Tive a felicidade de descobrir há pouco tempo um pequeno lugar secreto que gostaria de semi-partilhar convosco. [UPDATE: e digo semi-partilhar porque devido a pressões e chantagens à minha pessoa fui obrigado a remover os detalhes da localização :-)]
E que tal fugir do bulício da capital entrando num elevador, subindo uns quantos andares, e acabar numa esplanada com vista sobre o rio Tejo, com uma música relaxante (sim, também gosto desse tipo de música! :-)), onde apetece ficar uma tarde inteira e acabar de ler um livro?
<direcções censuradas>
Fica aqui uma minúscula amostra da vista, que não faz o mínimo de justiça nem transmite as boas vibrações do local - má foto, portanto - blame the mobile phone!
Pequena nota para o horário recomendado: apareçam antes das 16:00 se for fim de semana... curiosamente ou não, o local encheu-se numa questão de minutos depois de ter chegado!
Parece que de vez em quando há um ou outro líder deste planeta africano que pretendem atingir a fama através de declarações mais ou menos escabrosas que irei doravante classificar de palhaçada. (desculpa Bush, não apareces aqui, mas já ganhaste a bicicleta, não te preocupes!)
O ser vivo e mamífero Yahya Jammeh, presidente da República da Gâmbia, decidiu limpar o seu país da maior praga que existe, ou seja: os homosexuais. E como é um homem de fé e de respeito, a sua resolução é simples: decapitá-los a todos.
Ecce "ser Jammeh"
Ora, o ser Jammeh demonstrou a sua qualidade de guardião da moral e bons costumes ao ser anfitrião da reunião da Comissão Africana de Direitos Humanos.Bate certo... Para ajudar à festa, o mesmo ser Jammeh reclama ter também descoberto a cura para a SIDA. Tive a felicidade de ter visto a peça de um canal de televisão estrangeira que perguntava ao dito ser, aqui fica um excerto, mais ou menos como foi:
Jornalista: - Mas que provas tem você que conseguiu a cura para a SIDA? ser Jammeh: - Mas quem disse que eu preciso de provar alguma coisa?
(As imagens mostravam um jovem a ser esfregado com uma substância, quiça miraculosa)
Tenho uma solução para o ser Jammeh. Porque não expulsar todos os homossexuais da Gâmbia, assim como os "anormais que toleram tal aberração da Natureza"... e "importar" todos os homofóbicos do planeta para lá? Fechava-se as fronteiras, e todos viveriam em paz e harmonia, num mundo livre de homossexuais (e cheio de putas e relações extra-conjugais, que essas não fazem mal a ninguém).
Depois de no Domingo anterior ter estado num dos concertos que ficará no top 5, voltei à carga, e com mais uma boa dose de metal.
O parque da Bela Vista engalanou-se de preto para o "o dia que realmente interessava". TM De todos os festivais que já tinha assistido, este prometia: das quatro bandas participantes, três eram certezas e uma esperança. Esperava assim um final de tarde/noite longa e extenuante... mas booooooooa!
Os acessos até ao festival foram excelentes: deixar veículo no grande parque de estacionamento do Cais do Sodré (sim, esse mesmo que abre à meia noite, o que significa que pagámos .... €0 pelo estacionamento!), e "metro com ele" até à Bela Vista. Apesar da hora de ponta, chegámos num instante, apanhámos o grande "Comboio Sapo" até à entrada do recinto, e após uma passagem pelo "curral" - assim se controlam multidões! - e mais uma pequena fila para mostrar o bilhete, estávamos dentro do recinto às 19:10.
Infelizmente, os Moonspell foram escolhidos como banda de abertura (creio que a maioria do público teria escolhido Machine Head, mas como banda de suporte dos cabeças de cartaz Metallica, os americanos liderados por Rob Flynn foram mesmo os penúltimos a actuar). O que significou isto? Que chegar 10 minutos atrasado significa perder parte do concerto que me interessava; de qualquer modo, sinal mais para a organização do Rock in Rio, para quem a pontualidade é lema.
