sábado, maio 31, 2008

Só para lembrar... Eu NÃO VOU

...normalmente não abasteço nestas gasolineiras, mas de qualquer modo fica o apelo aos (inúmeros?) leitores deste blogue.


Seria interessante saber o que aconteceria a nível de receitas destas três empresas se o movimento tivesse uma massa crítica considerável... A ver vamos!

segunda-feira, maio 26, 2008

Gastar dinheiro

Sou uma pessoa que funciona por impulsos, ou seja, sai por vezes de uma letargia e faz de uma só vez o que deveria ser feito de uma forma equilibrada. Ora, isto traz os resultados que podemos imaginar... por exemplo, a nível financeiro.

Em 5 dias tratei de resolver algumas pechas na minha existência materialista, nomeadamente:



  • CDs: Mão Morta, Heavenwood, Porcupine Tree...
  • Bilhetes para concertos: vejam aqui quais
  • Roupa: entre idas a Centros Comerciais e ao Oeiras StockMarket, fiz uma razoável renovação de guarda roupa.
Se a isto se juntarem actividades normais de fim de semana, como socializar com amigos, significa que a factura ascendeu a várias centenas de euros.

...e o pior é que a minha perspectiva de comprar latas de atum Continente e entrar em dieta até ao final do mês não se realizou... :-(

Enfim, um mês com deficit no orçamento...

terça-feira, maio 20, 2008

Masoquismo...

Já vos aconteceu ver um filme de terror, que por muito que vos fizesse sentir mal, vos "obriga" a abrir os olhos e ver mais um bocadinho?

O sentimento, se bem que por motivos diferentes, acaba por ser o mesmo para os Goldfrapp. O primeiro álbum, Felt Mountain, é uma autêntica obra prima (Claro que o "pobom" não quer obras primas, pelo que parece que o álbum foi um autêntico fracasso comercial...e os Goldfrapp "reinventaram-se". Por motivos €st€tico$, se calhar... nova$ t€nd€ncia$...)

Fica aqui uma música que me diz muito mesmo. Curiosamente, o clipe não me diz nada... esperava um ambiente completamente diferente, nocturno - pelo menos a mim sabe-me melhor à noite...

Tomei o cuidado de seguir a letra com atenção e de facto diz-me tanto ou mais que a música... ouçam...



Frankenstein would want your mind
Your lovely head
Your lovely head


domingo, maio 18, 2008

Last.fm

Tive finalmente, na semana que passou, a "coragem" de experimentar algo que já despertava a minha curiosidade há algum tempo: o last.fm.

Para quem não conhece, trata-se de um sítio na web onde os nossos gostos musicais são partilhados. Podemos fazer amigos como em qualquer hi5, facebook, orkut, etc., mas há mais: ao partilhar os nossos gostos, podemos verificar as nossas afinidades musicais com quem conhecemos, e mesmo com quem não conhecemos (o last.fm verifica os nossos gostos e gera os chamados "vizinhos"). Há depois outros conceitos que ainda estou estou a explorar, como as "rádios", as recomendações, e estatísticas sobre o que ouvimos, incluindo um "open mind level", ou seja, quão eclécticos somos no que ouvimos.

Podemos também colocar no nosso perfil pessoal os concertos a que vamos, assim como deixar um comentário sobre o dito evento (por isso, se quiserem saber por onde vou andar nos próximos tempos em termos musicais, já sabem, vejam no last.fm!).

O conceito é simples: o nosso leitor preferido de música no Windows passa a ter um pequeno plug-in, que lê as tags MP3 e as transmite para o sítio da last.fm, onde a informação fica disponível (claro que isso significa que se não desligarem o plug-in e forem ouvir os vossos verdadeiros cantores preferidos, a informação relativa a estes fica também disponivel, ehehe!)
Certos leitores de MP3 como o iPod Touch possuem também pequenos programas que permitem gravar os dados relativos ao que ouvimos, carregando-os depois para o sítio da last.fm quando o dispositivo estiver ligado à internet.

Por fim, se olharem para o lado direito deste blogue, verão um novo widget, relativo ao que tenho andado a escutar; há uma variedade de estatísticas disponíveis para partilha, tendo eu escolhido neste caso a que diz respeito aos artistas mais escutados recentemente (agora que vejo as estatísticas... xi....tanto metal nesta cabeça!!!)

Assim sendo, fico à espera das vossas inscrições, e claro, de vosso pedido de amizade (como eu gosto deste termo! :-D )

quarta-feira, maio 14, 2008

Parabéns Mozilla!

