: "Someone please give Bush a blowjob so we can impeach him!", dizia um cartaz que Geoff Tate brandiu nos primeiros minutos do concerto! Gostei da mensagem. Fazia Bush feliz por uns minutos e o Mundo feliz durante muito muito tempo! :-)
Pelo menos posso riscar um item da minha lista: ver o Operation Mindcrime ao vivo. Sou um homem um pouco mais feliz.
Fiquem com alguns vídeos. Começando pelo título que dá o nome à posta...
E o final apoteótico da primeira parte...
Opera Rock? Talvez sim, talvez não, but who cares!
E agora venha o Rock in Rio!
O seu intróito foi a actuação de JP Simões em Espinho, o qual tive o prazer de assistir. Discreto, calmo, atinado, e adoentado (o que se reflectiu na voz), JP Simões, que pedia desculpa no final de cada canção, esteve em baixo de forma...
Não é a minha cup of tea, mas serviu bem de aquecimento para o que estava para vir. Algo completamente diferente, mas que aguardava há muito...
Aula Magna, Lisboa, 1 de Junho
Valeu a pena.
Valeu a pena esperar 16 anos para poder ver os Queensrÿche ao vivo. Ouvi estes senhores pela primeira vez talvez em 1992 ou 1993, o fantástico Operation Mindcrime, seguido de Empire e de Operation Livecrime em VHS (Thanks, E.!).
Confesso que a partir daí fui acompanhando intermitentemente a sua carreira (com o Hear Now in the New Frontier e Tribe). Finalmente, no ano passado, a grande notícia: Queensrÿche em Portugal, no Porto, em Novembro!
... para passado umas semanas, e já com bilhete comprado, ficar a saber que o concerto tinha sido cancelado...
O que na verdade nem foi mau de todo, se considerarmos que o novo álbum (que ainda não ouvi) era um álbum de covers, que pouco me dizia.
E como há males que vêm por bem, eles voltaram, desta vez a Lisboa, e para tocar a íntegra de Operation Mindcrime e Operation Mindcrime II! Melhor era impossível!
A entrada na sala foi excelente: apanhar a primeira fila do anfiteatro inferior é tão bom como os doutorais, mas 9 Euros mais barato. :-) (claro que no final não dá para ir apertar a mão à banda, mas eu sou forreta! :-)). E passado uns minutos ter o prazer de ouvir o "Halo" dos grandes Porcupine Tree, foi, como me disseram, o máximo do bom gosto e eu concordo!
Quanto à banda propriamente dita, tinha as minhas dúvidas acerca do que se dizia (tocar 2 álbuns conceptuais inteiros é obra!)....
"Ó homem de pouca fé, não crês no poder de Geoff Tate y sus muchachos!?"
Eu não cria... agora creio. Estava com um pouco de receio devido à má voz do Geoff no Live at the Moore, mas mais uma vez estava redondamente enganado. Ele está em forma, em grande forma, e se não fossem as rugas e uns quilos a mais, podia dizer que tinha recuado no tempo! Classe pura. Resta saber como é que eles se vão aguentar no final de uma extensa tour a tocar mais de 1,5 concertos por local...
A execução da banda foi quase perfeita, quase nada a apontar...
...ao contrário do som. .. como sempre no nosso rico país, há sempre algo no som "que não soa bem" (ainda estou para ouvir um concerto com som perfeito em Portugal como tive o prazer de ouvir, por exemplo, na Alemanha).
Interessante também a mensagem política: "Someone please give Bush a blowjob so we can impeach him!", dizia um cartaz que Geoff Tate brandiu nos primeiros minutos do concerto! Gostei da mensagem. Fazia Bush feliz por uns minutos e o Mundo feliz durante muito muito tempo! :-)
Pelo menos posso riscar um item da minha lista: ver o Operation Mindcrime ao vivo. Sou um homem um pouco mais feliz.
Fiquem com alguns vídeos. Começando pelo título que dá o nome à posta...
E o final apoteótico da primeira parte...
Opera Rock? Talvez sim, talvez não, but who cares!
E agora venha o Rock in Rio!
sábado, maio 31, 2008
Só para lembrar... Eu NÃO VOU
segunda-feira, maio 26, 2008
Gastar dinheiro
Sou uma pessoa que funciona por impulsos, ou seja, sai por vezes de uma letargia e faz de uma só vez o que deveria ser feito de uma forma equilibrada. Ora, isto traz os resultados que podemos imaginar... por exemplo, a nível financeiro.

...e o pior é que a minha perspectiva de comprar latas de atum Continente e entrar em dieta até ao final do mês não se realizou... :-(
Enfim, um mês com deficit no orçamento...
Em 5 dias tratei de resolver algumas pechas na minha existência materialista, nomeadamente:

- CDs: Mão Morta, Heavenwood, Porcupine Tree...
- Bilhetes para concertos: vejam aqui quais
- Roupa: entre idas a Centros Comerciais e ao Oeiras StockMarket, fiz uma razoável renovação de guarda roupa.
...e o pior é que a minha perspectiva de comprar latas de atum Continente e entrar em dieta até ao final do mês não se realizou... :-(
Enfim, um mês com deficit no orçamento...
terça-feira, maio 20, 2008
Masoquismo...
Já vos aconteceu ver um filme de terror, que por muito que vos fizesse sentir mal, vos "obriga" a abrir os olhos e ver mais um bocadinho?
O sentimento, se bem que por motivos diferentes, acaba por ser o mesmo para os Goldfrapp. O primeiro álbum, Felt Mountain, é uma autêntica obra prima (Claro que o "pobom" não quer obras primas, pelo que parece que o álbum foi um autêntico fracasso comercial...e os Goldfrapp "reinventaram-se". Por motivos €st€tico$, se calhar... nova$ t€nd€ncia$...)
Fica aqui uma música que me diz muito mesmo. Curiosamente, o clipe não me diz nada... esperava um ambiente completamente diferente, nocturno - pelo menos a mim sabe-me melhor à noite...
O sentimento, se bem que por motivos diferentes, acaba por ser o mesmo para os Goldfrapp. O primeiro álbum, Felt Mountain, é uma autêntica obra prima (Claro que o "pobom" não quer obras primas, pelo que parece que o álbum foi um autêntico fracasso comercial...e os Goldfrapp "reinventaram-se". Por motivos €st€tico$, se calhar... nova$ t€nd€ncia$...)
Fica aqui uma música que me diz muito mesmo. Curiosamente, o clipe não me diz nada... esperava um ambiente completamente diferente, nocturno - pelo menos a mim sabe-me melhor à noite...
Tomei o cuidado de seguir a letra com atenção e de facto diz-me tanto ou mais que a música... ouçam...
Frankenstein would want your mind
Your lovely head
Your lovely head
Your lovely head
Your lovely head
domingo, maio 18, 2008
Last.fm
Tive finalmente, na semana que passou, a "coragem" de experimentar algo que já despertava a minha curiosidade há algum tempo: o last.fm.
Para quem não conhece, trata-se de um sítio na web onde os nossos gostos musicais são partilhados. Podemos fazer amigos como em qualquer hi5, facebook, orkut, etc., mas há mais: ao partilhar os nossos gostos, podemos verificar as nossas afinidades musicais com quem conhecemos, e mesmo com quem não conhecemos (o last.fm verifica os nossos gostos e gera os chamados "vizinhos"). Há depois outros conceitos que ainda estou estou a explorar, como as "rádios", as recomendações, e estatísticas sobre o que ouvimos, incluindo um "open mind level", ou seja, quão eclécticos somos no que ouvimos.
Podemos também colocar no nosso perfil pessoal os concertos a que vamos, assim como deixar um comentário sobre o dito evento (por isso, se quiserem saber por onde vou andar nos próximos tempos em termos musicais, já sabem, vejam no last.fm!).
O conceito é simples: o nosso leitor preferido de música no Windows passa a ter um pequeno plug-in, que lê as tags MP3 e as transmite para o sítio da last.fm, onde a informação fica disponível (claro que isso significa que se não desligarem o plug-in e forem ouvir os vossos verdadeiros cantores preferidos, a informação relativa a estes fica também disponivel, ehehe!)
Certos leitores de MP3 como o iPod Touch possuem também pequenos programas que permitem gravar os dados relativos ao que ouvimos, carregando-os depois para o sítio da last.fm quando o dispositivo estiver ligado à internet.
Por fim, se olharem para o lado direito deste blogue, verão um novo widget, relativo ao que tenho andado a escutar; há uma variedade de estatísticas disponíveis para partilha, tendo eu escolhido neste caso a que diz respeito aos artistas mais escutados recentemente (agora que vejo as estatísticas... xi....tanto metal nesta cabeça!!!)
Assim sendo, fico à espera das vossas inscrições, e claro, de vosso pedido de amizade (como eu gosto deste termo! :-D )
Para quem não conhece, trata-se de um sítio na web onde os nossos gostos musicais são partilhados. Podemos fazer amigos como em qualquer hi5, facebook, orkut, etc., mas há mais: ao partilhar os nossos gostos, podemos verificar as nossas afinidades musicais com quem conhecemos, e mesmo com quem não conhecemos (o last.fm verifica os nossos gostos e gera os chamados "vizinhos"). Há depois outros conceitos que ainda estou estou a explorar, como as "rádios", as recomendações, e estatísticas sobre o que ouvimos, incluindo um "open mind level", ou seja, quão eclécticos somos no que ouvimos.
