Recebi esta mensagem por email, e aparentemente este ditame é atribuído a Woody Allen. Quer seja, quer não, está genial. Leiam:
Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba como um orgasmo!
Desde que cheguei à bela Wrocław que algo me intrigou: sim, falo mesmo das ambulâncias.
Pensem no seguinte: se andarem 1 hora que seja na rua, quantas ambulâncias esperam encontrar a passar em alta velocidade pelas ruas? Uma... em cada semana?
Pois bem, por cá o panorama é diferente... em quase duas semanas de estada, o valor oscila entre as 1 e 2... por dia. Fora as que já me acordaram às tantas da manhã. Ontem por exemplo, a primeira do dia passou às 7:20 da manhã, quase que me acordando.
Estou neste momento numa acção de formação com colegas de países como a China, Polónia e África do Sul, e pelos vistos os únicos que acham isto natural, são, pasme-se.... os polacos! :-D Melhor ainda, eles nem notam que as ditas passam (umas 3 ou 4 durante a formação). Só depois de lhes chamarmos a atenção é que de facto concordaram. Já cheguei ao ponto de fazer apostas no que diz respeito ao número de ambulâncias que vamos encontrar pelo caminho até ao hotel!
A questão que se coloca aqui é mesmo: porquê, porquê, porquê?
Será que as pessoas caem que nem tordos nas ruas?
Será que há dezenas de acidentes graves nos arredores? (digo nos arredores porque não vi nenhum no centro da cidade, por onde costumo passear)
Será que os condutores das ambulâncias estão ansiosos para ir ver os fabulosos filmes da televisão pública em que apenas uma pessoa lê as vozes de todas as personagens, manifestando a mesma emoção que um programa de leitura de texto de 1992? (sim, não estou a brincar!)
Será que compraram sirenes novas e querem testá-las... todos os dias, a todas as horas?
Porque me colocaram a seguinte mensagem debaixo da porta do meu quarto:
Szanowi Państwo,
Pragniemy przypomnieć, że dzisiejszej nocy, tj, 25/26.10.2008 r., następuje zmiana czasu na czas zimowy. Należy przestwić zegarki z godziny 3:00 na 2:00.
Estamos entendidos?
P.S: Já sei algumas coisas da língua polaca... a cidade onde estou lê-se em polaco "Vrotsuav" (isto para português ler!)
Sempre tive uma impressão da Polónia como sendo um país retrógado, e mais do que católico, muito beato.
Porém, as impressões são mudadas em cada dia que passa. Depois de ter visto um casal de lésbicas apaixonadas aos beijinhos na boca no restaurante onde jantava, aparece-me isto na cantina do meu local de trabalho....
Ora, o que vai desejar ler enquanto espera pela comida: a "Maria", a "Cosmopolita", ou a revista que o caro(a) leitor(a) vê nesta foto? :-)
E é assim a Polónia...
Hmmm...
Muito bem! Leitura de almoço!
Para a semana quero a Hustler. Nunca vi nenhuma e tenho curiosidade.
À Volta do Mundo veio dar um pequeno passeio por motivos de negócio até à cidade de Wrocław, em plena Polónia.
Ficam aqui as primeiras amostras de uma cidade velha e apenas agradável. Espero pelo fim de semana para poder ter uma melhor ideia do me poderá oferecer.
Quem me conhece já sabe do meu gosto quase obsessivo por esta banda que "quase ninguém conhece, mas que fica quase sempre a gostar" chamada Porcupine Tree.
Estes senhores são exactamente a prova de como o modelo de como o que conta hoje em dia é aparece na rádio, considerando que o ouvinte come o que lhe é servido com ganância e com um critério mínimo. Ora, sem exposição mediática, uma banda mal existe, e eis um exemplo.
Vamos agora transpor esta banda para um modelo onde a música conta mesmo, e o único critério é o do ouvinte, livre de "injecções" do artista A ou B, comandados por grupos de lobbying das editoras e da pressão de ter discos de ouro, platina, ou discos de merda mesmo (pardon my French!): Porcupine Tree é uma banda que de um modo geral consegue agradar a quase todos, seja a minha mãezinha (com temas como "Lazarus") ou um amante de música mais pesada ("Fear Of A Blank Planet", anyone?), passando pelos indefectíveis do rock dito progressivo.
.... e agora que já sabemos o "segredo do sucesso"... foi por isso que a vinda da banda britânica até ao nosso cantinho à beira mar plantado esteve complicada. Eu, pela minha parte, já tinha saciado a minha fome de os ver ao vivo naquele que já referi repetidamente como sendo certamente o melhor concerto da minha vida, juntamente com o Anathema, em Munique, na primeira leg desta tour.
Por isso, um novo espectáculo de Porcupine Tree, desta vez no nosso Portugal, era algo que ia assistir com muito gosto, mas sem o entusiasmo que a primeira vez tem. Foi também a minha primeira vez na mítica Incrível Almadense (que querem, eu não sou de cá! :-)). O primeiro acontecimento interessante tem mesmo lugar quando chego à entrada da sala e vejo um fulano de capuz preto a atravessar discretamente para o outro lado da estrada. Fico especado a olhar para ele: "Mas... mas... mas eu conheço este gajo....!". Pois, era o senhor Steve Wilson himself a dirigir-se para o autocarro da banda! (isto de actuar em salas onde não há entradas de artistas dá nisto!).
Entrámos e apreciámos o parte do concerto dos Pure Reason Revolution, que sinceramente pouco ou nada me disseram. Foi aliás durante destes que aproveitei e comprei o novo CD de Porcupine Tree (ou uma versão reduzida, já que apenas com membros da banda), "We Lost The Skyline". Talvez tenha adiado a sua compra por ser "mais um álbum acústico", mas estou encantado com o álbum: excelentes arranjos e um som muito agradável, em que apenas os dois guitarristas da banda participam.
Chega a altura de Porcupine Tree. Incrível Almadense em delírio, casa "à pinha" (quem diria, depois de rumores de meia casa apenas!), e.... uma entrada com... Wedding Nails? Pois é, quem vinha à espera de um concerto onde se tocavam as músicas mais conhecidas deve ter ficado desiludido. As óbvias Trains e Fear of a Blank Planet ficam de fora (sim, na digressão deste álbum!). Quanto ao resto, um som agradável q.b., mas muito alto, o que serviu para "abafar" um pouco a bateria, neste caso. (não me recordo de ter ouvido um concerto com o som perfeito em Portugal - talvez apenas a apresentação do álbum dos Ramp na FNAC em Almada, mas isso não conta!).
Set list:
Wedding Nails
Normal
Prodigal
Blackest Eyes
Anesthetize
Open Car
Dark Matter
Stars Die
Drown With Me
Strip The Soul e .3
Half-Light
Way Out of Here
Sleep Together
Encore:
Sleep of no Dreaming
Halo
Sinceramente, não esperava por músicas como Prodigal, Stars Die (talvez incluída devido ao facto de fazer parte do "We Lost the Skyline"), Strip the Soul, .3, Half Light... O Steve Wilson bem referiu que este não seria o concerto com as músicas que o público estaria à espera.. Comparando com o de 14/11/2007, em Munique, faltam
What Happens Now
Lightbulb Sun
Lazarus
Cheating the Polygraph
Nil Recurring
Waiting
Trains
...músicas estas que seriam bem mais "previsíveis"
Ponto alto para a guitarra xuning de Steve Wilson em Half-Light. O Toupeira colocou uma foto on-line muito interessante:
...e sim, os padrões iam mudando. :-)
O concerto acabou faltavam 2 minutos para meia noite, e fiquei com a impressão que todos adoraram... porque é assim quando se come o que se gosta, e não o que se põe na mesa, seja com esta ou com outra banda qualquer.