Era a "a minha primeira vez" no Rock in Rio (infelizmente, motivos profissionais exilaram-me na Suécia durante o memorável edição de 2004, apesar de ter recebido - prenda do MillenniumBCP - um bilhete para ir ver Britney Spears!): é impressionante chegar ao cimo do recinto e ver aquele mar de gente!
Optámos por ficar um pouco mais atrás durante a actuação dos meus bem-amados Moonspell, e confesso que nos minutos iniciais prestei mais atenção a tudo o que me rodeava do que propriamente a Langsuyar^H^H^H errr Fernando Ribeiro y sus muchachos (a expressão "gajo com t-shirt preta de Opeth a olhar para um palácio" aplica-se bem aqui!)
De qualquer modo, era a primeira vez que os via ao vivo (é uma vergonha, não é?), e convenceram-me: o Night Eternal, último álbum da banda, entrou-me no ouvido com muita facilidade - comprei a edição especial ontem, ehehehe - e sinceramente gostei: o som não estava perfeito, por vezes aconteciam coisas estranhas, como ruídos bizarros pelo meio das músicas. O povo estava completamente rendido à "Banda Lusa" :-D, e sinceramente, a mim soube-me a pouco, mas são os ossos do ofício para quem não é cabeça de cartaz: não há encores para ninguém, há horários para cumprir!
Aproveitámos o final do concerto para nos deslocarmos para um local muito mais interessante, bem mais à frente, junto ao corredor que separava as duas alas, sobre o lado esquerdo. Boa visibilidade, mesmo no meio do palco, e relativamente perto. E ali acampámos e criámos raízes, cientes que sair dali, nem que para uma mijinha fosse, significava deparar-nos com um mar de gente ao voltar e perder uma localização excelente.
Entram os Apocalyptica. Tinha discutido com um companheiro de concerto que deveriam ser os menos espectaculares da noite; já os tinha visto em na Aula Magna 2001 e não passaram da mediania (agradável, mas sem encantar). ...Mas que surpresa! A abrir logo com o thrash de um "Refuse / Resist" dos Sepultura! Brutais! Carregam os seus violoncelos como se guitarras fossem, e "deram-lhe com a alma" de uma forma fantástica. Como se isso não chegasse, ainda apareci no directo da SIC Radical (Mãe, estou aquiiii!!!) a abanar violentamente os neurónios durante o "Seek & Destroy". Infelizmente, tocaram menos material mais antigo, o único que verdadeiramente conheço, mas o novo promete. Vou prestar-lhes atenção assim que puder!
... e finalmente descanso de novo... Entram os Machine Head. Não conhecia o trabalho deles, confesso, e não me impressionou assim tanto: fazer música pesada por música pesada, de forma gratuita, não me convence! (e não tenho problemas em ouvir Pantera ou Slayer, bem pelo contrário!) Disse-me que conhece que o vocalista e guitarrista Rob Flynn estava com um aspecto "muito saudável" comparado com o aspecto de alcoólico que já teve, o que é sempre de saudar! De resto, muito energia, muito mosh: tão cedo não hei-de me esquecer das suas ordens "OPEN UP!!! OPEN UP!!!", enquanto dois mosh pits se formavam à sua frente. E aquele baixo... como fã de Maiden que sou, estou habituado a um baixo presente, mas aquele fazia estremecer o recinto! Ponto alto para a cover de Iron Maiden, "Hallowed Be Thy Name", que foi executada com mestria, mas sem alma, como me pareceu o resto da sua performance.