Podemos também colocar no nosso perfil pessoal os concertos a que vamos, assim como deixar um comentário sobre o dito evento (por isso, se quiserem saber por onde vou andar nos próximos tempos em termos musicais, já sabem, vejam no last.fm!).
O conceito é simples: o nosso leitor preferido de música no Windows passa a ter um pequeno plug-in, que lê as tags MP3 e as transmite para o sítio da last.fm, onde a informação fica disponível (claro que isso significa que se não desligarem o plug-in e forem ouvir os vossos verdadeiros cantores preferidos, a informação relativa a estes fica também disponivel, ehehe!)
Certos leitores de MP3 como o iPod Touch possuem também pequenos programas que permitem gravar os dados relativos ao que ouvimos, carregando-os depois para o sítio da last.fm quando o dispositivo estiver ligado à internet.
Por fim, se olharem para o lado direito deste blogue, verão um novo widget, relativo ao que tenho andado a escutar; há uma variedade de estatísticas disponíveis para partilha, tendo eu escolhido neste caso a que diz respeito aos artistas mais escutados recentemente (agora que vejo as estatísticas... xi....tanto metal nesta cabeça!!!)
Assim sendo, fico à espera das vossas inscrições, e claro, de vosso pedido de amizade (como eu gosto deste termo! :-D )
quarta-feira, maio 14, 2008
Parabéns Mozilla!
Vamos recuar ao ano 2000, o mundo UNIX estava com um tremendo problema no que dizia respeito a navagadores de World Wide Web. O Netscape agonizava, e tornava-se praticamente inutilizável em determinados dias - ai, o famoso BUS ERROR com que ele encerrava de vez em quando! Por algum motivo uso esse nickname de vez em quando! - e a única alternativa era o NCSA Mosaic, morto e enterrado (só para verem, nem eu utilizei o Mosaic - mas foi por pouco... :-)).
Tinha a felicidade de ter uma máquina de trabalho a correr Linux, mas era penoso por vezes usar a WWW. Tinha que ser o Netscape... e muita paciência! Lembro-me de pensar que a situação estava perto do insustentável, e na verdade nunca foi tão grande a distância entre o IE e a concorrência.
Mas algo estava para mudar: surge entretanto o Projecto Mozilla (fica aqui uma imagem de como era no seu início, há 10 anos), que prometia pegar nos restos do moribundo Netscape e fazer dele "um homem novo".
Não me recordo quando comecei a utilizar o Mozilla Suite (que começou a aparecer nas dsitribuições de Linux), mas a mudança começou aí. Tenho no entanto a certeza que foi já em 2003 que "arrisquei" o Firefox, em que pela primeira vez experimentei os tabs num browser.
...e a partir daí, foi sempre a crescer... extensões, temas, integração com o google, plug-ins, etc., e uma cada vez maior compatibilidade com os sites existentes (a "lista negra" de sítios apenas para IE hoje em dia é quase insignificante)
O Firefox deve ser o software que me tirou ocupou mais horas, juntamente com clientes de ssh :-), e converteu-se numa experiência fantástica. Está configurado para funcionar como eu quero, com os plug-ins que eu acho necessário apenas e com o aspecto que eu quero. Parafraseando uma certa e determinada campanha publicitária, o comando é meu! :-)
E acima de tudo, é estável, e agradável de se trabalhar.
...e, last but not least, é software livre. Software livre de sucesso. Que milhões de pessoas utilizam sem saber toda a filosofia e motivação por trás. Mas que importa isso? Funciona! E bem!
Parabéns, Mozilla Foundation! 10 Aninhos!
P.S.: Posta geek, esta? Claro. Porque se não fosse geek não daria o valor que ele merece! E você, amigo não geek, já dá o valor que a Mozilla Foundation merece? Espero que sim! :-)
Tinha a felicidade de ter uma máquina de trabalho a correr Linux, mas era penoso por vezes usar a WWW. Tinha que ser o Netscape... e muita paciência! Lembro-me de pensar que a situação estava perto do insustentável, e na verdade nunca foi tão grande a distância entre o IE e a concorrência.
Mas algo estava para mudar: surge entretanto o Projecto Mozilla (fica aqui uma imagem de como era no seu início, há 10 anos), que prometia pegar nos restos do moribundo Netscape e fazer dele "um homem novo".
Não me recordo quando comecei a utilizar o Mozilla Suite (que começou a aparecer nas dsitribuições de Linux), mas a mudança começou aí. Tenho no entanto a certeza que foi já em 2003 que "arrisquei" o Firefox, em que pela primeira vez experimentei os tabs num browser.
...e a partir daí, foi sempre a crescer... extensões, temas, integração com o google, plug-ins, etc., e uma cada vez maior compatibilidade com os sites existentes (a "lista negra" de sítios apenas para IE hoje em dia é quase insignificante)
O Firefox deve ser o software que me tirou ocupou mais horas, juntamente com clientes de ssh :-), e converteu-se numa experiência fantástica. Está configurado para funcionar como eu quero, com os plug-ins que eu acho necessário apenas e com o aspecto que eu quero. Parafraseando uma certa e determinada campanha publicitária, o comando é meu! :-)
E acima de tudo, é estável, e agradável de se trabalhar.
...e, last but not least, é software livre. Software livre de sucesso. Que milhões de pessoas utilizam sem saber toda a filosofia e motivação por trás. Mas que importa isso? Funciona! E bem!
Parabéns, Mozilla Foundation! 10 Aninhos!
P.S.: Posta geek, esta? Claro. Porque se não fosse geek não daria o valor que ele merece! E você, amigo não geek, já dá o valor que a Mozilla Foundation merece? Espero que sim! :-)
sábado, maio 03, 2008
Tertúlia Castelense
Existe no Castelo da Maia (para os sulistas elitistas :-D que não conhecem a terra, pronuncia-se "Castêlo", mas escreve-se Castelo, que eu saiba!) um bar, frequentemente com música ao vivo, de seu nome Tertúlia Castelense. Se o ambiente é interessante, a decoração ainda mais o é. Desde capas de jornais de 5 de Outubro de 1910, a interessante fotografias e instrumentos, alguns com mais de 100 anos.
Gostaria no entanto de destacar esta fenomenal publicidade da conhecida marca portuguesa "Celeste".
Celeste, a famosa marca de bombons, caramelos, drops, frutas cristalizadas... colas industriais? (cliquem na imagem para ver em tamanho maior se não conseguem ler).Existia uma famosa rábula de um filme português em que uma velhinha pede num tasco pastelinhos de bacalhau., ao que lhe é dito "Pastelinhos de bacalhau não temos!", ao que a velhinha responde "Então arranje-me um copinho de aguardente".
[UPDATE]: Parece que afinal não é um copinho de aguardente, mas antes dois copinhos de vinho braco, conforme é dito no grande "Pai Tirano".
Ora, uma cena semelhante poderia passar-se numa típica mercearia, em que um cidadão deseja comprar caramelos Celeste para os sobrinhos, ao que lhe é dito "Caramelos Celeste não temos". Ora, a pronta resposta do bom cidadão só poderá ser uma: "Então arranje-me aí meio litro de cola industrial, que os meus sobrinhos também gostam muito!"
Devem ser uns sobrinhos muito bem dispostos, devem...
quarta-feira, abril 23, 2008
Normal.... não Mordoror
Onde é que eu devia estar hoje, a esta hora? Na Culturgest, a ver os Contos de Maldoror, dos grandes Mão Morta.
Infelizmente, e por minha culpa, minha grande culpa, não estou. Estou aqui a escrever esta posta. Por isso, e em jeito de vingança, "consolei-me" com algo quase tão interessante, se bem que totalmente diferente, à minha espera na loja da Carbono da Amadora.
O EP "Nil Recurring" dos Porcupine Tree, surge como uma "caixa de restos" do fantástico "Fear of a Blank Planet".
Uma frase que me vem à ideia é a expressão "Hás-de me mostrar o teu caixote do lixo". Pois bem, os Porcupine Tree mostram aqui o seu. E se isto são os restos, como será o filet mignon? O filet mignon são quase todos os álbuns desta banda.
Fiquem com o videoclipe "Normal", infelizmente e mais uma vez "amputado" dos seus 07:07.
Sullen and bored the kids stay
And in this way they wish away each day
Stoned in the mall the kids play
And in this way they wish away each day
Infelizmente, e por minha culpa, minha grande culpa, não estou. Estou aqui a escrever esta posta. Por isso, e em jeito de vingança, "consolei-me" com algo quase tão interessante, se bem que totalmente diferente, à minha espera na loja da Carbono da Amadora.
O EP "Nil Recurring" dos Porcupine Tree, surge como uma "caixa de restos" do fantástico "Fear of a Blank Planet".