Uma nota final para o facto, de, estranhamente, não haver qualquer vídeo no Tutubo. Estranhei, e coloquei um vídeo de 35 segundos (!!!). No dia seguinte, tinha o seguinte email do youtube:
From: YouTube To: XXXXX Subject: Video Removed: Copyright Infringement
Dear Member: This is to notify you that we have removed or disabled access to the following material as a result of a third-party notification by Warner Music Group claiming that this material is infringing:
Porcupine Tree - Halo @ Incrível Almadense: (http://www.youtube.com/watch?v=f5XE2doMQj8) Please Note: Repeat incidents of copyright infringement will result in the deletion of your account and all videos uploaded to that account. In order to prevent this from happening, please delete any videos to which you do not own the rights, and refrain from uploading additional videos that infringe on the copyrights of others. For more information about YouTube's copyright policy, please read the "Copyright Tips" guide: http://www.youtube.com/t/howto_copyright.
Gostaria de dar aqui o meu FUCK YOU VERY MUCH à pandilha dos irmãos Warner e seus advogados lacaios devido ao facto de não poder fazer uma fortuna à custa destes 35 segundos do concerto. E eu que ia lançar um Blu-Ray com isto, e que ia valer mais que o felatio da Marylin Monroe em vídeo, MUAHAHAHAHA!
Para finalizar, fica aqui o video de uma das músicas que passou: o vídeo é muito forte e tocante... somehow it brings some memories...
À Volta do Mundo decidiu, num momento didático, explicar o problema da crise do sub-prime através de um ambiente mais familiar a estes leitores, ou seja, o das tabernas (*hick*!!!), mais coisa menos coisa!
Dita assim o e-mail que recebi:
O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos 'fiados'aos seus leais fregueses, uns borracholas, outros desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador com um MBA muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo negociável, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o 'fiado' dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e transformam-nos em Warrants, CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que nem todos sabem exactamente o que quer dizer.
Esses produtos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim). Esses derivados vão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os borracholas de Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência.
E toda a cadeia *_se lixou._*
Viu... é muito simples...!!!
Peço desculpa, mas não sei o que significam aquelas abreviaturas... deve ser algo que teoricamente deveria render muuuuuito, mas com um nível de risco elevado...pois!
NOTA: se deseja ver este filme e quer ir "em branco", não leia daqui para a frente! Próximas postas em breve
E se de repente vos dissessem: "Hoje vi um filme com um cenário minimalista, tão minimalista que mais parecia uma peça de teatro (mas daquelas minimalistas!) em ponto ligeiramente maior (imaginem um palco com o triplo do tamanho que estão habituados a ver), em que tudo é imaginário, menos as pessoas e pouco mais.
Agora imaginem que se consegue fazer um filme genial a partir destes ingredientes visuais mínimos. Um filme onde o que interessa está lá, o que não interessa fica ao nosso critério imaginar, com a ajuda das demarcações a giz, até mesmo o cão (!!!).
O resto é uma história da chegada a Dogville de uma estranha, o que nos leva ao fundo do ser humano, e quão merdoso, nojento e mesquinho este consegue ser. É também uma história que nos ensina a manter a nossa dignidade antes que sentimentos menos puros nos corroam e nos tornem um bicho irracional.
Um leque de actores fantásticos, encabeçados por Nicole Kidman, e dirigido pelo génio (não há outra palavra!) Lars von Trier.
E não há muito mais a dizer sobre o filme. É uma obra longa e lenta, mas nunca aborrecida, e claro, ver por quem ainda não teve esse prazer!
Quanto a mim, será, como Into the Wild, um filme a não ver tão cedo. São emoções demasiado fortes para repetir nos próximos dois anos pelo menos.
Dogville... ou o "O filme 'Dogville' contado em nove capítulos e um prólogo'...
Muito se tem falado da quebra do sistema financeiro, da crise, e dos salários obscenos de alguns CEOs que receberam os seus lindos bónus, apesar da falência iminente. O conceito de "pára-quedas" dourado é conhecido e praticado mesmo no nosso país. Porém, nos EUA, pátria desta crise que se espalha num mundo globalizado, os valores atingim níveis obscenos, tudo em nome da "liberdade de mercado".
Vários casos há, mas vou destacar apenas o do CEO da Washington Mutual, também conhecida como WaMu. Pelos vistos, este senhor, de seu nome Alan Fishman, safou-se à grande. Segundo este artigo, este senhor, que presidiu a empresa durante 432 horas, enquanto assistia ao seu colapso, retirou-se airosamente com o seu pára-quedas de .... mais de 19 milhões de dólares (o que dará algo como mais ou menos €14.000.000, mais cêntimo menos cêntimo!)
Leram bem: 19 milhões de dólares por 18 dias de trabalho, 1.05 milhões por dia, 44 mil por hora (hmmmm.... dá que pensar.... esse senhor fez numa hora o que eu faço, mais euro menos euro, num ano...)
Ora, todos sabemos que o mercado premeia os melhores, numa lógica plenamente "natural". Pelos vistos, esta lógica é uma batata. Porque no final de contas, e como é referido em alguns comentários no sítio já referido acima, o que se consegue deduzir a posteriori é que qualquer um poderia ter ocupado o cargo, dado o aparente incontornável destino da WaMu: a falência. E para se atingir falência pouca diferença há se for pintor, mecânico, polícia ou carteiro.
Na verdade, a minha maior fatia da censura não vai para Alan Fishman - no máximo, podemos alegar um comportamento imoral, devido às condições que aceitou... mas quem não aceitaria? Vergonhoso e obsceno foi quem criou o pára-quedas dourado para este senhor.
Seja como for, o que parece que acontece aqui é uma alteração dos conceitos que sempre me foram transmitidos, nos quais quem manda recebe mais dinheiro para premiar as suas capacidades de decisão (acertada, espera-se), assim como as suas responsabilidades. Mas pelos vistos, a vida real é diferente, e enquanto um zé-ninguém que arme asneira da grossa é posto no olho da rua, um CEO ou outros membros do Conselho Executivo, por muito grossa que seja a asneira, saem airosamente, abrindo o pára-quedas dourado. E isto parece-me que ultrapassa o criticável "capitalismo selvagem". Parece quase um compadrio... ou então um sistema retorcido e a velha máxima: "Quem parte, reparte e não fica com a melhor parte..." (sim, porque os grandes accionistas também entram neste festim... e os pequenos simplesmente não têm voz).
Acabei de receber uma notícia que já me deixou indisposto... pelos vistos a TAP já instalou um sistema "On-Air" em algumas dqas suas aeronaves, o que significa que os passageiros já podem efectuar e receber chamadas via telemóvel enquanto o avião se encontra no ar (pelos vistos o sinal de proibido fumar foi substituído por "proibido usar o telemóvel", que se apaga quando uma altitude de cruzeiro é atingida).