...mais descanso, e ninguém arredou pé para os Metallica. Estive no ano passado no Super Bock Super Rock e achei a actuação de 2007 melhor que a deste ano. Fiquei com a sensação que o público estava fisicamente cansado, de tanta música, tanto headbanging, tanto mosh... Competentes, como sempre, optaram por tocar mais temas recentes que no ano passado. O som estava longe de estar perfeito (achei a guitarra do Kirk sempre mais baixa que a do James), e um dos microfones lembrou-se de não funcionar (o público cantou, também não faz mal!) Uma nota para o violento "Damage Inc.". Acho que não me recordo de ter abanado tanto o capacete na minha vida! Rock 'n roll!
P.S.: ... ouvir os acordes do "Hallowed Be Thy Name" tocados pelos Metallica é também muito bonito! :-)
A gerência de À Volta do Mundo voltará às hostes musicais na pior das hipóteses em Julho. A Dama de Ferro vai estar em Portugal... e eu vou lá estar, claro!
"Yes, this is another fucking geek post!"... fica aqui o aviso.
Depois de já ter publicitado o 10º. Aniversário da Mozilla, fica aqui outro evento que merece a atenção de todos: para quem não sabe, a versão 3 do famoso Firefox está aí a chegar (encontrando-se neste momento na versão Release Candidate 2, ou seja, já passou fases de alfa e beta, encontrando quasi quasi prontinho para sair!), e com o lançamento vem a tentativa de estabelecer um novo recorde mundial de downloads (do Firefox 3, claro!).
Há várias maneiras de conseguir ajudar, mas a melhor de todas é mesmo registando-se no site: deste modo, fica-se a saber qual o Download Day[UPDATE:dia 17 de Junho] e podemos fazer a nossa contribuição para tornar o Firefox 3 como o produto que mais vezes foi descarregado da World Wide Web durante 1 dia!
... e claro, temos o prazer de evoluir para a próxima geração do mais emblemático navegador World Wide Web!
[Enquanto escrevia esta posta original, Portugal já tinha 11292 utilizadores registados] Enquanto agora já vai nos 12956. E tu, porque é que ainda não te registaste? É "grátes" e tens a palavra da Fundação Mozilla que o teu endereço de email não vai ser utilizado para envio de mensagens publicitárias de aumento de determinadas zonas do corpo humano masculino! :-)
O seu intróito foi a actuação de JP Simões em Espinho, o qual tive o prazer de assistir. Discreto, calmo, atinado, e adoentado (o que se reflectiu na voz), JP Simões, que pedia desculpa no final de cada canção, esteve em baixo de forma...
Não é a minha cup of tea, mas serviu bem de aquecimento para o que estava para vir. Algo completamente diferente, mas que aguardava há muito... Aula Magna, Lisboa, 1 de Junho
Valeu a pena.
Valeu a pena esperar 16 anos para poder ver os Queensrÿche ao vivo. Ouvi estes senhores pela primeira vez talvez em 1992 ou 1993, o fantástico Operation Mindcrime, seguido de Empire e de Operation Livecrime em VHS (Thanks, E.!).
Confesso que a partir daí fui acompanhando intermitentemente a sua carreira (com o Hear Now in the New Frontier e Tribe). Finalmente, no ano passado, a grande notícia: Queensrÿche em Portugal, no Porto, em Novembro! ... para passado umas semanas, e já com bilhete comprado, ficar a saber que o concerto tinha sido cancelado... O que na verdade nem foi mau de todo, se considerarmos que o novo álbum (que ainda não ouvi) era um álbum de covers, que pouco me dizia.
E como há males que vêm por bem, eles voltaram, desta vez a Lisboa, e para tocar a íntegra de Operation Mindcrime e Operation Mindcrime II! Melhor era impossível!
A entrada na sala foi excelente: apanhar a primeira fila do anfiteatro inferior é tão bom como os doutorais, mas 9 Euros mais barato. :-) (claro que no final não dá para ir apertar a mão à banda, mas eu sou forreta! :-)). E passado uns minutos ter o prazer de ouvir o "Halo" dos grandes Porcupine Tree, foi, como me disseram, o máximo do bom gosto e eu concordo!