Uma frase que me vem à ideia é a expressão "Hás-de me mostrar o teu caixote do lixo". Pois bem, os Porcupine Tree mostram aqui o seu. E se isto são os restos, como será o filet mignon? O filet mignon são quase todos os álbuns desta banda.
Fiquem com o videoclipe "Normal", infelizmente e mais uma vez "amputado" dos seus 07:07.
Sullen and bored the kids stay
And in this way they wish away each day
Stoned in the mall the kids play
And in this way they wish away each day
quinta-feira, abril 10, 2008
Nova Língua
Sem querer correr o risco de cair na boçalidade, a gerência de "À Volta do Mundo" vem por este meio mostrar-vos como é possível reinventar Mariah Carrey.
Já agora, alguém me diz onde posso aprender esta língua?
Ken Leeeeeeeeeee, tulibu dibu douchoo!!!!
Não, meu senhores e senhoras, não é inglês, não é búlgaro, não é português. É.... qualquer coisa como eu cantava em inglês quando tinha 7 anos! Agora temos que admitir que decorar algo nesta língua exige muito treino e preserverança! Fiquem com Ken Lee. Atenção, é Ken Lee mesmo. Não há engano!
Já agora, alguém me diz onde posso aprender esta língua?
Ken Leeeeeeeeeee, tulibu dibu douchoo!!!!
(estou a reparar que já é a segunda vez em três meses que refiro o nome da inominável Mariah Carrey neste blogue. Isto anda mesmo a descer de nível....)
domingo, abril 06, 2008
Charlton Heston - RIP
Normalmente só comento noste blogue o desaparecimento de pessoas importantes. E assim é o caso da pessoa que morreu.
"Over my cold dead hands". Na boa, Charlton. Na boa...
A única diferença é que neste caso é pena a pessoa não ter morrido mais cedo. Acabou assim um ser que não sabia distinguir entre o cowboy dos filmes e a pessoa que andava na rua. A Associação Americana de Tirinhos e Pum-pum, que aparentemente defendia que quase qualquer americano deveria ter a sua armazinha e brincar aos cowboys, matando os bandidos conforme lhes apetecesse.
Afinal de contas, Columbine só aconteceu porque os estudantes não andavam todos armados. Era o desgraçado mandar um tiro que fosse e um colega descarregava logo um cartucho em cima do meliante, mandando-o desta para melhor. Aliás, o pior que poderia acontecer era ser um falso alarme, ser uma partida, uma ameaça, etc.... e um dos zelosos estudantes matar o brincalhão com uma imitação de pistola. E isso, como podemos ver, não tem nada de mais. Assim da próxima vez o miserável não volta a pregar partidas dessas. É bem feito.
Afinal de contas, Columbine só aconteceu porque os estudantes não andavam todos armados. Era o desgraçado mandar um tiro que fosse e um colega descarregava logo um cartucho em cima do meliante, mandando-o desta para melhor. Aliás, o pior que poderia acontecer era ser um falso alarme, ser uma partida, uma ameaça, etc.... e um dos zelosos estudantes matar o brincalhão com uma imitação de pistola. E isso, como podemos ver, não tem nada de mais. Assim da próxima vez o miserável não volta a pregar partidas dessas. É bem feito.
"Over my cold dead hands". Na boa, Charlton. Na boa...
Uma consulta rápida ao site da NRA assegura que a liberdade de carregar uma arma poderá curar o cancro, e até promover a paz mundial. Parem com as leis que restringem o uso e porte de arma.
Queremos armar a sair como brindes do OMO! Queremos armas a sair em Bollycaos! Queremos armas como brindes quando comprar uma grade de cervejas! Queremos armas quando abrirmos uma conta num banco (ops, essa já existe nos EUA!). Enfim...
Queremos armar a sair como brindes do OMO! Queremos armas a sair em Bollycaos! Queremos armas como brindes quando comprar uma grade de cervejas! Queremos armas quando abrirmos uma conta num banco (ops, essa já existe nos EUA!). Enfim...
sábado, abril 05, 2008
What's been running in my head - Part III
Os Soundgarden são para mim a banda grunge. Podem falar de Pearl Jam ou de Nirvana, mas o Chris Cornell tem uma das minhas vozes preferidas, e escreve muito muito bem. Decidi finalmente encomendar o meu álbum preferido, "Down on the Upside". O último álbum e aquele no qual as divergências artísticas se acentuaram até à ruptura, com um Chris Cornell mais soft e um Kim Thayil mais hard num conflito constante.
Acaba por ser um trabalho em que Chris Cornell triunfa, em que a malha grave e pesada de Superunknown é substuída por outros songs, alguns com influência Country até (!!!). Porém, tal seria o canto do cisne... infelizmente!
Fiquem com Burden in my Hand, que ficam bem! :-)
P.S.: AS, finalmente! :-)
Follow me into the desert
As thirsty as you are
Crack a smile and cut your mouth
And drown in alcohol
cause down below the truth is lying
Beneath the riverbed
So quench yourself and drink the water
That flows below her head
Oh no there she goes
Out in the sunshine the sun is mine
I shot my love today would you cry for me
I lost my head again would you lie for me
I left her in the sand just a burden in my hand
I lost my head again would you cry for me
Close your eyes and bow your head
I need a little sympathy
cause fear is strong and loves for everyone
Who isn't me
So kill your health and kill yourself
And kill everything you love
And if you live you can fall to pieces
And suffer with my ghost
Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And Im in the dark
So follow me into the desert
As desperate as you are
Where the moon is glued to a picture of heaven
And all the little pigs have god
quinta-feira, abril 03, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
Portishead - Coliseu dos Recreios, Lisboa, 27/03/2008
Algures entre 1997 e 1999, ouvi na TSF, num programa da Sarah Adamopoulos (obrigado, Sarah!), algo completamente refrescante. A força de um sample de uma orquestra misturada com scratching e uma voz absolutamente sublime captaram-me desde a primeira audição. O "All Mine" chegava pela primeira vez aos meus ouvidos. Houve depois um Inutel qualquer :-) que me emprestou o CD, e a partir daí é história.
Não assisti ao mítico concerto de 1998 no Sudoeste. Assisti ao de ontem. Creio que nunca conseguirei descrever na totalidade o que se sente quando as expectactivas, já de si tão elevadas, são ultrapassadas.
O som estava irrepreensível, e nem por um segundo comprometeu a interpretação da banda (aliás, os meus ouvidos mal zumbem depois deste concerto!). As músicas do novo álbum, "Third" resultam fenomenais ao vivo. Sons que vão desde uma percussão em "Machine Gun" que me faz lembrar os Einstürzende Neubaten, às guitarras de "Silence" que parecem tiradas de um álbum de Mão Morta. A voz de Beth Gibbons está melhor que nunca (aliás, no regresso do concerto vim a ouvir o que considero a obra prima deles, o seu álbum homónimo, e a voz esteve seguramente melhor neste concerto que em todo o dito registo de estúdio). O público aceitou (talvez ainda não rendido) os novos temas, delirou com os antigos, e terminou o concerto numa sintonia linda com a banda (Li uma crónica on-line que referiu a "estranheza" do público perante os novos temas. Não me pareceu... ou será que há mais pirataria em Lisboa que no Porto? :-D)
Pena mesmo a curta duração do concerto, e o número reduzido de encores, para um público com uma "fome" de muitos anos. Porém, acabar o alinhamento oficial com "Cowboys", a minha faixa preferida de Portishead. Brilhante!
...e agora o que não se descreve... acabar uma música e eu ficar extático, sem aplaudir sequer, quando o público delira. O porquê disto não se descreve. Não há palavras que o descrevam. Simplesmente é melhor assim.
Se não tivesse um ano que promete ser o mais profícuo que me lembro em termos de concertos, diria que o concerto do ano já eu saberia qual era. Assim sendo, esperemos...
"Ooh, if you take these things from me"
[Portishead, "Cowboys"]
Não me tirem mais coisas destas de mim, por favor. Quero mais.
Não assisti ao mítico concerto de 1998 no Sudoeste. Assisti ao de ontem. Creio que nunca conseguirei descrever na totalidade o que se sente quando as expectactivas, já de si tão elevadas, são ultrapassadas.
O som estava irrepreensível, e nem por um segundo comprometeu a interpretação da banda (aliás, os meus ouvidos mal zumbem depois deste concerto!). As músicas do novo álbum, "Third" resultam fenomenais ao vivo. Sons que vão desde uma percussão em "Machine Gun" que me faz lembrar os Einstürzende Neubaten, às guitarras de "Silence" que parecem tiradas de um álbum de Mão Morta. A voz de Beth Gibbons está melhor que nunca (aliás, no regresso do concerto vim a ouvir o que considero a obra prima deles, o seu álbum homónimo, e a voz esteve seguramente melhor neste concerto que em todo o dito registo de estúdio). O público aceitou (talvez ainda não rendido) os novos temas, delirou com os antigos, e terminou o concerto numa sintonia linda com a banda (Li uma crónica on-line que referiu a "estranheza" do público perante os novos temas. Não me pareceu... ou será que há mais pirataria em Lisboa que no Porto? :-D)
Pena mesmo a curta duração do concerto, e o número reduzido de encores, para um público com uma "fome" de muitos anos. Porém, acabar o alinhamento oficial com "Cowboys", a minha faixa preferida de Portishead. Brilhante!