Neste linque fica descrita uma pequena experiência a bordo de um desses aviões. Pelo vistos, vão ser cobradas tarifas de roaming, o que espero que impeça um uso frequente devido ao preço. É que os aviões são um dos poucos momentos onde podemos, apesar do zumbido do motor, estar "desligados" do mundo. Já me chega apanhar com as chamadas constantes dentro do Alfa Pendular, a quebra de rede e os berros do vizinho "ESTOU? ESTOU? NÃO SE OUVE NADA!", quando o que queremos é descansar.
Enfim... em breve estaremos contactáveis em todo o lado, que maravilha... :-/
Não, não morri... simplesmente tenho andado ocupado com outras tarefas que não mandar postas neste pasquim :-).
Hoje, deslocando-me a uma das lojas do Demo que é a Piranha (a outra é a Carbono Amadora) - e digo loja do Demo porque sempre que entro lá desgraço-me sempre, umas vezes mais outras vezes menos :-), adquiri dois CDs fundamentais: "A Line of Deathless Kings", dos sempre grandes My Dying Bride, e "Hindsight", dos Anathema.
O primeiro é um valor seguro: neste momento os My Dying Bride atingiram para mim um patamar tal que não os vejo a fazer um mau álbum de estúdio, embora já me tenham chegado aos ouvidos más opiniões acerca do novo "An Ode to Woe": quem conhece a banda sabe a tortura que é para o vocalista Aaron Stanthorpe estar em palco, e o último concerto que vi deles, pela internet, desde um hotel em Singapura :-), não me impressionou particularmente. Mas voltando a "A Line of Deathless Kings", é um álbum que se fica a gostar ao fim de poucas audições: a voz do Aaron está cada vez melhor, cada sílaba sua carrega uma tonelada de sentimento, e nem senti saudades do violino :-), para além das guitarras estarem cada vez mais harmónicas. Para variar, não acho que o single do álbum, "Deeper Down", seja a pérola deste trabalho, por isso fica como amostra um bem mais romântico "L'Amour Detruit" (e por romântico não se entenda um pastiche lamechas de "I love you baby, why won't you love me?", mas algo referente ao Romantismo).
The honey of romance, so sweet for us Through swaying grass we run in arms, just us The honey of romance, our treat to us These arms I fold around you. It's just us.
Your charms so rare My flesh laid bare In arms we dare
I will kiss her mouth and her dark eyes Lose myself freely in her dark eyes Fall right through her soul, her mind, her skies
Our limbs entwined Then comes our minds It's hope we find
The red lips of her mouth they call to me
Her mind is mine Her flesh my kind Warm, soft, smooth, mine!
I lack for naught Her mind welcomes my thoughts
Entering the dark, so close, entwined We drift away to nothing And no-one will find
Within our arms we sleep deeply I pull her close to me, near me, into me.
...e agora os Anathema. Que fique bem patente que os Anathema estão no meu top 3 de bandas preferidas, juntamente com Opeth e Iron Maiden; que fique também bem patente que para mim "A Natural Disaster" é uma obra prima, e o ponto alto da sua carreira, depois de um óptimo indicador que foi "A Fine Day to Exit". ...Porém, esta opção de regressar com um álbum de versões acústicas é no mínimo discutível. Nada tenho contra tais álbuns, apesar de gostar de poucos ("Damnation", de Opeth, e o "Unplugged" são óptimas referências), porque acima de tudo, o que conta é mesmo a atitude. E a atitude deste álbum é, infelizmente, lamechas e deslavada. O do álbum está excelente, irrepreensível, mas trocava fotos bonitas e uma palete de cores muito atraente por um álbum acústico, mas com "corpo", assim como por uma vocalização com mais sentimento e menos lamechiche. Cheira-me que é um álbum que não irei ouvir muitas vezes... Tentei de qualquer modo encontrar algo que fosse agradável, e aqui fica o incontornável "Flying".
started a search to no avail a light that shines behind the veil trying to find it and all around us everywhere is all that we could ever share if only we could see it feel there's truth that's beyond me life ever changing weaving destiny and it feels like i'm flying above you dream that i'm dying to find the truth seems like your trying to bring me down back down to earth back down to earth layers of dust and yesterdays shadows fading in the haze of what i couldn't say and though i said my hands were tied times have changed and now i find i'm free for the first time feel so close to everything now strange how life makes sense in time now and it feels like i'm flying above you dream that i'm dying to find the truth seems like your trying to bring me down back down to earth back down to earth back down to earth back down to earth x2
Depois daquele que foi o melhor concerto da minha vida (não mencionado neste blogue por mera falta de tempo, mas para quem não sabe, foi mesmo Anathema + Porcupine Tree em Munique, Novembro de 2007; valeu a pena viajar até à Alemanha, por todos os motivos e mais alguns!), fiquei completamente convencido que valia a pena dar €30 para assistir de novo a mais uma actuação destes senhores de Liverpool, mesmo sabendo que seria difícil repetir Munique.
Já tinha visto Moonspell no Rock in Rio este ano, e as outras bandas não me interessavam, pelo que fui apenas e somente por Anathema. Não estou arrependido. Duas actuações extremamente sólidas que só os confirmam como uma das minhas bandas preferidas, apesar das críticas infligidas por alguns fãs mais conservadores. Por mim, e até agora, a evolução da banda tem sido fantástica, e o pouco que ouvi ao vivo do novo álbum que ainda está para vir (antes ainda sairá outro, de versões, para os quais tenho pouquíssimas expectativas) confirmam-no.
As bandas actuaram com ligeiros atrasos (10 a 15 minutos) em relação ao planeado, ao contrário do primeiro dia, onde devido a problemas técnicos... foi o caos, segundo me disseram, e assim, por volta das 20:10, um Vince Cavanagh em canadianas (e com uns óculos escuros muito muito feios!) aparece em palco, para gáudio do público presente. Aparentemente tinha-se lesionado num pé recentemente, pelo que teve que actuar sentado durante a duração do concerto.
Fica para a posteridade o alinhamento do concerto:
Fragile Dreams
Empty
Closer
Far Away
A Natural Disaster
Angels Walk Among Us (do álbum Horizons, que está para vir)
Judgement
Flying
Shroud of Frost
Control
Sleepless
A Dying Wish
Comforably Numb (Cover de Pink Floyd)
Como curiosidade, foram tocadas muito menos faixas do novo álbum, quando comparado com o concerto de Munique. Outra curiosidade foi o facto de terem trazido a vocalista Lee Douglas para cantar o maravilhoso "A Natural Disaster", algo que teria faltado em Munique para ter sido o concerto perfeito. Quanto ao som, achei muito razoável, tendo em conta que se tratava de um pavilhão gimnodesportivo, muito embora houve quem achasse que o volume estava baixo. Por mim estava óptimo, e falhou apenas nas vozes de "Closer" (talvez a sua melhor faixa de sempre).
Ficam aqui uns "rebuçadinhos" tirados do tutubo, o primeiro com "Fragile Dreams" e o segundo com o brilhante "Flying". Infelizmente, e para não variar, o meu telemóvel n esteve à altura da situação :-( .
Cliquem na imagem, leiam e reflictam. O pior é que parece ser mesmo verdadeiro. Génios como a mãe desta aluna deveriam ser entrevistados para poderem expôr ao mundo a sua teoria da Educação.
Na senda de mais uma posta atrasada, aqui fica finalmente o relato de Berlim.