Quanto à banda propriamente dita, tinha as minhas dúvidas acerca do que se dizia (tocar 2 álbuns conceptuais inteiros é obra!)....
"Ó homem de pouca fé, não crês no poder de Geoff Tate y sus muchachos!?"
Eu não cria... agora creio. Estava com um pouco de receio devido à má voz do Geoff no Live at the Moore, mas mais uma vez estava redondamente enganado. Ele está em forma, em grande forma, e se não fossem as rugas e uns quilos a mais, podia dizer que tinha recuado no tempo! Classe pura. Resta saber como é que eles se vão aguentar no final de uma extensa tour a tocar mais de 1,5 concertos por local...
A execução da banda foi quase perfeita, quase nada a apontar...
...ao contrário do som. .. como sempre no nosso rico país, há sempre algo no som "que não soa bem" (ainda estou para ouvir um concerto com som perfeito em Portugal como tive o prazer de ouvir, por exemplo, na Alemanha).
Interessante também a mensagem política: "Someone please give Bush a blowjob so we can impeach him!", dizia um cartaz que Geoff Tate brandiu nos primeiros minutos do concerto! Gostei da mensagem. Fazia Bush feliz por uns minutos e o Mundo feliz durante muito muito tempo! :-)
Pelo menos posso riscar um item da minha lista: ver o Operation Mindcrime ao vivo. Sou um homem um pouco mais feliz.
Fiquem com alguns vídeos. Começando pelo título que dá o nome à posta...
E o final apoteótico da primeira parte...
Opera Rock? Talvez sim, talvez não, but who cares!
...normalmente não abasteço nestas gasolineiras, mas de qualquer modo fica o apelo aos (inúmeros?) leitores deste blogue.
Seria interessante saber o que aconteceria a nível de receitas destas três empresas se o movimento tivesse uma massa crítica considerável... A ver vamos!
Sou uma pessoa que funciona por impulsos, ou seja, sai por vezes de uma letargia e faz de uma só vez o que deveria ser feito de uma forma equilibrada. Ora, isto traz os resultados que podemos imaginar... por exemplo, a nível financeiro.
Em 5 dias tratei de resolver algumas pechas na minha existência materialista, nomeadamente:
Já vos aconteceu ver um filme de terror, que por muito que vos fizesse sentir mal, vos "obriga" a abrir os olhos e ver mais um bocadinho?
O sentimento, se bem que por motivos diferentes, acaba por ser o mesmo para os Goldfrapp. O primeiro álbum, Felt Mountain, é uma autêntica obra prima (Claro que o "pobom" não quer obras primas, pelo que parece que o álbum foi um autêntico fracasso comercial...e os Goldfrapp "reinventaram-se". Por motivos €st€tico$, se calhar... nova$ t€nd€ncia$...)
Fica aqui uma música que me diz muito mesmo. Curiosamente, o clipe não me diz nada... esperava um ambiente completamente diferente, nocturno - pelo menos a mim sabe-me melhor à noite...
Tomei o cuidado de seguir a letra com atenção e de facto diz-me tanto ou mais que a música... ouçam...
Frankenstein would want your mind Your lovely head Your lovely head
Tive finalmente, na semana que passou, a "coragem" de experimentar algo que já despertava a minha curiosidade há algum tempo: o last.fm.
Para quem não conhece, trata-se de um sítio na web onde os nossos gostos musicais são partilhados. Podemos fazer amigos como em qualquer hi5, facebook, orkut, etc., mas há mais: ao partilhar os nossos gostos, podemos verificar as nossas afinidades musicais com quem conhecemos, e mesmo com quem não conhecemos (o last.fm verifica os nossos gostos e gera os chamados "vizinhos"). Há depois outros conceitos que ainda estou estou a explorar, como as "rádios", as recomendações, e estatísticas sobre o que ouvimos, incluindo um "open mind level", ou seja, quão eclécticos somos no que ouvimos.