...e agora o que não se descreve... acabar uma música e eu ficar extático, sem aplaudir sequer, quando o público delira. O porquê disto não se descreve. Não há palavras que o descrevam. Simplesmente é melhor assim.
Se não tivesse um ano que promete ser o mais profícuo que me lembro em termos de concertos, diria que o concerto do ano já eu saberia qual era. Assim sendo, esperemos...
"Ooh, if you take these things from me"
[Portishead, "Cowboys"]
Não me tirem mais coisas destas de mim, por favor. Quero mais.
segunda-feira, março 24, 2008
Visita a Ponte de Lima
No fim de semana que passou tive a oportunidade de visitar a vila de Ponte de Lima. É, pelos vistos, a vila mais antiga de Portugal. Tendo recebido foral de D. Teresa em 1125, é considerada a mais antiga Vila de Portugal.
Aproveitei também para provar as especialidades da região: arroz de sarrabulho e rojões (os melhores rojões que provei nos últimos anos... pena não ter mesmo redenho, mas mesmo assim estavam excelentes!)
Babem-se:
Refeição fantástica e pantagruélica.
Parabéns, M.!
Aproveitei também para provar as especialidades da região: arroz de sarrabulho e rojões (os melhores rojões que provei nos últimos anos... pena não ter mesmo redenho, mas mesmo assim estavam excelentes!)
Babem-se:
Parabéns, M.!
Publicidade ao Restaurante Tulha, na Rua Formosa, mesmo no centro. Excelente comida a um óptimo preço!
Um pequeno passeio pela vila mostra uma localidade de aspecto medieval, lindíssima. Tenho pena de não a ter visitado mais cedo, nomeadamente aquando de visitas anteriores ao Alto Minho. Mas mais vale tarde do que nunca, e espero definitivamente voltar!
Ficam aqui uns "aperitivos":
Ficam aqui uns "aperitivos":
quinta-feira, março 20, 2008
José Rodrigues dos Santos e a reciclagem - Uma pessoa normal
A revista "Sábado" (sim, a tal que sai à quinta por norma, ou à quarta se no dia seguinte for feriado) de 6 de Março do presente ano presenteia-nos com uma entrevista com o novo escritor da moda, José Rodrigues dos Santos. Sempre julguei que o entrevistado, apesar dos seus tiques e piadolas muitas vezes sem graça, era um ser inteligente. Porém, o escritor/jornalista/pivô descobriu o novo nível de "normalidade do cidadão português" (quem sabe baseado em Homer Simpson), e passo a citar a revista:
"[...] o catastrófico aquecimento global do planeta, um tema que o preocupa - muito. Não se cansa de falar nas previsões que apontam para a desertificação de metade do mundo, incluindo uma parte de Portugal. Na parte que lhe cabe, poupa água. Reciclagem? Pois, isso não."
"[Reciclagem] não não faço. Sou uma pessoa normal. [...] A media do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão. Depois não são facilmente acessíveis [?????], é um conjunto de problemas práticosm requer mesmo muita boa vontade."
"[...] o catastrófico aquecimento global do planeta, um tema que o preocupa - muito. Não se cansa de falar nas previsões que apontam para a desertificação de metade do mundo, incluindo uma parte de Portugal. Na parte que lhe cabe, poupa água. Reciclagem? Pois, isso não."
"[Reciclagem] não não faço. Sou uma pessoa normal. [...] A media do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão. Depois não são facilmente acessíveis [?????], é um conjunto de problemas práticosm requer mesmo muita boa vontade."
O que comentar? Que José Rodrigues dos Santos não consegue decorar mais que uma côr? Que não há Ecopontos onde este senhor mora? Sempre pensei que morasse perto de Lisboa. Se calhar é mais um habitante de S. Jorge de Murrunhanha, e eu não sabia. E a boa vontade que requer? Nem vos passa pela cabeça.
Segundo a nova métrica de José Rodrigues dos Santos, sou um iluminado. Consigo decorar três cores. Mais ainda, sou um abençoado com um ecoponto perto de minha casa. E tenho supermercados perto de minha casa que vendem ecopontos domésticos. Por fim, sou um autêntico Gandhi, com a minha boa vontade, que infelizmente, a "pessoa normal" José Rodrigues dos Santos não tem. Se calhar não poupo é tanta água como ele, mas não se pode ser perfeito...
Depois desta demonstração de "normalidade", só falta perguntar a J.R. dos Santos quem é que lhe escreve os livros. Porque, claro, parto do princípio que é preciso ser uma pessoa "acima da média" para tal tarefa.
5 anos
Há 5 anos atrás, a coligação de tropas americanas, britânicas e quejandas começaram as manobras de ataque para a "libertação do Iraque" das garras do temível Saddam Hussein.
Vamos saltar por cima do assunto de "armas de destruição massiva/maciça/whatever", da palhaçada que foi a Conferência dos Açores, da "guerra em si" (que terminou, segundo o Presidente Bush, no dia em que este declara "Missão Cumprida" a bordo de um porta-aviões), e centremo-nos no "pós-guerra".
Como na Jugoslávia de Tito, que mantinha sérvios, bósnios, albaneses, croatas, macedónios e montenegrinos "unidos" numa só nação, também Saddam mantinha uma relativa ordem sobre o ancestral ódio xiita/sunita, à custa de, claro, "métodos menos democráticos".
Bush expulsou e matou Saddam, mas abriu a caixa de Pandora. Chegamos assim, passados cinco anos, a um Iraque feito em frangalhos, uma terra de bandidos onde se chega ao cúmulo de ter que se comprar gasolina no mercado negro (isto no segundo maior produtor de petróleo do mundo). Pelo meio temos Abu Ghraib, Guantánamo, o enforcamento de Saddam a ser transmitido para todo o mundo, etc.
Chegamos a 2008, e segundo o precioso site "Iraq Body Count", baixas aproximadas de:
Para além da "estatística" próxima dos 90.000 mortos, há uma despesa diária de 12.000.000 de dólares por dia.
No entanto, e segundo declarações do Presidente Bush, "valeu a pena", dado que foi uma "vitória estratégica sobre os inimigos no Iraque", segundo este linque do Yahoo!. Para Bush talvez tenha sido uma vitória, dado que foi re-eleito Presidente dos EUA, dado que, segundo o average american citizen, tornou o Mundo um país mais seguro, apesar de vivermos numa constante ameaça terrorista, e parecer-me que atirar mais gasolina (olha, outro assunto interessante - já só falta referir que havia interesses económicos na invasão do Iraque) para um incêndio fora de controlo que é o terrorismo.
O sítio Iraq Body Count tem um interessante artigo acerca de quem ganhou e perdeu a guerra, e o que foi ganho e perdido. Aconselho-vos seriamente a ler o artigo neste endereço.
Deixo uma apenas uma citação que aparece no final do artigo:
Vamos saltar por cima do assunto de "armas de destruição massiva/maciça/whatever", da palhaçada que foi a Conferência dos Açores, da "guerra em si" (que terminou, segundo o Presidente Bush, no dia em que este declara "Missão Cumprida" a bordo de um porta-aviões), e centremo-nos no "pós-guerra".
Como na Jugoslávia de Tito, que mantinha sérvios, bósnios, albaneses, croatas, macedónios e montenegrinos "unidos" numa só nação, também Saddam mantinha uma relativa ordem sobre o ancestral ódio xiita/sunita, à custa de, claro, "métodos menos democráticos".
Bush expulsou e matou Saddam, mas abriu a caixa de Pandora. Chegamos assim, passados cinco anos, a um Iraque feito em frangalhos, uma terra de bandidos onde se chega ao cúmulo de ter que se comprar gasolina no mercado negro (isto no segundo maior produtor de petróleo do mundo). Pelo meio temos Abu Ghraib, Guantánamo, o enforcamento de Saddam a ser transmitido para todo o mundo, etc.
Chegamos a 2008, e segundo o precioso site "Iraq Body Count", baixas aproximadas de:
Para além da "estatística" próxima dos 90.000 mortos, há uma despesa diária de 12.000.000 de dólares por dia.
No entanto, e segundo declarações do Presidente Bush, "valeu a pena", dado que foi uma "vitória estratégica sobre os inimigos no Iraque", segundo este linque do Yahoo!. Para Bush talvez tenha sido uma vitória, dado que foi re-eleito Presidente dos EUA, dado que, segundo o average american citizen, tornou o Mundo um país mais seguro, apesar de vivermos numa constante ameaça terrorista, e parecer-me que atirar mais gasolina (olha, outro assunto interessante - já só falta referir que havia interesses económicos na invasão do Iraque) para um incêndio fora de controlo que é o terrorismo.
O sítio Iraq Body Count tem um interessante artigo acerca de quem ganhou e perdeu a guerra, e o que foi ganho e perdido. Aconselho-vos seriamente a ler o artigo neste endereço.
Deixo uma apenas uma citação que aparece no final do artigo:
"And we, the Britishand American public [and the rest of the world] ? What have we won? What have we lost? We have actually won nothing, not even our security. And we have lost something too: a little of our self-respect. A little of our conviction in our virtue, in our values and in our role as the defenders of all that is good and fair."