Tive a felicidade de me deslocar a Berlim no final do mês de Junho. E digo felicidade porque seria talvez "a próxima cidade a visitar". Quis o acaso que por motivos profissionais me deslocasse até lá, passando inclusive o fim de semana. Feliz acaso.
Antes de mais, é incrível o contraste com a cidade alemã que melhor conheço, Munique. Fala-se a mesma língua, apoia-se o mesmo país no Euro 2008, mas as diferenças parecem ser mais que as semelhanças. A limpeza e a estética impecável de Munique são substituídas por uma cidade que respira vida, diversidade (Berlim é a segunda maior cidade a nível de população turca, depois de Istambul) e história. Tem uma área enorme, mas nada que um algo antigo, mas muito eficiente sistema de transportes não consiga resolver.
O facto de ter estado em Berlim durante a final do Campeonato da Europa teve talvez como única desvantagem o facto de não ter podido ver a topologia de Potsdamer Platz em detalhe, dado toda essa zona estava alterada para acolher os milhares de fãs (na sua maioria alemães, claro!) que lotavam a "Fan Zone" de Berlim. Porém, tal desvantagem transforma-se numa vantagem quando podemos verificar não só a euforia e o apoio em massa à sua selecção (impressionante!), como também o desportivismo dos alemães após a derrota com a Espanha.
Episódio curioso foi termos sido confundidos com espanhóis no metro, ao regressar ao hotel. Ao ouvir-nos falar em português, muitos alemães, desconhecendo as diferenças entre as línguas, fitavam-nos com um olhar de ... "Pronto, ok, ganharam, parabéns!", mas sempre sem malícia. Uma adolescente veio a fitar-nos o caminho todo para nos presentar com um envergonhado "Thumbs up!" ao sair da carruagem, e outros começaram a arranhar espanhol à nossa frente. Como não lhes quis pregar nenhuma desilusão, acabei por sorrir e ficar calado... ;-)
Tive também a felicidade de visitar o Museu do Muro, mesmo junto ao famosíssimo Check Point Charlie, assim como de ter o meu passaporte carimbado com os carimbos dos postos de controlo das diferentes áreas de influência. Interessante! (mas caro! €5...)
Fica em seguida uma pequena amostra do aspecto de uma cidade que espero um dia revisitar, e uma das que mais me marcou nos últimos tempos! Adorei!
Já estou há mais de um mês para escrever sobre uma exposição que tenho visitado religiosamente nos últimos 3 anos e que considero ser do mais belo que se pode fazer em fotografia. Apesar de ser um mau e preguiçoso fotógrafo, pouca coisa me cativa que umas belas fotos, daquelas que nos transmitem algo e mexem connosco, que nos deixam a pensar.
A World Press Photo visita Lisboa com regularidade há alguns anos, e tem sido ultimamente acompanhada por uma exposição paralela da Visão. Como no ano passado, a exposição teve lugar no Museu da Electricidade , tendo desta vez no exterior uma Feira de Ciência que fez as delícias de miúdos e graúdos.
Por mim, pensei que era desta que ia experimentar um Segway, mas atrasei-me e era demasiado tarde (os preços que são cobrados pelo aluguer deste veículo aproximam-se do roubo, pelo que não estou para isso...). Fica como amostra uma pequena "brincadeira de crianças" em que também não desdenharia participar:
E tu, não queres viajar dentro daquela bola? :-)
Dirigimo-nos então para a exposição propriamente dita. Último dia, bom tempo... tememos o pior, mas o povo português estava neste dia divorciado da cultura (só neste dia???). Como sempre, a WPP não deixa ficar ninguém mal, mas ficámos com a sensação que os fotojornalista tendem a esquecer as coisas bonitas da vida e a focarem-se mais em guerras, conflitos sociais (com destaque especial para a situação no Quénia durante o ano que passou), pobreza, etc., isto claro, se exceptuarmos as habituais fotografias de desporto e natureza.
No ano passado houve fotos marcantes como o de uma comunidade para pessoas com deficiência mental em países nórdicos que me marcou muito. A lente parecia que via a realidade comunitária como um habitante desta a vê no seu dia-a-dia. Estranho, mas interessante, e uma nova perspectiva.
Marcante este ano para mim (e é complicado lembrar-me de algo à distância de dois meses já!) foram as fotos dos problemas sociais relacionados com os palhaços desempregados de países do Bloco de Leste. Dezenas de homens e mulheres voltaram a vestir os seus fatos de palhaço, mas desta vez as plateias radiantes eram substituídas pela lente do fotógrafo, num quarto lúgubre.
Outro destaque para um espectacular instantâneo de desporto, que normalmente não merece a minha melhor atenção (e este coloco aqui uma foto "pirateada" ;-))
Em relação ao Prémio Visão foto jornalismo, podem ver mais aqui. Eis a foto vencedora: uma jovem de 19 anos é assistida pelo INEM após ter o seu terceiro (não me estou a enganar!) filho em casa.
...e para terminar só me resta dizer que para o ano espero estar lá de novo!
Não costumo por norma reproduzir neste blogue mails em cadeia ou outras porcarias do género, mas por ser uma ideia que considero genial, fica aqui algo que me chegou à minha caixa de correio electrónico há uns anos:
"Durante vinte e sete anos, sempre no dia 17 de Junho, uma família argentina fotografou os rostos de cada um de seus membros, sempre na mesma posição e no mesmo lugar. Primeiro o casal, depois a chegada dos filhos, os cabelos brancos.
Agora, que colocaram a sua experiência na Internet, o resultado é comovente. É um verdadeiro poema sobre a passagem do tempo.O ritual da nossa vida sobre a terra."
Acrescento também que o mais interessante é que o dia 17 de Junho era escrupulosamente cumprido, o que significava que mesmo que fosse um bad hair day, como refere a reportagem, que pode ser vista aqui, a foto era tirada na mesma.
Da mesma forma como as tags são usadas por muitos bloguistas (não é o meu caso, infelizmente), o wordle faz uma pesquisa no meu blogue e coloca, de uma forma mais ou menos artística, os destaques da nível de palavras. Vejam:
MEDO! A palavra "Valentim" aparece em demasiado destaque! :-) É interessante como podemos depois brincar com os estilos e fazer umas combinações giras!
...e para quem me está a criticar por ter "demasiado tempo livre"...
Há dias em que o idealizado se transforma em realidade. E por serem tão raros merecem destaque.
Saí às 18:00, e dirigi-me até uma Lisboa sem trânsito (pelo menos no sentido em que eu me dirigia, eheheh!), com lugares de estacionamento de sobra, dirigindo-me em seguida à Cinemateca para visualizar aquela que será talvez a obra mais bizarra que tive o prazer de apreciar, "Un Chien Andalou", uma obra-prima de Luis Buñuel, com a participação do único e inimitável Salvador Dali. Uma sequência de acções disconexas e separadas no tempo. Interessante no entanto... Podem ver algumas imagens do filme aqui. Fica aqui no entanto o excerto mais conhecido da dita película. [CUIDADO: pode ferir susceptibilidades]
Não tentem enquadrar esta cena com nada, porque por não vão ter sucesso. Se lerem o artigo da Wikipedia poderão ter uma boa noção do que este filme retrata.