Vamos recuar ao ano 2000, o mundo UNIX estava com um tremendo problema no que dizia respeito a navagadores de World Wide Web. O Netscape agonizava, e tornava-se praticamente inutilizável em determinados dias - ai, o famoso BUS ERROR com que ele encerrava de vez em quando! Por algum motivo uso esse nickname de vez em quando! - e a única alternativa era o NCSA Mosaic, morto e enterrado (só para verem, nem eu utilizei o Mosaic - mas foi por pouco... :-)).

Tinha a felicidade de ter uma máquina de trabalho a correr Linux, mas era penoso por vezes usar a WWW. Tinha que ser o Netscape... e muita paciência! Lembro-me de pensar que a situação estava perto do insustentável, e na verdade nunca foi tão grande a distância entre o IE e a concorrência.

Mas algo estava para mudar: surge entretanto o Projecto Mozilla (fica aqui uma imagem de como era no seu início, há 10 anos), que prometia pegar nos restos do moribundo Netscape e fazer dele "um homem novo".

Não me recordo quando comecei a utilizar o Mozilla Suite (que começou a aparecer nas dsitribuições de Linux), mas a mudança começou aí. Tenho no entanto a certeza que foi já em 2003 que "arrisquei" o Firefox, em que pela primeira vez experimentei os tabs num browser.
...e a partir daí, foi sempre a crescer... extensões, temas, integração com o google, plug-ins, etc., e uma cada vez maior compatibilidade com os sites existentes (a "lista negra" de sítios apenas para IE hoje em dia é quase insignificante)

O Firefox deve ser o software que me tirou ocupou mais horas, juntamente com clientes de ssh :-), e converteu-se numa experiência fantástica. Está configurado para funcionar como eu quero, com os plug-ins que eu acho necessário apenas e com o aspecto que eu quero. Parafraseando uma certa e determinada campanha publicitária, o comando é meu! :-)

E acima de tudo, é estável, e agradável de se trabalhar.

...e, last but not least, é software livre. Software livre de sucesso. Que milhões de pessoas utilizam sem saber toda a filosofia e motivação por trás. Mas que importa isso? Funciona! E bem!

Parabéns, Mozilla Foundation! 10 Aninhos!

P.S.: Posta geek, esta? Claro. Porque se não fosse geek não daria o valor que ele merece! E você, amigo não geek, já dá o valor que a Mozilla Foundation merece? Espero que sim! :-)


sábado, maio 03, 2008

Tertúlia Castelense

Existe no Castelo da Maia (para os sulistas elitistas :-D que não conhecem a terra, pronuncia-se "Castêlo", mas escreve-se Castelo, que eu saiba!) um bar, frequentemente com música ao vivo, de seu nome Tertúlia Castelense. Se o ambiente é interessante, a decoração ainda mais o é. Desde capas de jornais de 5 de Outubro de 1910, a interessante fotografias e instrumentos, alguns com mais de 100 anos.

Gostaria no entanto de destacar esta fenomenal publicidade da conhecida marca portuguesa "Celeste".


Celeste, a famosa marca de bombons, caramelos, drops, frutas cristalizadas... colas industriais? (cliquem na imagem para ver em tamanho maior se não conseguem ler).

Existia uma famosa rábula de um filme português em que uma velhinha pede num tasco pastelinhos de bacalhau., ao que lhe é dito "Pastelinhos de bacalhau não temos!", ao que a velhinha responde "Então arranje-me um copinho de aguardente".

[UPDATE]: Parece que afinal não é um copinho de aguardente, mas antes dois copinhos de vinho braco, conforme é dito no grande "Pai Tirano".

Ora, uma cena semelhante poderia passar-se numa típica mercearia, em que um cidadão deseja comprar caramelos Celeste para os sobrinhos, ao que lhe é dito "Caramelos Celeste não temos". Ora, a pronta resposta do bom cidadão só poderá ser uma: "Então arranje-me aí meio litro de cola industrial, que os meus sobrinhos também gostam muito!"

Devem ser uns sobrinhos muito bem dispostos, devem...

quarta-feira, abril 23, 2008

Normal.... não Mordoror

Onde é que eu devia estar hoje, a esta hora? Na Culturgest, a ver os Contos de Maldoror, dos grandes Mão Morta.

Infelizmente, e por minha culpa, minha grande culpa, não estou. Estou aqui a escrever esta posta. Por isso, e em jeito de vingança, "consolei-me" com algo quase tão interessante, se bem que totalmente diferente, à minha espera na loja da Carbono da Amadora.