P.S.: E pensar que eu era neutro, e a pender para a invasão.... Espero ter-me retratado aqui.
sábado, março 15, 2008
Humor estúpido
Às vezes dou comigo a rir-me com coisas absolutamente idiotas. Humor não inteligente, humor sem sentido, mas que no entanto nos faz mandar umas boas gargalhadas. E eu que pensava que tinha um gosto refinado... :-)
Fiquem com Nuno Markl e o seu amigo Bruno Aleixo de Coimbra. A gerência de "À Volta do Mundo" dá um prémio simbólico a quem me indicar que raio de animal é o Bruno Aleixo :-)
Fiquem com Nuno Markl e o seu amigo Bruno Aleixo de Coimbra. A gerência de "À Volta do Mundo" dá um prémio simbólico a quem me indicar que raio de animal é o Bruno Aleixo :-)
Hmmmm! Carapaus à espanhola! LOL!
quarta-feira, março 12, 2008
A regra dos três
"Esteja alerta para a regra dos três. O que você dá retornará para você. Essa lição você tem que aprender".
É assim que vai ser no próximo dia 27 de Março. Um novo trabalho pela terceira vez, que abre com esta frase, sim, sem traduções, apenas com sotaque do Brasil.

Os Portishead regressam no concerto mais aguardado do ano, na minha opinião. E eu vou ter a sorte de estar lá.
I am counting the days already...
Mais info sobre o novo álbum aqui.
É assim que vai ser no próximo dia 27 de Março. Um novo trabalho pela terceira vez, que abre com esta frase, sim, sem traduções, apenas com sotaque do Brasil.

Os Portishead regressam no concerto mais aguardado do ano, na minha opinião. E eu vou ter a sorte de estar lá.
I am counting the days already...
Mais info sobre o novo álbum aqui.
P.S.: Não sei qual a fórmula da regra dos três, mas há certas premissas que parecem falhar, nomeadamente certas pessoas para as quais podemos ser o maior FDP do mundo ou Gandhi, mas... "nada [de bom] retornará para você". Preciso possivelmente de ver com mais detalhe a dita fórmula... ou como diria alguém que conheço: "Ou então não."
Independentemente disso, espero um concerto à altura da banda. Espero as misturas fantásticas de Dummy, o intimismo negro (e fenomenal!) de Portishead e o mistério que é Third. E isso é qu realmente interessa. O resto é conversa...
More News to Come...
Independentemente disso, espero um concerto à altura da banda. Espero as misturas fantásticas de Dummy, o intimismo negro (e fenomenal!) de Portishead e o mistério que é Third. E isso é qu realmente interessa. O resto é conversa...
More News to Come...
domingo, março 09, 2008
Adivinhem quem chegou!
Na quinta feira passada andei de T-Shirt pela primeira vez.
Hoje coloquei os meus óculos de sol pela primeira vez.
É oficial. O Inverno foi-se. Que chegue a luz da Primavera.
Hoje coloquei os meus óculos de sol pela primeira vez.
É oficial. O Inverno foi-se. Que chegue a luz da Primavera.
sexta-feira, março 07, 2008
Alone in the Dark
...é o nome de uma série de jogos de computador famosos...
Mas neste caso foi o que me aconteceu ontem à noite, felizmente apenas por alguns minutos.
De repente, o ruído de "House" é substituído apenas por longínquo soar de um alarme. Tudo escuro, menos o ecrã do meu laptop. As persianas dos vizinhos, surpresos também, abrem-se, em busca de uma luz que não aparece.
O telemóvel serviu de lanterna até encontrar a vela que já esperava uso há 18 meses.
Mas neste caso foi o que me aconteceu ontem à noite, felizmente apenas por alguns minutos.
De repente, o ruído de "House" é substituído apenas por longínquo soar de um alarme. Tudo escuro, menos o ecrã do meu laptop. As persianas dos vizinhos, surpresos também, abrem-se, em busca de uma luz que não aparece.
O telemóvel serviu de lanterna até encontrar a vela que já esperava uso há 18 meses.

Felizmente que após alguns minutos de escuridão, a luz voltou... como sempre!
Não tenho medo do escuro, mas nestas circunstâncias, a sensação é no mínimo estranha e de impotência, especialmente pelo inesperado. Enfim, experiências novas dos dias que correm...
Não tenho medo do escuro, mas nestas circunstâncias, a sensação é no mínimo estranha e de impotência, especialmente pelo inesperado. Enfim, experiências novas dos dias que correm...
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Into the Wild
Tenho sido presenteado recentemente com momentos raros de bom cinema. E regressei agora de mais um momento fantástico.
Pela segunda vez na vida saio da sala quase sem palavras, com a a respiração alterada, com a percepção (sei lá de quê!) alterada, a pensar no sentido de tudo e de nada. A primeira vez passou-se com o diametralmente oposto "Fight Club", e desta vez com a obra-prima de Sean Penn, "Into the Wild".

Pela segunda vez na vida saio da sala quase sem palavras, com a a respiração alterada, com a percepção (sei lá de quê!) alterada, a pensar no sentido de tudo e de nada. A primeira vez passou-se com o diametralmente oposto "Fight Club", e desta vez com a obra-prima de Sean Penn, "Into the Wild".

A viagem de alguém que se quer libertar do que o atormenta (mas que na verdade não fez mais do que fugir... e já estou a falar de mais!), e que nos faz sentir, como diz a expressão "uns meninos".
Esqueçam a merda do vosso conforto material, do vosso carro, do vosso computador, dos sapatos, da merda do empréstimo que vos atormenta, das pessoas com que se relacionam e que não prestam. Deitem tudo fora e vivam. Vivam como Cristopher McCandless.
Não é um filme fácil, mas é um filme lindo, e a palavra chave aqui é uma só: visceral.
Notas especiais para todas as belíssimas citações do filme, de autores como Thoreau e Tolstoi. Uma especial menção para talvez a última citação, escrita pela mão da personagem principal entre dois parágrafos de um livro. Verdadeira...
Uma outra nota especial para a banda sonora. Basta ouvir os primeiros 10 segundos do filme para perceber quem canta e dar conta que a música tem um papel preponderante nas 2:20 horas seguintes. O Eddie Vedder é sem dúvida o homem certo.
Curiosamente, não quero ver o filme de novo tão cedo. O estado em que nos deixa não recomenda segunda dose sem recuperar as nódoas negras da primeira vez.
Quem ainda não foi... só recomendo que vá. Deixe o capacete e a armadura em casa e vá, despido de tudo o que é defesa, levar uma boa porrada. Sabe bem e a mente agradece. Vão por mim.
Esqueçam a merda do vosso conforto material, do vosso carro, do vosso computador, dos sapatos, da merda do empréstimo que vos atormenta, das pessoas com que se relacionam e que não prestam. Deitem tudo fora e vivam. Vivam como Cristopher McCandless.
Não é um filme fácil, mas é um filme lindo, e a palavra chave aqui é uma só: visceral.
Notas especiais para todas as belíssimas citações do filme, de autores como Thoreau e Tolstoi. Uma especial menção para talvez a última citação, escrita pela mão da personagem principal entre dois parágrafos de um livro. Verdadeira...
Uma outra nota especial para a banda sonora. Basta ouvir os primeiros 10 segundos do filme para perceber quem canta e dar conta que a música tem um papel preponderante nas 2:20 horas seguintes. O Eddie Vedder é sem dúvida o homem certo.
Curiosamente, não quero ver o filme de novo tão cedo. O estado em que nos deixa não recomenda segunda dose sem recuperar as nódoas negras da primeira vez.
Quem ainda não foi... só recomendo que vá. Deixe o capacete e a armadura em casa e vá, despido de tudo o que é defesa, levar uma boa porrada. Sabe bem e a mente agradece. Vão por mim.
domingo, fevereiro 17, 2008
Fim de Semana Gastronómico - Parte I
Este fim de semana foi talvez dos mais pantagruélicos que tenho memória. Comi bem e (infelizmente para a minha saudinha) comi também muito. Mas soube bem...
Comecei com um jantar no grande Tapadinha. Comida russa, comida boa. Caro q.b., mas não só vale pelo paladar, como pelo ambiente do restaurante, no mínimo digno de despertar interesse.
Comecei com uma vodka ritual (desta vez de maracujá). Má ideia, deveria ter apostado numa vodka de marca, sem sabor. Não seria nenhuma Grey Goose, mas pelo menos algo com mais qualidade.
A entrada consistiu numa salada de caranguejo com maçã, algo desinteressante e deslavada. Tive no entanto a oportunidade de experimentar algo verdadeiramente inovador e saboroso: borshe, ou seja, uma sopa à base de beterraba e cebola, uma verdadeira delícia. A experimentar de uma próxima vez. Interessante também foi um couvert de ovo com anchova, muito bom!
Comecei com um jantar no grande Tapadinha. Comida russa, comida boa. Caro q.b., mas não só vale pelo paladar, como pelo ambiente do restaurante, no mínimo digno de despertar interesse.