Dada a curta duração do filme, A Cinemateca brindou-nos com "A Propos de Nice", uma obra documental de Jean Vigo, de 1930 como o filme anterior. Achei-a algo aborrecida, mas pelos retratos das pessoas: as suas expressões e disposições. Eis os primeiros cinco minutos:
Sair com calma da Cinemateca, jantar com calma, adquirir o genial Roseland Live NYC dos Portishead por €7
Já possuía o DVD, mas não o CD... algo que quanto mais ouço mais gosto...
E para terminar a noite, nada como O Cavaleiro das Trevas. Em três palavras apenas: o melhor Batman. Quem me conhece sabe que não sou grande fã de super heróis... mas o Batman no grande ecrã sempre me chamou a atenção (nem que fosse pela inadjectivavelmente sensual Cat Woman Michelle Pfeiffer!). Mas atenção: os Batmen anteriores (entenda-se cronologicamente anteriores a Batman Begins) eram filmes para meninos ao pé deste. Negro (apesar de muitas cenas passadas durante o dia), e um Joker mau, muito mau! fazem deste filme de Christopher Nolan um dos filmes do ano! (Claro que um grupo de perto de 180000 nerds votou o filme como o "melhor de sempre"... é uma questão deste ganhar massa crítica e descer para o lugar que merece! :-))
Ahhh.... se os dias de trabalho acabassem sempre assim..
era um homem mais feliz
era um homem com menos dinheiro ;-)
P.S.: Espero que uma posta elaborada como esta compense a minha falta de actividade bloguística!
A nova líder do PPD/PSD (para assim satisfazer Pedro Santana Lopes), Manuela Ferreira Leite, é uma pessoa esclarecida nas ideias, e não tem medo de as afirmar. É assim que é. E é também assim que sei que não vou votar nela. Preze-se no entanto a honestidade da pessoa que refere o que pensa em detrimento de um populismo oco e redondo.
Num programa passado há algumas semanas na televisão portuguesa, M.F.L. referiu ser contra o casamento homossexual, pois o objectivo da família era a pró-criação [sic].
Ora, esta ideia (ou qualquer outra de índole homofóbica) vem exactamente ao encontro de cerca de 70% da população portuguesa, que considera a homossexualidade como sendo errada (assunto a colocar neste blogue em breve).
De qualquer modo, gostaria de ajudar a mais que provável candidata a Primeiro Ministro pelo PPD/PSD e formular uma lei que não só proíba o casamento entre homossexuais, como também impeça casais com problemas reprodutivos de se casarem, dado que não vão conseguir o objectivo do sagrado matrimónio (ops, como é que esta me saiu!).
Proponho também numa segunda fase a ostracização dessas mesmas pessoas em comunidades isoladas, e a implementação do eugenismo como medida de melhorar a Raça (Raça? Dia da Raça? Ai, no que é que eu fui falar!).
Terminou o julgamento do processo "Apito Dourado". Entre outras figuras mais ou menos públicas, Valentim Loureiro, major de profissão (reformado), autarca/gestor/qualquer coisa que dê poder, acabou condenado pelo tribunal de Gondomar a três anos e dois meses de prisão, com a pena suspensa por igual período. Para além disso, foi também "premiado" com a perda de mandato na Câmara Municipal de Gondomar.
Como sempre, o Sr. Valentim mostrou-se agastado com a decisão, interrompendo a leitura da sentença (há que manter a fama de bem educado!), e explodindo finalmente perante a Comunicação Social, indicando o que já se esperava, ou seja, que se perdesse o recurso (que foi interposto, claro!), iria candidatar-se de novo à autarquia gondomarense e ganhar.
... e digo eu que tem uma elevada probabilidade de ganhar, sim senhor. Porque cada Município tem o Presidente de Câmara que merece. E cada munícipe que vota nele é o mesmo que diz que "Os políticos querem é tachos e dinheiro, mais nada, e não fazem nada por nós!". Dizem isso e ao mesmo tempo seguem uma máxima em voga há já muito tempo no Brasil, que é a de "Rouba, mas faz!". E assim voltará Valentim no seu esplendor! Estamos num país onde nem as moscas mudam, quanto mais a...
...mas... esperem lá... Posso gabar-me de já ter estado em alguns daqueles locais! Portanto, sou também um gajo com sorte... menos sorte que o Matt Harding nesse departamento, mas a trabalhar para o igualar! ;-) ... Around the World... ...À Volta do Mundo...
E em 2008...
Sniff... há sítios que deixam saudades!
Agradecimentos ao Real (não virtual, não republicano! ;-)) pela descoberta!
P.S.: E nem me importava de fazer aquela dança idiota!
Comprei no Domingo passado o bilhete para o os grandes Anathema, no Alliance Fest (o seu novo álbum intriga-me...), e descubro no dia seguinte que Mickael Carreira actua em no Festival da Sardinha em Portimão, sensivelmente à mesma hora.
Para que conste, sou fã de "Os Simpsons". O humor de Matt Groening e o "Portrait of an American Family" fazem-no uma fórmula quase perfeita que dura há 21 anos (!!!!).
Se há coisa que gosto, quando o tempo me permite, é ficar em quase estado vegetal a ver a dose matinal de Simpsons na Fox aos fins de semana, de manhã (sim, eu acordo cedo, mas depois perco tempo com estes seres amarelos).
Hoje, como de costume, ia estando com um olho no burro e outro no cigano, ou melhor, com um olho no monitor e outro na TV, quando ouço a palavra PORTUGAL. Olho exclusivamente para a pantalha do televisor, e vejo isto:
Pronto... fiquei sem compreender o porquê de Portugal, mas eu acho que o Matt Groening queria mesmo dizer que só países desinteressantes jogam futebol! :-( Esperemos que eu esteja enganado.
Mais um concerto que prometia desta fantástica colheita de 2008 que têm sido os eventos musicais (que na verdade começou a 14 de Novembro de 2007... um dia escrevo sobre o concerto da minha vida...).
Sacavém, 9 de Junho de 2008:
Mais um dia em que o metal imperava nos festivais. A minha ida a este Super Bock Super Rock devia-se essencialmente a Iron Maiden, com o "bónus" Slayer. As expectactivas eram altas, e é tão bom quando correspondem à realidade!
O thrashers americanos começaram ainda de dia, mas em forma. Thrash metal rasgadinho, com um som muito razoável (aquela bateria!!!), e revisitando temas como "Dead Skin Mask", "War Ensemble", "Angel of Death". Tive a (in)felicidade de ficar junto a um mosh pit, o que, apesar de me fazer desviar a atenção das músicas, serviu para me divertir com alguns episódios mais rocambolescos. De resto, som muito aceitável, e uma jovialidade fantástica para quem anda nesta vida há mais de 20 anos. Interessante também a timidez de um Tom Araya para com o público: sorrisos envergonhados, uma ou outra comunicação com a multidão e pouco mais. Claro que o vozeirão é sempre o mesmo: fantástico!
South of Heaven
Anoitece e espera-se por Maiden. Era a quarta vez que via estes meninos ao vivo:
1995 - Pavilhão do Dramátco de Cascais
2000 - Vilar de Mouros
2005 - Pavihão Atlântico
...e finalmente - 2008 - Super Bock Super Rock
Tive o prazer de visualizar no dia anterior um bootleg que "anda por aí", de seu nome "The Albatross Follows on 2008", um registo ao vivo desta mesma tour. Fiquei contente, porque apesar de estarem velhos, continuam afinados e a produzir um espectáculo muito bom mesmo! A set listde hoje [ontem] foi exactamente igual à do concerto supra-mencionado, com uma diferença: foi melhor.