Podemos também colocar no nosso perfil pessoal os concertos a que vamos, assim como deixar um comentário sobre o dito evento (por isso, se quiserem saber por onde vou andar nos próximos tempos em termos musicais, já sabem, vejam no last.fm!).
O conceito é simples: o nosso leitor preferido de música no Windows passa a ter um pequeno plug-in, que lê as tags MP3 e as transmite para o sítio da last.fm, onde a informação fica disponível (claro que isso significa que se não desligarem o plug-in e forem ouvir os vossos verdadeiros cantores preferidos, a informação relativa a estes fica também disponivel, ehehe!) Certos leitores de MP3 como o iPod Touch possuem também pequenos programas que permitem gravar os dados relativos ao que ouvimos, carregando-os depois para o sítio da last.fm quando o dispositivo estiver ligado à internet.
Por fim, se olharem para o lado direito deste blogue, verão um novo widget, relativo ao que tenho andado a escutar; há uma variedade de estatísticas disponíveis para partilha, tendo eu escolhido neste caso a que diz respeito aos artistas mais escutados recentemente (agora que vejo as estatísticas... xi....tanto metal nesta cabeça!!!)
Assim sendo, fico à espera das vossas inscrições, e claro, de vosso pedido de amizade (como eu gosto deste termo! :-D )
Vamos recuar ao ano 2000, o mundo UNIX estava com um tremendo problema no que dizia respeito a navagadores de World Wide Web. O Netscape agonizava, e tornava-se praticamente inutilizável em determinados dias - ai, o famoso BUS ERROR com que ele encerrava de vez em quando! Por algum motivo uso esse nickname de vez em quando! - e a única alternativa era o NCSA Mosaic, morto e enterrado (só para verem, nem eu utilizei o Mosaic - mas foi por pouco... :-)).
Tinha a felicidade de ter uma máquina de trabalho a correr Linux, mas era penoso por vezes usar a WWW. Tinha que ser o Netscape... e muita paciência! Lembro-me de pensar que a situação estava perto do insustentável, e na verdade nunca foi tão grande a distância entre o IE e a concorrência.
Não me recordo quando comecei a utilizar o Mozilla Suite (que começou a aparecer nas dsitribuições de Linux), mas a mudança começou aí. Tenho no entanto a certeza que foi já em 2003 que "arrisquei" o Firefox, em que pela primeira vez experimentei os tabs num browser. ...e a partir daí, foi sempre a crescer... extensões, temas, integração com o google, plug-ins, etc., e uma cada vez maior compatibilidade com os sites existentes (a "lista negra" de sítios apenas para IE hoje em dia é quase insignificante)
O Firefox deve ser o software que me tirou ocupou mais horas, juntamente com clientes de ssh :-), e converteu-se numa experiência fantástica. Está configurado para funcionar como eu quero, com os plug-ins que eu acho necessário apenas e com o aspecto que eu quero. Parafraseando uma certa e determinada campanha publicitária, o comando é meu! :-)
E acima de tudo, é estável, e agradável de se trabalhar.
...e, last but not least, é software livre. Software livre de sucesso. Que milhões de pessoas utilizam sem saber toda a filosofia e motivação por trás. Mas que importa isso? Funciona! E bem!
P.S.: Posta geek, esta? Claro. Porque se não fosse geek não daria o valor que ele merece! E você, amigo não geek, já dá o valor que a Mozilla Foundation merece? Espero que sim! :-)
Existe no Castelo da Maia (para os sulistas elitistas :-D que não conhecem a terra, pronuncia-se "Castêlo", mas escreve-se Castelo, que eu saiba!) um bar, frequentemente com música ao vivo, de seu nome Tertúlia Castelense. Se o ambiente é interessante, a decoração ainda mais o é. Desde capas de jornais de 5 de Outubro de 1910, a interessante fotografias e instrumentos, alguns com mais de 100 anos.