Comecei com uma vodka ritual (desta vez de maracujá). Má ideia, deveria ter apostado numa vodka de marca, sem sabor. Não seria nenhuma Grey Goose, mas pelo menos algo com mais qualidade.A entrada consistiu numa salada de caranguejo com maçã, algo desinteressante e deslavada. Tive no entanto a oportunidade de experimentar algo verdadeiramente inovador e saboroso: borshe, ou seja, uma sopa à base de beterraba e cebola, uma verdadeira delícia. A experimentar de uma próxima vez. Interessante também foi um couvert de ovo com anchova, muito bom!
Como prato principal, escolhi o óbvio: um bife tártaro, um verdadeiro manjar dos deuses, acompanhado de batatas fritas em cubos (um pouco salgadas) e uns saborosíssimos e adequados vegetais avinagrados (cenoura e beterraba, neste caso).
Para quem não sabe o que é um bife tártaro, não é mais do que carne de vaca (ou cavalo) levemente marinado, frio, e sim, cru, com especiarias e alcaparras, que depois é colocado em frio e servido numa tigela.
O mistério é que de facto a carne se desfaz na boca sem necessidade de ser mastigada. Uma experiência única.
Pequena nota para a Baltika Nº 6 que serviu de bebida: cerveja forte, preta. Um pouco forte de mais e com sabor a menos para o meu gosto. Mas bebe-se...
Terminei com um tarte de queijo com mel e nozes, que não estava mal, não senhor.
Preço final: 28 euros. Preço muito razoável para a lauta refeição. Jantar longo, bom ambiente, no qual os clientes parecem estar mais interessados em saborear a refeição do que entreter-se com conversas (o que não deixa de ser interessante, considerando a densidade de mesas.
Para quem não sabe o que é um bife tártaro, não é mais do que carne de vaca (ou cavalo) levemente marinado, frio, e sim, cru, com especiarias e alcaparras, que depois é colocado em frio e servido numa tigela.
O mistério é que de facto a carne se desfaz na boca sem necessidade de ser mastigada. Uma experiência única.
Pequena nota para a Baltika Nº 6 que serviu de bebida: cerveja forte, preta. Um pouco forte de mais e com sabor a menos para o meu gosto. Mas bebe-se...
Terminei com um tarte de queijo com mel e nozes, que não estava mal, não senhor.
Preço final: 28 euros. Preço muito razoável para a lauta refeição. Jantar longo, bom ambiente, no qual os clientes parecem estar mais interessados em saborear a refeição do que entreter-se com conversas (o que não deixa de ser interessante, considerando a densidade de mesas.
sábado, fevereiro 09, 2008
Pegadas na Neve
E se as marcas que nos deixam nesta vida fossem como estas pegadas na neve, ou seja, se se derretessem aos primeiros pingos de chuva ou raios de sol?
domingo, fevereiro 03, 2008
Paga, caloteiro!
Hoje apanhei o susto de uma vida, ou quase...
Uns minutos após o envio de um a mensagem de e-mail por parte do meu pai, este recebe-a devolvida, com a indicação que o domínio não existe.
Após algum espanto e incredulidade, decido verificar... e de facto o domínio, para o servidor de DNS da Net que sai pelo cabo, não existe!!!
Vou de imediato ao meu gestor de domínios, que me indica que este tinha expirado no dia 31 de Janeiro de 2008... e eu tinha-me esquecido de o renovar!!!
Procedi de imediato à renovação do mesmo, tendo em seguida reposto as correctas configurações de e-mail no meu fornecedor deste serviço. Tempo total de downtime, cerca de 12 horas apenas, espero (já bem bom foi o prazo ter-se extendido mais 2 dias do que era suposto!)
Assim sendo, para quem me enviou e-mails para o endereço do costume e os teve devolvidos: descansem, o e-mail está de volta nos próximos dois anos, e aguarda as vossas mensagens, claro! Venham ela, que ele não tem medo!!! Quantas são, quantas são???? :-)
Uns minutos após o envio de um a mensagem de e-mail por parte do meu pai, este recebe-a devolvida, com a indicação que o domínio não existe.
Após algum espanto e incredulidade, decido verificar... e de facto o domínio, para o servidor de DNS da Net que sai pelo cabo, não existe!!!
Vou de imediato ao meu gestor de domínios, que me indica que este tinha expirado no dia 31 de Janeiro de 2008... e eu tinha-me esquecido de o renovar!!!
Procedi de imediato à renovação do mesmo, tendo em seguida reposto as correctas configurações de e-mail no meu fornecedor deste serviço. Tempo total de downtime, cerca de 12 horas apenas, espero (já bem bom foi o prazo ter-se extendido mais 2 dias do que era suposto!)
Assim sendo, para quem me enviou e-mails para o endereço do costume e os teve devolvidos: descansem, o e-mail está de volta nos próximos dois anos, e aguarda as vossas mensagens, claro! Venham ela, que ele não tem medo!!! Quantas são, quantas são???? :-)
Moda na Arábia Saudita
Muitos de vós pensarão que a Arábia Saudita é uma sociedade repressora, e que por exemplo, mesmo comprar roupa será um trabalho complicado.
Facto 1: Sim, as lojas de roupa interior feminina estão de um modo geral em pisos interditos a homens (pelo menos as que vi... foi muito ao longe, porque simplesmente tinha o acesso barrado).
Facto 2: O resto das roupas não deverá representar qualquer problema. Quer dizer... quase! Senão verifiquem esta fotografia tirada à porta de um centro comercial.
Mas que raio fizeram aos modelos???
Creio que software do estilo do Adobe Photoshop deve ser muito popular por estes lados. Por exemplo, ir a uma loja de música é um regalo para quem deseja ver capaz alternativas: se por ventura o álbum em questão é um pouco mais "atrevido", como por exemplo no caso desta compilação de Mariah Carey:
Vocês acham mesmo que esta é a capa saudita do álbum? Não não! A moda saudita indica o caminho: um pouco de Photoshop e magicamente aparecem umas belas calças nas pernas da cantora (e, apesar de não me recordar, estou em crer que o top tambem não seria igual). O que na verdade é uma lástima, dado que a capa é a única coisa do álbum que é mesmo, como o título, #1... pena não ter uma imagem da capa alternativa. :-(
Facto 1: Sim, as lojas de roupa interior feminina estão de um modo geral em pisos interditos a homens (pelo menos as que vi... foi muito ao longe, porque simplesmente tinha o acesso barrado).
Facto 2: O resto das roupas não deverá representar qualquer problema. Quer dizer... quase! Senão verifiquem esta fotografia tirada à porta de um centro comercial.
Mas que raio fizeram aos modelos???Creio que software do estilo do Adobe Photoshop deve ser muito popular por estes lados. Por exemplo, ir a uma loja de música é um regalo para quem deseja ver capaz alternativas: se por ventura o álbum em questão é um pouco mais "atrevido", como por exemplo no caso desta compilação de Mariah Carey:
Vocês acham mesmo que esta é a capa saudita do álbum? Não não! A moda saudita indica o caminho: um pouco de Photoshop e magicamente aparecem umas belas calças nas pernas da cantora (e, apesar de não me recordar, estou em crer que o top tambem não seria igual). O que na verdade é uma lástima, dado que a capa é a única coisa do álbum que é mesmo, como o título, #1... pena não ter uma imagem da capa alternativa. :-(sexta-feira, fevereiro 01, 2008
RAP no Café com Letras
Tive o privilégio de na noite de quarta-feira passada ter estado presente na Biblioteca Municipal de Oeiras, onde Ricardo Araújo Pereira veio falar para uma audiência que mal cabia dentro da sala (segundo se disse, chegou a exceder a de José Saramago e Lobo Antunes).

Tendo chegado 20 minutos antes da hora, encontrei um lugar sentado (ao contrário das largas dezenas de pessoas que tiveram que permancer em pé ou sentar-se nas escadas). Esperei pacientemente até que Carlos Vaz Marques, o anfitrião, o trouxe até nós. Foram duas horas que passaram depressa e onde RAP demonstrou toda a sua cultura literária, que vão desde sonetos de Bocage, Pessoa (que ele sabe de cor), a José Gomes Ferreira, Lobo Antunes, etc.
Incrível também a facilidade com que consegue "sacar" uma piada de basicamente qualquer assunto. Mesmo sabendo que o seu principal ganha-pão é a escrita humorística, fazer humor "em cima do acontecimento" requer uma dose de genialidade extra!
Por mim, estou fã da iniciativa Café Com Letras. Perder duas horas da nossa vida a ouvir alguém tão inteligente como Ricardo Araújo Pereira a falar sobre diversos assuntos é uma honra. Venham mais assim!
Gostaria de vos deixar com um poema de Bocage, também recitado por RAP. A beleza e a subtileza de um génio :-)
"É pau, e rei dos paus, não marmeleiro, Bem que duas gamboas lhe lobrigo; Dá leite, sem ser árvore de figo, Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro: Verga, e não quebra, como zambujeiro; Oco, qual sabugueiro tem o umbigo; Brando às vezes, qual vime, está consigo; Outras vezes mais rijo que um pinheiro: À roda da raiz produz carqueja: Todo o resto do tronco é calvo e nu; Nem cedro, nem pau-santo mais negreja! Para carvalho ser falta-lhe um U; Adivinhem agora que pau seja, E quem adivinhar meta-o no cu."