Uma melhor voz do Bruce, um público simplesmente espectacular, e um som que começou bem e foi piorando, para melhorar um pouco no encore (sempre o som, sempre o som... desta vez estridente por vezes) É verdade que eles se mexem menos, mas fora isso continuam a ser uma máquina de fazer música.
Foram estes senhores que, para o bem ou para o mal, traçaram o meu caminho musical. Devo-lhes isso. E por isso merecem muito. E merecem que eu refira que foi o melhor concerto de Maiden que assisti, principalmente pelo ambiente. Os cenários estavam irrepreensíveis e o Bruce "Born in '58" Dickinson percorreu-os com o mesmo à-vontade com que o fez em Long Beach Arena, Los Angeles, California, em 1986.
As músicas? As esperadas, com a excepção de Running Free, que ficou de fora do cardápio desta vez. Quase tudo material bem antigo (o mais recente foi o inevitável Fear of the Dark), com destaque especial para o grande Rhyme of the Ancient Mariner. Finalmente ao vivo!
Fear of the Dark (a imagem não é grande coisas, mas o som está bom...)
E claro, o Eddie!
There's a time to live And a time to die There's a time to meet your wanker (credits for the pun to A.P.N.) (se não perceberam, vejam bem o vídeo até ao fim! ;-))
Por isso e por tudo o que me fizeram sentir desde 1988/89:
UP THE IRONS!
Voltem sempre, cá vos espero!!!
Espero actualizar o site mais tarde com alguns vídeos do "tu-tubo". Os que eu gravei, estão, para não variar, inutilizáveis :-(
P.S.: to whom it may concern: os beijos foram entregues, espero que não se tenham perdido no caminho ;)
"Vindo de um qualquer país estrangeiro...*", como diria uma banda que escreveu uma canção com o nome da cidade estive, aterro no meu país, e deparo-me com uma notícia em que:
É escrita uma biografia sobre José Sócrates com o título "Sócrates, o Menino de Ouro do PS". A mesma biografia é apresentada por Dias Loureiro, conselheiro de Estado e ex-ministro do PSD (sim, PSD) Dias Loureiro, que se emociona durante a apresentação do livro.
Será que o país mergulhou numa imensa nuvem de ganza enquanto eu estive fora e ainda não inalei o suficiente para achar que tudo isto é uma situação perfeitamente anormal? Será o que foi o hipnotizador Alexandrino que, a mando do Partido Socialista, desinspirou Eduarda Maio a escolher um título daqueles, forçando em seguida Dias Loureiro a dizer o oposto do que Maomé diz do toucinho?
Alguém de deixa dar uma passa, por favor?
* - uma pista... "Müller no Hessischer Hof Hotel" e já falei de mais.
Enquanto não há tempo para colocar algo de jeito sobre o local onde me encontro, fica aqui algo que tenho andado a cantarolar ultimamente. O novo álbum dos grandes Opeth apresenta uma perspectiva nova sobre a banda, depois dos três excelentes álbuns que foram Damnation, Deliverance e Ghost Reveries. Os contrastes são cada vez mais acentuados, oscilando entre uma simples faixa acústica e um Death Metal puro, duro e rasgadinho.
Mais ainda, as letras do álbum parecem girar à volta de um tema que me tem dito muito ultimamente...
Fiquem com um Coração de Porcelana... Gostei muito do vídeo, toda a teatralidade, etc...
Os Iron Maiden são a minha banda favorita. Ponto final. São como um amor que nunca morre, não são como uma paixão ardente. Podemos estar meses sem nos vermos (ou seja, para nos escutarmos), mas estão sempre presentes.
Seja como for, sabe bem ouvi-los de vez em quando para confirmar tal sentimento. E dado que dia 9 eles vão estar por cá, nada como recordar uma das minhas músicas preferidas. Não é single, é "apenas mais uma" do colar de pérolas que é o Number the Beast, um álbum que se dá ao luxo de ter como b-side TotalEclipse, umas das suas melhores composições.
Vamos visitá-la a 22, Acacia Avenue, numa interpretação fresquinha de 1982.
She's your tonight...
Beat her, mistreat her, do anything that you please Bite her, excite her, make her get down on her knees Abuse her, misuse her, she can take all that you've got Caress her, molest her, she always does what you want
Confesso que são raros os filmes que me causam "arrepios na espinha": a vida real é por norma mais feia, injusta e cinzenta, e de um modo geral horrenda que os filmes, que terminam após aproximadamente um par de horas.
Porém, até ontem havia dois filmes em particular que me assustavam a sério: o "The Shining", de Stanley Kubrick, e o "Blair Witch Project", filme bem mais recente e que não possuia em qualidade de argumento acabava por ter de sobra em terror puro e duro, daquele que nos faz ter medo do escuro.
Ontem foi mais um raro dia em que me assustei a sério. O filme responsável chama-se "The Happening", em português "O Acontecimento", e mete medo. Medo a sério. Cenas que impressionam, e que nos deixam de boca aberta mesmo (e eu raramente utilizo esta expressão!)
Fica aqui o trailer, que considero excelente. Vejam, e se vos atrair, vão ver o filme, porque este é mesmo tão espectacular como parece (o trailer aqui não engana, não!)
Passou-se a greve, errr, perdão, errr, lock out, errr, perdão, o bloqueio... A vida volta ao normal, e até já abasteci na bomba do Jumbo de Alfragide sem estar numa fila (toda a gente deve ter ido abastecer no dia a seguir ao final da greve, errr, perdão, errr, lock out, errr, perdão, bloqueio...)
O Governo decidiu finalmente, num assomo de generosidade, negociar com a ANTRAM, errr, perdão, com o grupo de camionistas amotinados (há outro nome?).
Onde é que quero chegar? Aos métodos de "persuasão" dos grupos de camionistas, que brincam aos piquetes de greve, à sua maneira.
Exemplo 1: os supermercados Pingo Doce foram abastecidos através de camiões escoltados pelas forças de segurança. Porquê a escolta? Porque senão são, meus caros, apedrejados.
Exemplo 2: um camião isolado é apedrejado. De quem é culpa? Da BT da GNR, que não avisou os "piquetes" (não há aspas que cheguem para colocar na palavra "piquetes") que se tratava de um camião que tratava medicamentos. Ah! Maldita bófia, que não avisa. Porque se avisasse, este camião seria poupado. Em cada camionista amotinado há um potencial D. José I (O Magnânimo!).
Entretanto, um camionista atropela outro mortalmente, em circunstâncias ainda por desvendar completamente...
Sou um gajo novo e ingénuo, e pelos vistos devo dar graças aos céus por isso (Ignorance is bliss!). Mas sempre pensei que os piquetes de greve convenciam os trabalhadores a aderir à greve, distribuiam panfletos, etc., ou seja, faziam ver aos trabalhadores que estes devem fazer uso do seu direito à greve, explicando-lhes os motivos.
Pelos vistos não, isso era apenas fruto da minha ingenuidade. Os ditos piquetes podem praticar actos como
destruição de propriedade privada: apedrejar e queimar camiões.
bloqueio da via pública.
Segundo ouvi dizer, estes actos são puníveis por lei, e não se enquadram nas medidas grevistas. Pelos vistos, "persuade-se" os colegas trabalhadores através das actividades acima mencionadas.
