Saturday, January 09, 2010

Publicidade de Antanho VI

Não sabia que isto ainda se fumava... Os famosos Mata-Ratos!

Encontrado em Arruda dos Vinhos.

(Nota: a embalagem não é de antanho, mas a marca sim!)

Publicidade de Antanho V

Depois de muito tempo sem qualquer imagem de antanho, volto à carga com algo que mais poderia qualificada como "Propaganda Política de Antanho".

Tirada nos arredores de Lisboa... ai estes suburbanos...


Gosto muito do tom quase arqueológico da foto :-)

Saturday, December 12, 2009

Tirando o pó às cassetes

Hoje decidi abrir uma gaveta em casa dos meus pais há muito fechada; dentro dela encontrei, por debaixo de uns quantos papéis sem interesse aparente, um espólio que conservo por nada mais que puro sentimentalismo: as minhas cassetes de áudio. "Naquele tempo", as cassetes chegavam e sobravam, e os CD eram muito caros. De entre todas, seleccionei uma das minhas preferidas, uma BASF Super Chrome II de 90 minutos; num dos lados, está gravado isto, uma das minhas canções daquela que para mim é a banda emblemática dos anos 90. Pode não ser a minha favorita, mas álbuns como "Automatic For the People" ou "Monster" são do melhor que se fez naquele tempo. E de todas as faixas dessa banda, esta é para mim a melhor; tão simples musicalmente, e tão poderosa ao mesmo tempo.

R.E.M., "Drive".



Hey kids, rock and roll
Nobody tells you where to go, baby

"É por isto que os nossos meninos andam aí nas drogas"

Lisboa, Teatro Municipal de S. Luiz.

"O que se leva desta vida" é a peça que se encontra em exibição desde há algum tempo. À partida, não parece ser o estilo de teatro que mais me atraia: uma peça sobre cozinheiros...
Seja como for, várias circunstâncias levaram-me a ir ver esta obra, cujos principais protagonistas, Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues, representam o papel de dois reputados "chefs", enquanto um suposto repórter filma a acção dos dois mestres na cozinha e dos seus "ajudantes", que são na verdade quem efectua o trabalho.

A inovação da peça encontra-se no facto de durante a peça os pratos serem de facto cozinhados, o que não deixa de ser interessante (mas se calhar, e para ser objectivo, é mesmo o único ponto interessante desta peça).

Outro facto de salientar é o facto do extensivo uso do vernáculo durante a peça. E quando digo extensivo, digo que nunca ouvi tantos palavrões na minha vida em tão curto espaço de tempo. E é aqui que a porca torce o rabo....

Alguma alma inteligente teve a brilhante ideia de convidar para ver esta peça um grupo de idosos do Inatel. Sim, em vez de os mandarem para um "espectáculo bonito" como o do La Féria ou uma "Revista", não, arranjam-lhes bilhetes para uma obra destas. O resultado é simples: a peça interrompida a meio, os artistas vaiados, e um conjunto de opiniões que podemos ver em seguida.



"E é precisamente por isto que os nossos meninos, a nossa mocidade, os nossos meninos, andam aí nas drogas, precisamente porque aquilo que lhes ensinam é isto, em vez de lhes ensinarem o A e o B" ou "Isto está pior que no tempo do Salazar".

Eu fui ver a peça, assumo-o. Agora, ninguém precisa de saber que graças a esta peça fiz a minha iniciação às drogas duras nessa mesma noite. Claro.

Sunday, November 15, 2009

As faces ocultas da Lei

Mais uma semana, mais uma polémica... é interessante como em cada semana a montanha acaba quase sempre por parir mais um rato. E utilizo esta expressão porque por normas todas as buscas, investigações, prisões preventivas e afins resultam em... nada. Se por ventura houver o atrevimento de um determinado processo passar da fase de instrução, o mais certo é acabar por se perder numa teia de recursos... prescrevendo por fim.

E desta vez, para não variar, o caso "Face Oculta" volta a mostrar de que é feita a lei portuguesa (não vou dizer de quê, mas não me parece que seja de material sólido e agradável). A crónica de Alberto Gonçalves no DN, "Estado de coma", salienta bem o que eu penso sobre o assunto, que se resume à seguinte parte, e cito o cronista:

«Por regra, cada "caso" murcha graças à soberana, assaz soberana, necessidade de se defender uma coisa chamada "Estado de direito", o qual, curiosamente, vai desaparecendo em proporção directa ao zelo com que é defendido. O "Estado de direito", conceito em teoria louvável, vem sendo adaptado na prática às conveniências dos que mandam nele, ou seja, na prática a impressão é a de que a manha e a trapaça se apossaram de tudo, ou de quase tudo, o que não é o mesmo mas, em matéria de falência do regime, é igual.»