Gostaria de vos deixar com um poema de Bocage, também recitado por RAP. A beleza e a subtileza de um génio :-)
"É pau, e rei dos paus, não marmeleiro, Bem que duas gamboas lhe lobrigo; Dá leite, sem ser árvore de figo, Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro: Verga, e não quebra, como zambujeiro; Oco, qual sabugueiro tem o umbigo; Brando às vezes, qual vime, está consigo; Outras vezes mais rijo que um pinheiro: À roda da raiz produz carqueja: Todo o resto do tronco é calvo e nu; Nem cedro, nem pau-santo mais negreja! Para carvalho ser falta-lhe um U; Adivinhem agora que pau seja, E quem adivinhar meta-o no cu."
Rex mortus est, vivat Rex!
... assim se pensava no final do dia 1 de Fevereiro de 1908, faz hoje precisamente 100 anos. El-Rei D. Carlos regressa a Lisboa vindo de Vila Viçosa, encontrando uma Lisboa tensa, e onde forças mais ou menos radicais congeminavam mudanças mais ou menos radicais. João Franco escapa por sorte a um atentado uns dias antes (simplesmente por ter alterado o seu itinerário nesse dia), e alguém tinha que pagar com o sangue a desgraça da uma Pátria cada vez mais ridícula e miserável, na opinião de muitos.


D. Carlos nega escolta policial reforçada e mesmo o contingente de protecção habitual é reduzido. Para agravar a situação, desloca-se num landau, carruagem aberta, recusando um automóvel. Todas estas circunstâncias contribuiram para o sucesso de Alfredo Costa e Manuel Buiça , tendo este último, exímio atirador e ex-instrutor de tiro no Exército, o responsável pelas balas que mataram o monarca português em pleno Terreiro do Paço. O Príncipe da Coroa, D. Luís Filipe, é também atingido mortalmente.
...e o resto já se sabe. O infante D. Manuel é rei por 2 anos e 8 meses, a I República, o Estado Novo, o 25 Abril... e chegamos ao dia de hoje.
Sempre achei este tema fascinante, e uma das minhas prendas de Natal foi este livro, que descreve com detalhe as movimentações dos diversos grupos existentes, e toda a evolução até ao dia em causa.
Interessante porém a existência de um dito "Site Oficial do Regicídio", que nos brinda à entrada com .... A Portuguesa??? (Porque não o Hymno da Carta?), onde D. Duarte Pio, Príncipe Herdeiro, refere algo muito interessante: "se o 5 de Outubro de 1910 tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso".
Sou profundamente republicano e recuso liminamente responsabilidades de Estado a alguém só por ser filho de quem manda, mas a verdade é que, após ler um pouco sobre o assunto, concluo que apenas sectores mais extremos como a Carbonária queriam a revolução a qualquer preço, e que de qualquer modo o João Franco era o alvo principal a abater.
Não concordo com o que diz D. Duarte, mas vejo as coisas da seguinte forma: se o regicídio tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso: a I República nunca se conseguiu libertar do seu cariz revolucionário e anti clerical e estabilizar o País. O Presidente Sidónio Pais é inclusivamente assassinado em 1918. E depois vem a ordem... a ordem de um Estado Novo que nos amordaçou durante 48 anos. Quem sabe se o 5 de Outubro teria ocorrido com um Rei mais experiente no poder... Há historiadores que defendem que se D. Carlos tivesse sobrevivido, Portugal poderia eventualmente entrar numa estabilidade que não via em muitas décadas. Se assim fosse, uma coisa teríamos tido em maior quantidade e qualidade: democracia.
... e perdoem-me a especulação! :-)
Sempre achei este tema fascinante, e uma das minhas prendas de Natal foi este livro, que descreve com detalhe as movimentações dos diversos grupos existentes, e toda a evolução até ao dia em causa.
Interessante porém a existência de um dito "Site Oficial do Regicídio", que nos brinda à entrada com .... A Portuguesa??? (Porque não o Hymno da Carta?), onde D. Duarte Pio, Príncipe Herdeiro, refere algo muito interessante: "se o 5 de Outubro de 1910 tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso".
Sou profundamente republicano e recuso liminamente responsabilidades de Estado a alguém só por ser filho de quem manda, mas a verdade é que, após ler um pouco sobre o assunto, concluo que apenas sectores mais extremos como a Carbonária queriam a revolução a qualquer preço, e que de qualquer modo o João Franco era o alvo principal a abater.
Não concordo com o que diz D. Duarte, mas vejo as coisas da seguinte forma: se o regicídio tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso: a I República nunca se conseguiu libertar do seu cariz revolucionário e anti clerical e estabilizar o País. O Presidente Sidónio Pais é inclusivamente assassinado em 1918. E depois vem a ordem... a ordem de um Estado Novo que nos amordaçou durante 48 anos. Quem sabe se o 5 de Outubro teria ocorrido com um Rei mais experiente no poder... Há historiadores que defendem que se D. Carlos tivesse sobrevivido, Portugal poderia eventualmente entrar numa estabilidade que não via em muitas décadas. Se assim fosse, uma coisa teríamos tido em maior quantidade e qualidade: democracia.
... e perdoem-me a especulação! :-)
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sexta-feira, janeiro 25, 2008
Sunset of an era
terça-feira, janeiro 22, 2008
E quem disse que era proibido álcool na Arábia Saudita?
Vou suicidar-me... ou mudar para aqui - CORRIGIDO
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Vou suicidar-me... ou mudar para aqui
O meu amigo Osama acabou de encher o depósito do seu Ford Crown Victoria (com um singelo motor de 4.6 litros) com 56 litros de gasolina. Preço total: 53 Rials, ou seja, €9,6 ao câmbio de hoje.
Sem mais comentários.
Sem mais comentários.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Vai um cafezinho?
Dado que a minha reserva no hotel não me brinda com pequeno almoço, sou obrigado a tomá-lo num café, o que me obriga a caminhar cerca de 20 minutos em jejum todos os dias pela manhã (o que dá que pensar: pesei-me hoje e estou ligeiramente mais magro, apesar das carradas que comida que tenho ingerido ultimamente). Assim sendo, pequeno almoço é no Java Café. Ei-lo:
(Serve a presente para avaliar também alguns dos veículos da cidade)
(Serve a presente para avaliar também alguns dos veículos da cidade)Finalmente um cafezinho classy onde se comer (tomar um pequeno almoço tipicamente árabe é ainda um desafio para o qual não me sinto qualificado: isso sim, é fácil de encontrar). Mais ainda, o pequeno almoço é para mim uma refeição importantíssima: detesto meter qualquer coisa para a boca à pressa, para despachar, antes de ir trabalhar, e se pudesse, tomá-lo-ia todos os dias numa esplanada, ou num sofá como os do Java Café, a ler o jornal, de modo a que demorasse no mínimo uma meia hora, com calma, a saborear cada pedaço da minha torrada e do meu galão, enquanto ia acordando lentamente.
Infelizmente, na zona onde estou alojado (a zona dos ministérios) não abundam estabelecimentos do género. E isto leva-me ao tema a vinda de uma cadeia internacional de cafés para o nosso país, que na minha opinião, só peca por tardia.
Somos um povo com um café excelente, mas somo também um povo monolítico e cego no que diz respeito ao café, por norma. Isto porque já temos uma instituição portuguesa chamada "O Café", não a bebida, ou o grão, mas o estabelecimento comercial, onde, com mais ou menos qualidade se serve uma panóplia de coisas, desde bolos, a pastilha elástica, o pãozito para se levar para casa, uma imperial, um copo de 3 tinto, ou seja, é a evolução natural da taberna à boa maneira portuguesa.
Infelizmente, na zona onde estou alojado (a zona dos ministérios) não abundam estabelecimentos do género. E isto leva-me ao tema a vinda de uma cadeia internacional de cafés para o nosso país, que na minha opinião, só peca por tardia.
Somos um povo com um café excelente, mas somo também um povo monolítico e cego no que diz respeito ao café, por norma. Isto porque já temos uma instituição portuguesa chamada "O Café", não a bebida, ou o grão, mas o estabelecimento comercial, onde, com mais ou menos qualidade se serve uma panóplia de coisas, desde bolos, a pastilha elástica, o pãozito para se levar para casa, uma imperial, um copo de 3 tinto, ou seja, é a evolução natural da taberna à boa maneira portuguesa.
E o que tem isso de mal? Nada. Mas nada, se não fechar as perspectivas para algo mais (porque num café, um café ou é um café - gostei desta :-) - ou um galão, ou uma meia de leite). Só muito recentemente começaram a surgir no nosso país formas diferentes de apreciar um café:
E que tal se em vez das cadeiras do café, surgissem umas poltronas coloridas, onde um grupo de amigos se pudesse sentar e conviver?
E que tal se em vez das cadeiras do café, surgissem umas poltronas coloridas, onde um grupo de amigos se pudesse sentar e conviver?