E o mais interessante é que tantas vezes se fala da prepotência dos patrões perante as greves, das ameaças destes (e não duvido que estas ameaças existam!)... e "o outro lado da barricada" faz-se o que se viu nos canais de televisão.
Será que estou a ficar velho? Fascista? Reaccionário? Ou será que sempre vi a greve como um direito e não como um dever?
O Governo de Sócrates nunca se caracterizou pela facilidade de diálogo, e as manifestações eram não poucas vezes ignoradas, ou métodos mais ditatoriais como tirar fotografias aos responsáveis pelo aglomerados eram utilizados. Porém, desta vez, e com actividade de perturbação de ordem pública que vão para além da greve em si (direito que, repito, assiste a um grupo de trabalhadores), nada é feito, e pelos vistos os camiões que os ditos piquetes (ou piquês, como referiu um dos amotinados: será familiar do Nelson Piquet?) julguem não ser prioritários serão alvos das actividades persuasivas destes grupos.
O que fez a polícia? Nada. Quem vai ressarcir os donos dos camiões? Desconheço as apólices de seguro dos camiões, mas a destruição de veículos por alteração de ordem pública está longe de ser uma cobertura base.
Não estou com isto a ignorar a luta de um grupo de pessoas, mesmo que dissociadas da ANTRAM. Simplesmente digo que os responsáveis pelos actos descritos acima devem ser chamados à pedra. E termino a pensar que não vou dizer que a polícia de choque devia ter carregado sobre os manifestantes, senão ainda sou eu o apedrejado...
Tive a felicidade de descobrir há pouco tempo um pequeno lugar secreto que gostaria de semi-partilhar convosco. [UPDATE: e digo semi-partilhar porque devido a pressões e chantagens à minha pessoa fui obrigado a remover os detalhes da localização :-)]
E que tal fugir do bulício da capital entrando num elevador, subindo uns quantos andares, e acabar numa esplanada com vista sobre o rio Tejo, com uma música relaxante (sim, também gosto desse tipo de música! :-)), onde apetece ficar uma tarde inteira e acabar de ler um livro?
<direcções censuradas>
Fica aqui uma minúscula amostra da vista, que não faz o mínimo de justiça nem transmite as boas vibrações do local - má foto, portanto - blame the mobile phone!
Pequena nota para o horário recomendado: apareçam antes das 16:00 se for fim de semana... curiosamente ou não, o local encheu-se numa questão de minutos depois de ter chegado!
Parece que de vez em quando há um ou outro líder deste planeta africano que pretendem atingir a fama através de declarações mais ou menos escabrosas que irei doravante classificar de palhaçada. (desculpa Bush, não apareces aqui, mas já ganhaste a bicicleta, não te preocupes!)
O ser vivo e mamífero Yahya Jammeh, presidente da República da Gâmbia, decidiu limpar o seu país da maior praga que existe, ou seja: os homosexuais. E como é um homem de fé e de respeito, a sua resolução é simples: decapitá-los a todos.
Ecce "ser Jammeh"
Ora, o ser Jammeh demonstrou a sua qualidade de guardião da moral e bons costumes ao ser anfitrião da reunião da Comissão Africana de Direitos Humanos.Bate certo... Para ajudar à festa, o mesmo ser Jammeh reclama ter também descoberto a cura para a SIDA. Tive a felicidade de ter visto a peça de um canal de televisão estrangeira que perguntava ao dito ser, aqui fica um excerto, mais ou menos como foi:
Jornalista: - Mas que provas tem você que conseguiu a cura para a SIDA? ser Jammeh: - Mas quem disse que eu preciso de provar alguma coisa?
(As imagens mostravam um jovem a ser esfregado com uma substância, quiça miraculosa)
Tenho uma solução para o ser Jammeh. Porque não expulsar todos os homossexuais da Gâmbia, assim como os "anormais que toleram tal aberração da Natureza"... e "importar" todos os homofóbicos do planeta para lá? Fechava-se as fronteiras, e todos viveriam em paz e harmonia, num mundo livre de homossexuais (e cheio de putas e relações extra-conjugais, que essas não fazem mal a ninguém).
Depois de no Domingo anterior ter estado num dos concertos que ficará no top 5, voltei à carga, e com mais uma boa dose de metal.
O parque da Bela Vista engalanou-se de preto para o "o dia que realmente interessava". TM De todos os festivais que já tinha assistido, este prometia: das quatro bandas participantes, três eram certezas e uma esperança. Esperava assim um final de tarde/noite longa e extenuante... mas booooooooa!
Os acessos até ao festival foram excelentes: deixar veículo no grande parque de estacionamento do Cais do Sodré (sim, esse mesmo que abre à meia noite, o que significa que pagámos .... €0 pelo estacionamento!), e "metro com ele" até à Bela Vista. Apesar da hora de ponta, chegámos num instante, apanhámos o grande "Comboio Sapo" até à entrada do recinto, e após uma passagem pelo "curral" - assim se controlam multidões! - e mais uma pequena fila para mostrar o bilhete, estávamos dentro do recinto às 19:10.
Infelizmente, os Moonspell foram escolhidos como banda de abertura (creio que a maioria do público teria escolhido Machine Head, mas como banda de suporte dos cabeças de cartaz Metallica, os americanos liderados por Rob Flynn foram mesmo os penúltimos a actuar). O que significou isto? Que chegar 10 minutos atrasado significa perder parte do concerto que me interessava; de qualquer modo, sinal mais para a organização do Rock in Rio, para quem a pontualidade é lema.
Era a "a minha primeira vez" no Rock in Rio (infelizmente, motivos profissionais exilaram-me na Suécia durante o memorável edição de 2004, apesar de ter recebido - prenda do MillenniumBCP - um bilhete para ir ver Britney Spears!): é impressionante chegar ao cimo do recinto e ver aquele mar de gente!
Optámos por ficar um pouco mais atrás durante a actuação dos meus bem-amados Moonspell, e confesso que nos minutos iniciais prestei mais atenção a tudo o que me rodeava do que propriamente a Langsuyar^H^H^H errr Fernando Ribeiro y sus muchachos (a expressão "gajo com t-shirt preta de Opeth a olhar para um palácio" aplica-se bem aqui!)
De qualquer modo, era a primeira vez que os via ao vivo (é uma vergonha, não é?), e convenceram-me: o Night Eternal, último álbum da banda, entrou-me no ouvido com muita facilidade - comprei a edição especial ontem, ehehehe - e sinceramente gostei: o som não estava perfeito, por vezes aconteciam coisas estranhas, como ruídos bizarros pelo meio das músicas. O povo estava completamente rendido à "Banda Lusa" :-D, e sinceramente, a mim soube-me a pouco, mas são os ossos do ofício para quem não é cabeça de cartaz: não há encores para ninguém, há horários para cumprir!
Aproveitámos o final do concerto para nos deslocarmos para um local muito mais interessante, bem mais à frente, junto ao corredor que separava as duas alas, sobre o lado esquerdo. Boa visibilidade, mesmo no meio do palco, e relativamente perto. E ali acampámos e criámos raízes, cientes que sair dali, nem que para uma mijinha fosse, significava deparar-nos com um mar de gente ao voltar e perder uma localização excelente.