O EP "Nil Recurring" dos Porcupine Tree, surge como uma "caixa de restos" do fantástico "Fear of a Blank Planet".
Uma frase que me vem à ideia é a expressão "Hás-de me mostrar o teu caixote do lixo". Pois bem, os Porcupine Tree mostram aqui o seu. E se isto são os restos, como será o filet mignon? O filet mignon são quase todos os álbuns desta banda.

Fiquem com o videoclipe "Normal", infelizmente e mais uma vez "amputado" dos seus 07:07.



Sullen and bored the kids stay
And in this way they wish away each day
Stoned in the mall the kids play
And in this way they wish away each day


quinta-feira, abril 10, 2008

Nova Língua

Sem querer correr o risco de cair na boçalidade, a gerência de "À Volta do Mundo" vem por este meio mostrar-vos como é possível reinventar Mariah Carrey.

Não, meu senhores e senhoras, não é inglês, não é búlgaro, não é português. É.... qualquer coisa como eu cantava em inglês quando tinha 7 anos! Agora temos que admitir que decorar algo nesta língua exige muito treino e preserverança! Fiquem com Ken Lee. Atenção, é Ken Lee mesmo. Não há engano!




Já agora, alguém me diz onde posso aprender esta língua?

Ken Leeeeeeeeeee, tulibu dibu douchoo!!!!

(estou a reparar que já é a segunda vez em três meses que refiro o nome da inominável Mariah Carrey neste blogue. Isto anda mesmo a descer de nível....)

domingo, abril 06, 2008

Charlton Heston - RIP

Normalmente só comento noste blogue o desaparecimento de pessoas importantes. E assim é o caso da pessoa que morreu.

A única diferença é que neste caso é pena a pessoa não ter morrido mais cedo. Acabou assim um ser que não sabia distinguir entre o cowboy dos filmes e a pessoa que andava na rua. A Associação Americana de Tirinhos e Pum-pum, que aparentemente defendia que quase qualquer americano deveria ter a sua armazinha e brincar aos cowboys, matando os bandidos conforme lhes apetecesse.

Afinal de contas, Columbine só aconteceu porque os estudantes não andavam todos armados. Era o desgraçado mandar um tiro que fosse e um colega descarregava logo um cartucho em cima do meliante, mandando-o desta para melhor. Aliás, o pior que poderia acontecer era ser um falso alarme, ser uma partida, uma ameaça, etc.... e um dos zelosos estudantes matar o brincalhão com uma imitação de pistola. E isso, como podemos ver, não tem nada de mais. Assim da próxima vez o miserável não volta a pregar partidas dessas. É bem feito.


"Over my cold dead hands". Na boa, Charlton. Na boa...


Uma consulta rápida ao site da NRA assegura que a liberdade de carregar uma arma poderá curar o cancro, e até promover a paz mundial. Parem com as leis que restringem o uso e porte de arma.

Queremos armar a sair como brindes do OMO! Queremos armas a sair em Bollycaos! Queremos armas como brindes quando comprar uma grade de cervejas! Queremos armas quando abrirmos uma conta num banco (ops, essa já existe nos EUA!). Enfim...

sábado, abril 05, 2008

What's been running in my head - Part III

Os Soundgarden são para mim a banda grunge. Podem falar de Pearl Jam ou de Nirvana, mas o Chris Cornell tem uma das minhas vozes preferidas, e escreve muito muito bem. Decidi finalmente encomendar o meu álbum preferido, "Down on the Upside". O último álbum e aquele no qual as divergências artísticas se acentuaram até à ruptura, com um Chris Cornell mais soft e um Kim Thayil mais hard num conflito constante.

Acaba por ser um trabalho em que Chris Cornell triunfa, em que a malha grave e pesada de Superunknown é substuída por outros songs, alguns com influência Country até (!!!). Porém, tal seria o canto do cisne... infelizmente!