E que tal se se déssemos conta que existe vida para além do café expresso? E que as capacidades para se inventar um pouco (frappé, capuccino, etc.) irão requerer sempre um óptimo expresso? (e nisso nós somos mestres!).
A vinda da Starbucks para Portugal representa um enorme desafio para a marca: traz consigo tudo o que referi acima, menos, infelizmente, um bom expresso. E mais ainda, cobra caro por uma chávena de expresso e serve-o mal e porcamente num copo de plástico. E isso para um português é simplesmente insultuoso (e eu concordo!). Ainda recentemente tive a experiência de tomar um expresso numa concorrente, a San Francisco Coffee Company, em Munique, e a experiência foi muito pouco positiva e pode ser resumida a duas palavras: queimado e caro (€2), mas ao menos não foi, salvo erro, num copo de plástico. Isto porque quem lá trabalha, acima de tudo, não faz a mínima ideia a que um bom expresso deve saber.
Estou assim curioso para saber qual será o preço de um expresso no Starbucks. Tenho a certeza que não serão €0,60, mas acima de tudo quero verificar a sua qualidade. Espero que a empresa aproveite a nossa expertise para melhorar um pouco aquele sabor azedo e queimado, sem no entanto perder toda a sua imaginação de um caramel macchiato, ou de um frappucino. E claro... os blueberry muffins e afins, que fazem parte do meu imaginário desde o final de 2002.
Anseio por usá-lo como refúgio de uma tarde pardacenta na baixa, vítima do inverno português, frio e húmido, no seu pior. Ou acabar sentado a gozar o ar condicionado, enquanto degusto um gelado frappucino que me baixa a temperatura escaldante do verão lisboeta.
Sentar-me confortavelmente num sofá, ver quem passa, ler um livro, conversar, conviver...
Quando a primeira loja abrir, lá estarei. E espero não me enganar ao dizer que espero ser cliente regular.
Anseio por usá-lo como refúgio de uma tarde pardacenta na baixa, vítima do inverno português, frio e húmido, no seu pior. Ou acabar sentado a gozar o ar condicionado, enquanto degusto um gelado frappucino que me baixa a temperatura escaldante do verão lisboeta.
Sentar-me confortavelmente num sofá, ver quem passa, ler um livro, conversar, conviver...
Quando a primeira loja abrir, lá estarei. E espero não me enganar ao dizer que espero ser cliente regular.
Ver um jogo da Super Liga em directo... em Riade!
Estava eu muito descansado a ver TV, quando o meu colega BM me telefona para o quarto, referindo que está a dar o Sporting na televisão! Em menos de um minuto faço zapping até encontrar a Al-Jazeera Sports, que transmitia o Académica vs. Sporting! Agora vamos esquecer o resultado e fazer de conta que devemos ser a equipa com mais pontos perdidos nos últimos 5 minutos. Alguns screenshots para provar o ocorrido. Interessantes são também os comentários de Rabah Madjer. Pena é serem em árabe. :-)
TvCabo compra TvTel
Segundo as notícias de hoje, a TvCabo prepara-se para tentar comprar a TvTel. Antes de mais, um pequeno comentário em forma de poema:
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
[...]
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
[...]
Escolhi este excerto de um poema dos Vampiros de Zeca Afonso porque foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Nada como eliminar a concorrência... comprando-a. E assim vai a TvCabo, alegremente, destruir qualquer tentativa de inovar e de prestar melhor serviço em Portugal.
Pelos vistos a Pluricanal e BragaTel já estão alvo de compra, tendo a Autoridade de Concorrência autorizado o pedido. Segue-se a TvTel. Alguém me diga o que resta no mercado português a não serem as grandes empresas? Alguém me diz quantos operadores por cabo restam no nosso país?
Outro aspecto a considerar é que com a compra da TvTel, a TvCabo adquire uma boa infra-estrutura de Fibre to the Home na região da Grande Lisboa. A única no país, pelo que sei.
Sou um cliente TvTel (Triple Play) e estou muito contente com o serviço, de um modo geral. Sei que não me podem tirar o que já tenho, mas temo ficar de novo com os standards TvCabo. Tenho orgulhosamente 30Mbits por fibra (e acreditem, são mesmo 30, testado!) por um preço que faz a TvCabo corar. Talvez o serviço de televisão da TvCabo seja melhor, mas a nível de internet... a TvCabo está no passado.
E claro, à semelhança de muitos clientes, o que mais temo nem é a qualidade dos serviços core prestados ao cliente, é mesmo a qualidade do atendimento ao cliente e principalmente a facturação, que pelo que sei é de bradar aos céus no caso do maior operador por cabo de Portugal.
Esperemos que a equipa de Abel Mateus tenha algum bom senso e não aprove a compra. Seja como for, são cada vez menos Davids a lutar contra Golias.
Pelos vistos a Pluricanal e BragaTel já estão alvo de compra, tendo a Autoridade de Concorrência autorizado o pedido. Segue-se a TvTel. Alguém me diga o que resta no mercado português a não serem as grandes empresas? Alguém me diz quantos operadores por cabo restam no nosso país?
Outro aspecto a considerar é que com a compra da TvTel, a TvCabo adquire uma boa infra-estrutura de Fibre to the Home na região da Grande Lisboa. A única no país, pelo que sei.
Sou um cliente TvTel (Triple Play) e estou muito contente com o serviço, de um modo geral. Sei que não me podem tirar o que já tenho, mas temo ficar de novo com os standards TvCabo. Tenho orgulhosamente 30Mbits por fibra (e acreditem, são mesmo 30, testado!) por um preço que faz a TvCabo corar. Talvez o serviço de televisão da TvCabo seja melhor, mas a nível de internet... a TvCabo está no passado.
E claro, à semelhança de muitos clientes, o que mais temo nem é a qualidade dos serviços core prestados ao cliente, é mesmo a qualidade do atendimento ao cliente e principalmente a facturação, que pelo que sei é de bradar aos céus no caso do maior operador por cabo de Portugal.
Esperemos que a equipa de Abel Mateus tenha algum bom senso e não aprove a compra. Seja como for, são cada vez menos Davids a lutar contra Golias.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Feliz Ano Novo de 1428!
Não, não é uma piada ao estilo do Gato Fedorento! Celebra-se hoje no mundo árabe o Ano da Graça^H^H^H err, o ano Hijra de 1428.
Para quem não sabe, os árabes seguem um calendário Lunar, o que significa sempre uma pequena diferença nas fases da lua e faz com que os dois meses do seu calendário tenham por norma 28 ou 29 dias.
De qualquer modo, assinala-se hoje a saída do Profeta Maomé da cidade de Medina, a Hijra. Tecnicamente, a primeira Hijra ocorreu no 622 da era cristã.
Infelizmente para nós, o novo ano árabe não é celebrado, pelo que foi mais um dia de trabalho como outro qualquer. De qualquer modo, ainda me falta celebrar o ano novo chinês que será, penso eu, no dia 6 de Fevereiro! :-)
Para quem não sabe, os árabes seguem um calendário Lunar, o que significa sempre uma pequena diferença nas fases da lua e faz com que os dois meses do seu calendário tenham por norma 28 ou 29 dias.
De qualquer modo, assinala-se hoje a saída do Profeta Maomé da cidade de Medina, a Hijra. Tecnicamente, a primeira Hijra ocorreu no 622 da era cristã.
Infelizmente para nós, o novo ano árabe não é celebrado, pelo que foi mais um dia de trabalho como outro qualquer. De qualquer modo, ainda me falta celebrar o ano novo chinês que será, penso eu, no dia 6 de Fevereiro! :-)
Nova Sede
"À Volta do Mundo" acabou de sediar Riade, no Reino da Arábia Saudita, nos próximos tempos.
Cheguei ontem. É sem dúvida um mundo completamente diferente.
Esqueçam a vida ocidental. Esqueçam copos. Esqueçam mulheres bonitas. Esqueçam noitadas. E centrem-se no mote "Estamos aqui é para trabalhar".
Simplesmente... portem-se bem!
Cheguei ontem. É sem dúvida um mundo completamente diferente.
Esqueçam a vida ocidental. Esqueçam copos. Esqueçam mulheres bonitas. Esqueçam noitadas. E centrem-se no mote "Estamos aqui é para trabalhar".
Simplesmente... portem-se bem!
domingo, janeiro 06, 2008
Comptine d'un autre été: L'après midi
Desde há uns dias que ando com esta música na cabeça, talvez relacionado com o meu estado de espírito. Para quem não conhece, faz parte da banda sonora de "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain", composta pelo grande Yann Tiersen.
Sublime... como o filme. Talvez o melhor filme que nos faz sair da sala de cinema a pensar "O mundo é lindo". E como precisamos disso hoje em dia.
P.S.: O vídeo é absolutamente acessório. Mas não deixa de ser uma história bonita...
Sublime... como o filme. Talvez o melhor filme que nos faz sair da sala de cinema a pensar "O mundo é lindo". E como precisamos disso hoje em dia.
P.S.: O vídeo é absolutamente acessório. Mas não deixa de ser uma história bonita...
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