Ficamos a aguardar mais detalhes. Porque das duas uma, ou a lei portuguesa é demasiado difícil de ser posta em prática, esbarrando sempre em pequenos detalhes, ou então os agentes da lei são demasiado incompetentes para a executarem. Seja lá o que for, está na altura de olhar para o problema em causa, e não para os diversos incidentes que resultam de toda a situação.

Saturday, November 14, 2009

Curiosa Reflexão acerca das eleições


Um belo espelho da realidade, não?
Agradecimento especial a T.G. pela imagem!

Saturday, October 31, 2009

Blitz - 25 anos

Imaginário... eis uma palavra que estava tão na berra há uns atrás (não sei porquê, associo sempre a palavra àqueles programas de rádio da madrugada, com chamadas telefónicas de solitários a quebrar a monotonia de músicas calmas, estilo Oceano..... Pacífico.

Permitam-me no entanto ser demodé, e e referir algo que estará sempre no meu... imaginário e me acompanhou semanalmente durante os meus anos da universidade.
O Blitz foi-me apresentado por alguém ;-) no meu 12º ano, e após algumas compras ocasionais, passou a ser comprado religiosamente todas as terças-feiras. O formato era interessante, e assim de repente, lembro-me da apreciação dos álbuns de música electrónica do Vítor Belanciano, dos álbuns de metal do António Freitas, este sempre manso com as críticas, ao contrário de outros escribas pseudo-elitistas, e claro, last but not least, os grandes Rita Carmo (que fotos, Rita!) e Monsieur Sardin, uma fonte de inspiração para grandes autores como o Pipi alguns anos depois! ;-)

...Ah! E a D. Rosa! No tempo em que a internet não tinha a informação que tem hoje, a D. Rosa respondia aos pedidos de discografia das mais variadas banda, ou indicava qual o número do Blitz em que tal resposta tinha sido publicada (o que ainda devia ser uma fonte de lucros interessante para o jornal, o pedido de números atrasados!). Como dava gosto ver a provecta D. Rosa a malhar sem piedade nos seus clientes quando estes assassinavam a língua portuguesa. Quem sabe se não foi ela que foi a fonte de inspiração de um certo e determinado blogue? ;-)

...e claro, o "muro de lamentações" (e insultos) que eram o "Pregões & Declarações", onde os diversos intervenientes enviavam os seus "mimos" via postal dos CTT... naquilo que era uma proto-rede social? Claro que as coisas por vezes aqueciam um pouco, levando a frases de níveis mais rasteirinhos como "Fulano X: se a vaselina fizesse crescer os pêlos do cu, tu já tinhas tranças". Ah, vox populi....

Depois o Blitz.....bem, não sei bem o que lhe aconteceu, nem me recordo da altura em que deixei de comprar. Recordo-me de ter visto o Blitz como revista passado uns tempos e ter pensado: "WTF?"... e nunca mais comprei...

...até ontem!

Cá está ele! Até brilha, principalmente se levar uma flashada de um telemóvel ;-)

Li apenas meia dúzia de páginas ainda, mas o conteúdo desiludiu-me, apesar do grafismo (apenas) mediano. Será que estou velho? Não sei, mas para mim a recordação do Blitz será sempre em jornal, a sair às terças!



Saturday, September 19, 2009

Faith Divides Us - Death Unites Us

Setembro promete ser um mês deveras profícuo no que diz respeito a lançamentos musicais. Depois do mui aguardado "The Incident", do Porcupine Tree, mais uma brilhante obra a sair de terras da Grã-Bretanha.

"Faith Divides Us - Death Unites Us" é o título do mais recente trabalho dos Paradise Lost, que depois de um excelente "In Requiem", conseguem atingir, ou quem sabe mesmo, ultrapassar as expectativas.

No site do myspace da banda está o álbum todo para ser ouvido em streaming. Já ouvi, as impressões não poderiam ser melhores. Não fosse o álbum do Sr. Steven Wilson, e este seria o álbum do ano.

Vídeo muito interessante, mesmo. Gostei. Setembro é sem dúvida um óptimo mês a nível musical, depois de um ano que não primou pela quantidade a nível concertos.



Vanquish the pain don't want to see it fail
Faith divides us death unites us

What's been running in my head - Part XI

Hoje acordei com isto na cabeça...

Um clássico. Ah, grande Ozzy, no tempo em que não parecia um avozinho caquético!



O som não é nada de mais, mas temos que entender a época que foi gravado. Isto sim, é um clássico!

Tuesday, September 08, 2009

Sou eu...

Sou um evadido

Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?

Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

Fernando Pessoa

Obrigado, T.