Gostaria no entanto de destacar esta fenomenal publicidade da conhecida marca portuguesa "Celeste".
Celeste, a famosa marca de bombons, caramelos, drops, frutas cristalizadas... colas industriais? (cliquem na imagem para ver em tamanho maior se não conseguem ler).
Existia uma famosa rábula de um filme português em que uma velhinha pede num tasco pastelinhos de bacalhau., ao que lhe é dito "Pastelinhos de bacalhau não temos!", ao que a velhinha responde "Então arranje-me um copinho de aguardente".
[UPDATE]: Parece que afinal não é um copinho de aguardente, mas antes dois copinhos de vinho braco, conforme é dito no grande "Pai Tirano".
Ora, uma cena semelhante poderia passar-se numa típica mercearia, em que um cidadão deseja comprar caramelos Celeste para os sobrinhos, ao que lhe é dito "Caramelos Celeste não temos". Ora, a pronta resposta do bom cidadão só poderá ser uma: "Então arranje-me aí meio litro de cola industrial, que os meus sobrinhos também gostam muito!"
Devem ser uns sobrinhos muito bem dispostos, devem...
Onde é que eu devia estar hoje, a esta hora? Na Culturgest, a ver os Contos de Maldoror, dos grandes Mão Morta.
Infelizmente, e por minha culpa, minha grande culpa, não estou. Estou aqui a escrever esta posta. Por isso, e em jeito de vingança, "consolei-me" com algo quase tão interessante, se bem que totalmente diferente, à minha espera na loja da Carbono da Amadora.
O EP "Nil Recurring" dos Porcupine Tree, surge como uma "caixa de restos" do fantástico "Fear of a Blank Planet". Uma frase que me vem à ideia é a expressão "Hás-de me mostrar o teu caixote do lixo". Pois bem, os Porcupine Tree mostram aqui o seu. E se isto são os restos, como será o filet mignon? O filet mignon são quase todos os álbuns desta banda.
Fiquem com o videoclipe "Normal", infelizmente e mais uma vez "amputado" dos seus 07:07.
Sullen and bored the kids stay And in this way they wish away each day Stoned in the mall the kids play And in this way they wish away each day
Sem querer correr o risco de cair na boçalidade, a gerência de "À Volta do Mundo" vem por este meio mostrar-vos como é possível reinventar Mariah Carrey.
Não, meu senhores e senhoras, não é inglês, não é búlgaro, não é português. É.... qualquer coisa como eu cantava em inglês quando tinha 7 anos! Agora temos que admitir que decorar algo nesta língua exige muito treino e preserverança! Fiquem com Ken Lee. Atenção, é Ken Lee mesmo. Não há engano!
Já agora, alguém me diz onde posso aprender esta língua?
Ken Leeeeeeeeeee, tulibu dibu douchoo!!!!
(estou a reparar que já é a segunda vez em três meses que refiro o nome da inominável Mariah Carrey neste blogue. Isto anda mesmo a descer de nível....)
Normalmente só comento noste blogue o desaparecimento de pessoas importantes. E assim é o caso da pessoa que morreu.
A única diferença é que neste caso é pena a pessoa não ter morrido mais cedo. Acabou assim um ser que não sabia distinguir entre o cowboy dos filmes e a pessoa que andava na rua. A Associação Americana de Tirinhos e Pum-pum, que aparentemente defendia que quase qualquer americano deveria ter a sua armazinha e brincar aos cowboys, matando os bandidos conforme lhes apetecesse.
Afinal de contas, Columbine só aconteceu porque os estudantes não andavam todos armados. Era o desgraçado mandar um tiro que fosse e um colega descarregava logo um cartucho em cima do meliante, mandando-o desta para melhor. Aliás, o pior que poderia acontecer era ser um falso alarme, ser uma partida, uma ameaça, etc.... e um dos zelosos estudantes matar o brincalhão com uma imitação de pistola. E isso, como podemos ver, não tem nada de mais. Assim da próxima vez o miserável não volta a pregar partidas dessas. É bem feito.