Entram os Apocalyptica. Tinha discutido com um companheiro de concerto que deveriam ser os menos espectaculares da noite; já os tinha visto em na Aula Magna 2001 e não passaram da mediania (agradável, mas sem encantar). ...Mas que surpresa! A abrir logo com o thrash de um "Refuse / Resist" dos Sepultura! Brutais! Carregam os seus violoncelos como se guitarras fossem, e "deram-lhe com a alma" de uma forma fantástica. Como se isso não chegasse, ainda apareci no directo da SIC Radical (Mãe, estou aquiiii!!!) a abanar violentamente os neurónios durante o "Seek & Destroy". Infelizmente, tocaram menos material mais antigo, o único que verdadeiramente conheço, mas o novo promete. Vou prestar-lhes atenção assim que puder!
... e finalmente descanso de novo... Entram os Machine Head. Não conhecia o trabalho deles, confesso, e não me impressionou assim tanto: fazer música pesada por música pesada, de forma gratuita, não me convence! (e não tenho problemas em ouvir Pantera ou Slayer, bem pelo contrário!) Disse-me que conhece que o vocalista e guitarrista Rob Flynn estava com um aspecto "muito saudável" comparado com o aspecto de alcoólico que já teve, o que é sempre de saudar! De resto, muito energia, muito mosh: tão cedo não hei-de me esquecer das suas ordens "OPEN UP!!! OPEN UP!!!", enquanto dois mosh pits se formavam à sua frente. E aquele baixo... como fã de Maiden que sou, estou habituado a um baixo presente, mas aquele fazia estremecer o recinto! Ponto alto para a cover de Iron Maiden, "Hallowed Be Thy Name", que foi executada com mestria, mas sem alma, como me pareceu o resto da sua performance.
...mais descanso, e ninguém arredou pé para os Metallica. Estive no ano passado no Super Bock Super Rock e achei a actuação de 2007 melhor que a deste ano. Fiquei com a sensação que o público estava fisicamente cansado, de tanta música, tanto headbanging, tanto mosh... Competentes, como sempre, optaram por tocar mais temas recentes que no ano passado. O som estava longe de estar perfeito (achei a guitarra do Kirk sempre mais baixa que a do James), e um dos microfones lembrou-se de não funcionar (o público cantou, também não faz mal!) Uma nota para o violento "Damage Inc.". Acho que não me recordo de ter abanado tanto o capacete na minha vida! Rock 'n roll!
P.S.: ... ouvir os acordes do "Hallowed Be Thy Name" tocados pelos Metallica é também muito bonito! :-)
A gerência de À Volta do Mundo voltará às hostes musicais na pior das hipóteses em Julho. A Dama de Ferro vai estar em Portugal... e eu vou lá estar, claro!
"Yes, this is another fucking geek post!"... fica aqui o aviso.
Depois de já ter publicitado o 10º. Aniversário da Mozilla, fica aqui outro evento que merece a atenção de todos: para quem não sabe, a versão 3 do famoso Firefox está aí a chegar (encontrando-se neste momento na versão Release Candidate 2, ou seja, já passou fases de alfa e beta, encontrando quasi quasi prontinho para sair!), e com o lançamento vem a tentativa de estabelecer um novo recorde mundial de downloads (do Firefox 3, claro!).
Há várias maneiras de conseguir ajudar, mas a melhor de todas é mesmo registando-se no site: deste modo, fica-se a saber qual o Download Day[UPDATE:dia 17 de Junho] e podemos fazer a nossa contribuição para tornar o Firefox 3 como o produto que mais vezes foi descarregado da World Wide Web durante 1 dia!
... e claro, temos o prazer de evoluir para a próxima geração do mais emblemático navegador World Wide Web!
[Enquanto escrevia esta posta original, Portugal já tinha 11292 utilizadores registados] Enquanto agora já vai nos 12956. E tu, porque é que ainda não te registaste? É "grátes" e tens a palavra da Fundação Mozilla que o teu endereço de email não vai ser utilizado para envio de mensagens publicitárias de aumento de determinadas zonas do corpo humano masculino! :-)
O seu intróito foi a actuação de JP Simões em Espinho, o qual tive o prazer de assistir. Discreto, calmo, atinado, e adoentado (o que se reflectiu na voz), JP Simões, que pedia desculpa no final de cada canção, esteve em baixo de forma...
Não é a minha cup of tea, mas serviu bem de aquecimento para o que estava para vir. Algo completamente diferente, mas que aguardava há muito... Aula Magna, Lisboa, 1 de Junho
Valeu a pena.
Valeu a pena esperar 16 anos para poder ver os Queensrÿche ao vivo. Ouvi estes senhores pela primeira vez talvez em 1992 ou 1993, o fantástico Operation Mindcrime, seguido de Empire e de Operation Livecrime em VHS (Thanks, E.!).
Confesso que a partir daí fui acompanhando intermitentemente a sua carreira (com o Hear Now in the New Frontier e Tribe). Finalmente, no ano passado, a grande notícia: Queensrÿche em Portugal, no Porto, em Novembro! ... para passado umas semanas, e já com bilhete comprado, ficar a saber que o concerto tinha sido cancelado... O que na verdade nem foi mau de todo, se considerarmos que o novo álbum (que ainda não ouvi) era um álbum de covers, que pouco me dizia.
E como há males que vêm por bem, eles voltaram, desta vez a Lisboa, e para tocar a íntegra de Operation Mindcrime e Operation Mindcrime II! Melhor era impossível!
A entrada na sala foi excelente: apanhar a primeira fila do anfiteatro inferior é tão bom como os doutorais, mas 9 Euros mais barato. :-) (claro que no final não dá para ir apertar a mão à banda, mas eu sou forreta! :-)). E passado uns minutos ter o prazer de ouvir o "Halo" dos grandes Porcupine Tree, foi, como me disseram, o máximo do bom gosto e eu concordo!
Quanto à banda propriamente dita, tinha as minhas dúvidas acerca do que se dizia (tocar 2 álbuns conceptuais inteiros é obra!)....
"Ó homem de pouca fé, não crês no poder de Geoff Tate y sus muchachos!?"
Eu não cria... agora creio. Estava com um pouco de receio devido à má voz do Geoff no Live at the Moore, mas mais uma vez estava redondamente enganado. Ele está em forma, em grande forma, e se não fossem as rugas e uns quilos a mais, podia dizer que tinha recuado no tempo! Classe pura. Resta saber como é que eles se vão aguentar no final de uma extensa tour a tocar mais de 1,5 concertos por local...
A execução da banda foi quase perfeita, quase nada a apontar...
...ao contrário do som. .. como sempre no nosso rico país, há sempre algo no som "que não soa bem" (ainda estou para ouvir um concerto com som perfeito em Portugal como tive o prazer de ouvir, por exemplo, na Alemanha).
Interessante também a mensagem política: "Someone please give Bush a blowjob so we can impeach him!", dizia um cartaz que Geoff Tate brandiu nos primeiros minutos do concerto! Gostei da mensagem. Fazia Bush feliz por uns minutos e o Mundo feliz durante muito muito tempo! :-)
Pelo menos posso riscar um item da minha lista: ver o Operation Mindcrime ao vivo. Sou um homem um pouco mais feliz.
Fiquem com alguns vídeos. Começando pelo título que dá o nome à posta...
E o final apoteótico da primeira parte...
Opera Rock? Talvez sim, talvez não, but who cares!