Fiquem com Burden in my Hand, que ficam bem! :-)

P.S.: AS, finalmente! :-)



Follow me into the desert
As thirsty as you are
Crack a smile and cut your mouth
And drown in alcohol
cause down below the truth is lying
Beneath the riverbed
So quench yourself and drink the water
That flows below her head

Oh no there she goes
Out in the sunshine the sun is mine

I shot my love today would you cry for me
I lost my head again would you lie for me
I left her in the sand just a burden in my hand
I lost my head again would you cry for me

Close your eyes and bow your head
I need a little sympathy
cause fear is strong and loves for everyone
Who isn't me
So kill your health and kill yourself
And kill everything you love
And if you live you can fall to pieces
And suffer with my ghost
Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And Im in the dark

So follow me into the desert
As desperate as you are
Where the moon is glued to a picture of heaven
And all the little pigs have god

sexta-feira, março 28, 2008

Portishead - Coliseu dos Recreios, Lisboa, 27/03/2008




Algures entre 1997 e 1999, ouvi na TSF, num programa da Sarah Adamopoulos (obrigado, Sarah!), algo completamente refrescante. A força de um sample de uma orquestra misturada com scratching e uma voz absolutamente sublime captaram-me desde a primeira audição. O "All Mine" chegava pela primeira vez aos meus ouvidos. Houve depois um Inutel qualquer :-) que me emprestou o CD, e a partir daí é história.

Não assisti ao mítico concerto de 1998 no Sudoeste. Assisti ao de ontem. Creio que nunca conseguirei descrever na totalidade o que se sente quando as expectactivas, já de si tão elevadas, são ultrapassadas.

O som estava irrepreensível, e nem por um segundo comprometeu a interpretação da banda (aliás, os meus ouvidos mal zumbem depois deste concerto!). As músicas do novo álbum, "Third" resultam fenomenais ao vivo. Sons que vão desde uma percussão em "Machine Gun" que me faz lembrar os Einstürzende Neubaten, às guitarras de "Silence" que parecem tiradas de um álbum de Mão Morta. A voz de Beth Gibbons está melhor que nunca (aliás, no regresso do concerto vim a ouvir o que considero a obra prima deles, o seu álbum homónimo, e a voz esteve seguramente melhor neste concerto que em todo o dito registo de estúdio). O público aceitou (talvez ainda não rendido) os novos temas, delirou com os antigos, e terminou o concerto numa sintonia linda com a banda (Li uma crónica on-line que referiu a "estranheza" do público perante os novos temas. Não me pareceu... ou será que há mais pirataria em Lisboa que no Porto? :-D)
Pena mesmo a curta duração do concerto, e o número reduzido de encores, para um público com uma "fome" de muitos anos. Porém, acabar o alinhamento oficial com "Cowboys", a minha faixa preferida de Portishead. Brilhante!

...e agora o que não se descreve... acabar uma música e eu ficar extático, sem aplaudir sequer, quando o público delira. O porquê disto não se descreve. Não há palavras que o descrevam. Simplesmente é melhor assim.

Se não tivesse um ano que promete ser o mais profícuo que me lembro em termos de concertos, diria que o concerto do ano já eu saberia qual era. Assim sendo, esperemos...

"Ooh, if you take these things from me"
[Portishead, "Cowboys"]

Não me tirem mais coisas destas de mim, por favor. Quero mais.

segunda-feira, março 24, 2008

Visita a Ponte de Lima

No fim de semana que passou tive a oportunidade de visitar a vila de Ponte de Lima. É, pelos vistos, a vila mais antiga de Portugal. Tendo recebido foral de D. Teresa em 1125, é considerada a mais antiga Vila de Portugal.

Aproveitei também para provar as especialidades da região: arroz de sarrabulho e rojões (os melhores rojões que provei nos últimos anos... pena não ter mesmo redenho, mas mesmo assim estavam excelentes!)

Babem-se:

Refeição fantástica e pantagruélica.
Parabéns, M.!

Publicidade ao Restaurante Tulha, na Rua Formosa, mesmo no centro. Excelente comida a um óptimo preço!

Um pequeno passeio pela vila mostra uma localidade de aspecto medieval, lindíssima. Tenho pena de não a ter visitado mais cedo, nomeadamente aquando de visitas anteriores ao Alto Minho. Mas mais vale tarde do que nunca, e espero definitivamente voltar!

Ficam aqui uns "aperitivos":

Ponte medieval (pena os carros... mas a cidade não problemas de estacionamento! Excepto nos dias de feira.. que se realiza neste terreno precisamente!)