"Over my cold dead hands". Na boa, Charlton. Na boa...
Uma consulta rápida ao site da NRA assegura que a liberdade de carregar uma arma poderá curar o cancro, e até promover a paz mundial. Parem com as leis que restringem o uso e porte de arma.
Queremos armar a sair como brindes do OMO! Queremos armas a sair em Bollycaos! Queremos armas como brindes quando comprar uma grade de cervejas! Queremos armas quando abrirmos uma conta num banco (ops, essa já existe nos EUA!). Enfim...
Os Soundgarden são para mim a banda grunge. Podem falar de Pearl Jam ou de Nirvana, mas o Chris Cornell tem uma das minhas vozes preferidas, e escreve muito muito bem. Decidi finalmente encomendar o meu álbum preferido, "Down on the Upside". O último álbum e aquele no qual as divergências artísticas se acentuaram até à ruptura, com um Chris Cornell mais soft e um Kim Thayil mais hard num conflito constante.
Acaba por ser um trabalho em que Chris Cornell triunfa, em que a malha grave e pesada de Superunknown é substuída por outros songs, alguns com influência Country até (!!!). Porém, tal seria o canto do cisne... infelizmente!
Fiquem com Burden in my Hand, que ficam bem! :-)
P.S.: AS, finalmente! :-)
Follow me into the desert As thirsty as you are Crack a smile and cut your mouth And drown in alcohol cause down below the truth is lying Beneath the riverbed So quench yourself and drink the water That flows below her head
Oh no there she goes Out in the sunshine the sun is mine
I shot my love today would you cry for me I lost my head again would you lie for me I left her in the sand just a burden in my hand I lost my head again would you cry for me
Close your eyes and bow your head I need a little sympathy cause fear is strong and loves for everyone Who isn't me So kill your health and kill yourself And kill everything you love And if you live you can fall to pieces And suffer with my ghost Just a burden in my hand Just an anchor on my heart Just a tumor in my head And Im in the dark
So follow me into the desert As desperate as you are Where the moon is glued to a picture of heaven And all the little pigs have god
Algures entre 1997 e 1999, ouvi na TSF, num programa da Sarah Adamopoulos (obrigado, Sarah!), algo completamente refrescante. A força de um sample de uma orquestra misturada com scratching e uma voz absolutamente sublime captaram-me desde a primeira audição. O "All Mine" chegava pela primeira vez aos meus ouvidos. Houve depois um Inutel qualquer :-) que me emprestou o CD, e a partir daí é história.
Não assisti ao mítico concerto de 1998 no Sudoeste. Assisti ao de ontem. Creio que nunca conseguirei descrever na totalidade o que se sente quando as expectactivas, já de si tão elevadas, são ultrapassadas.
O som estava irrepreensível, e nem por um segundo comprometeu a interpretação da banda (aliás, os meus ouvidos mal zumbem depois deste concerto!). As músicas do novo álbum, "Third" resultam fenomenais ao vivo. Sons que vão desde uma percussão em "Machine Gun" que me faz lembrar os Einstürzende Neubaten, às guitarras de "Silence" que parecem tiradas de um álbum de Mão Morta. A voz de Beth Gibbons está melhor que nunca (aliás, no regresso do concerto vim a ouvir o que considero a obra prima deles, o seu álbum homónimo, e a voz esteve seguramente melhor neste concerto que em todo o dito registo de estúdio). O público aceitou (talvez ainda não rendido) os novos temas, delirou com os antigos, e terminou o concerto numa sintonia linda com a banda (Li uma crónica on-line que referiu a "estranheza" do público perante os novos temas. Não me pareceu... ou será que há mais pirataria em Lisboa que no Porto? :-D) Pena mesmo a curta duração do concerto, e o número reduzido de encores, para um público com uma "fome" de muitos anos. Porém, acabar o alinhamento oficial com "Cowboys", a minha faixa preferida de Portishead. Brilhante!
...e agora o que não se descreve... acabar uma música e eu ficar extático, sem aplaudir sequer, quando o público delira. O porquê disto não se descreve. Não há palavras que o descrevam. Simplesmente é melhor assim.
Se não tivesse um ano que promete ser o mais profícuo que me lembro em termos de concertos, diria que o concerto do ano já eu saberia qual era. Assim sendo, esperemos...
"Ooh, if you take these things from me" [Portishead, "Cowboys"]
Não me tirem mais coisas destas de mim, por favor. Quero mais.
No fim de semana que passou tive a oportunidade de visitar a vila de Ponte de Lima. É, pelos vistos, a vila mais antiga de Portugal. Tendo recebido foral de D. Teresa em 1125, é considerada a mais antiga Vila de Portugal.
Aproveitei também para provar as especialidades da região: arroz de sarrabulho e rojões (os melhores rojões que provei nos últimos anos... pena não ter mesmo redenho, mas mesmo assim estavam excelentes!)
Babem-se:
Refeição fantástica e pantagruélica. Parabéns, M.!
Publicidade ao Restaurante Tulha, na Rua Formosa, mesmo no centro. Excelente comida a um óptimo preço!
Um pequeno passeio pela vila mostra uma localidade de aspecto medieval, lindíssima. Tenho pena de não a ter visitado mais cedo, nomeadamente aquando de visitas anteriores ao Alto Minho. Mas mais vale tarde do que nunca, e espero definitivamente voltar!
Ficam aqui uns "aperitivos":
Ponte medieval (pena os carros... mas a cidade não problemas de estacionamento! Excepto nos dias de feira.. que se realiza neste terreno precisamente!)
A revista "Sábado" (sim, a tal que sai à quinta por norma, ou à quarta se no dia seguinte for feriado) de 6 de Março do presente ano presenteia-nos com uma entrevista com o novo escritor da moda, José Rodrigues dos Santos. Sempre julguei que o entrevistado, apesar dos seus tiques e piadolas muitas vezes sem graça, era um ser inteligente. Porém, o escritor/jornalista/pivô descobriu o novo nível de "normalidade do cidadão português" (quem sabe baseado em Homer Simpson), e passo a citar a revista:
"[...] o catastrófico aquecimento global do planeta, um tema que o preocupa - muito. Não se cansa de falar nas previsões que apontam para a desertificação de metade do mundo, incluindo uma parte de Portugal. Na parte que lhe cabe, poupa água. Reciclagem? Pois, isso não."
"[Reciclagem] não não faço. Sou uma pessoa normal. [...] A media do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão. Depois não são facilmente acessíveis [?????], é um conjunto de problemas práticosm requer mesmo muita boa vontade."
O que comentar? Que José Rodrigues dos Santos não consegue decorar mais que uma côr? Que não há Ecopontos onde este senhor mora? Sempre pensei que morasse perto de Lisboa. Se calhar é mais um habitante de S. Jorge de Murrunhanha, e eu não sabia. E a boa vontade que requer? Nem vos passa pela cabeça.
Segundo a nova métrica de José Rodrigues dos Santos, sou um iluminado. Consigo decorar três cores. Mais ainda, sou um abençoado com um ecoponto perto de minha casa. E tenho supermercados perto de minha casa que vendem ecopontos domésticos. Por fim, sou um autêntico Gandhi, com a minha boa vontade, que infelizmente, a "pessoa normal" José Rodrigues dos Santos não tem. Se calhar não poupo é tanta água como ele, mas não se pode ser perfeito...
Depois desta demonstração de "normalidade", só falta perguntar a J.R. dos Santos quem é que lhe escreve os livros. Porque, claro, parto do princípio que é preciso ser uma pessoa "acima da média" para tal tarefa.