Cidade Medieval I

Cidade Medieval II

quinta-feira, março 20, 2008

José Rodrigues dos Santos e a reciclagem - Uma pessoa normal

A revista "Sábado" (sim, a tal que sai à quinta por norma, ou à quarta se no dia seguinte for feriado) de 6 de Março do presente ano presenteia-nos com uma entrevista com o novo escritor da moda, José Rodrigues dos Santos. Sempre julguei que o entrevistado, apesar dos seus tiques e piadolas muitas vezes sem graça, era um ser inteligente. Porém, o escritor/jornalista/pivô descobriu o novo nível de "normalidade do cidadão português" (quem sabe baseado em Homer Simpson), e passo a citar a revista:

"[...] o catastrófico aquecimento global do planeta, um tema que o preocupa - muito. Não se cansa de falar nas previsões que apontam para a desertificação de metade do mundo, incluindo uma parte de Portugal. Na parte que lhe cabe, poupa água. Reciclagem? Pois, isso não."

"[Reciclagem] não não faço. Sou uma pessoa normal. [...] A media do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão. Depois não são facilmente acessíveis [?????], é um conjunto de problemas práticosm requer mesmo muita boa vontade."

O que comentar? Que José Rodrigues dos Santos não consegue decorar mais que uma côr? Que não há Ecopontos onde este senhor mora? Sempre pensei que morasse perto de Lisboa. Se calhar é mais um habitante de S. Jorge de Murrunhanha, e eu não sabia. E a boa vontade que requer? Nem vos passa pela cabeça.

Segundo a nova métrica de José Rodrigues dos Santos, sou um iluminado. Consigo decorar três cores. Mais ainda, sou um abençoado com um ecoponto perto de minha casa. E tenho supermercados perto de minha casa que vendem ecopontos domésticos. Por fim, sou um autêntico Gandhi, com a minha boa vontade, que infelizmente, a "pessoa normal" José Rodrigues dos Santos não tem. Se calhar não poupo é tanta água como ele, mas não se pode ser perfeito...

Depois desta demonstração de "normalidade", só falta perguntar a J.R. dos Santos quem é que lhe escreve os livros. Porque, claro, parto do princípio que é preciso ser uma pessoa "acima da média" para tal tarefa.

5 anos

Há 5 anos atrás, a coligação de tropas americanas, britânicas e quejandas começaram as manobras de ataque para a "libertação do Iraque" das garras do temível Saddam Hussein.

Vamos saltar por cima do assunto de "armas de destruição massiva/maciça/whatever", da palhaçada que foi a Conferência dos Açores, da "guerra em si" (que terminou, segundo o Presidente Bush, no dia em que este declara "Missão Cumprida" a bordo de um porta-aviões), e centremo-nos no "pós-guerra".

Como na Jugoslávia de Tito, que mantinha sérvios, bósnios, albaneses, croatas, macedónios e montenegrinos "unidos" numa só nação, também Saddam mantinha uma relativa ordem sobre o ancestral ódio xiita/sunita, à custa de, claro, "métodos menos democráticos".

Bush expulsou e matou Saddam, mas abriu a caixa de Pandora. Chegamos assim, passados cinco anos, a um Iraque feito em frangalhos, uma terra de bandidos onde se chega ao cúmulo de ter que se comprar gasolina no mercado negro (isto no segundo maior produtor de petróleo do mundo). Pelo meio temos Abu Ghraib, Guantánamo, o enforcamento de Saddam a ser transmitido para todo o mundo, etc.

Chegamos a 2008, e segundo o precioso site "Iraq Body Count", baixas aproximadas de:

Iraq Body Count web counter


Para além da "estatística" próxima dos 90.000 mortos, há uma despesa diária de 12.000.000 de dólares por dia.

No entanto, e segundo declarações do Presidente Bush, "valeu a pena", dado que foi uma "vitória estratégica sobre os inimigos no Iraque", segundo este linque do Yahoo!. Para Bush talvez tenha sido uma vitória, dado que foi re-eleito Presidente dos EUA, dado que, segundo o average american citizen, tornou o Mundo um país mais seguro, apesar de vivermos numa constante ameaça terrorista, e parecer-me que atirar mais gasolina (olha, outro assunto interessante - já só falta referir que havia interesses económicos na invasão do Iraque) para um incêndio fora de controlo que é o terrorismo.

O sítio Iraq Body Count tem um interessante artigo acerca de quem ganhou e perdeu a guerra, e o que foi ganho e perdido. Aconselho-vos seriamente a ler o artigo neste endereço.
Deixo uma apenas uma citação que aparece no final do artigo:


"And we, the Britishand American public [and the rest of the world] ? What have we won? What have we lost? We have actually won nothing, not even our security. And we have lost something too: a little of our self-respect. A little of our conviction in our virtue, in our values and in our role as the defenders of all that is good and fair."

P.S.: E pensar que eu era neutro, e a pender para a invasão.... Espero ter-me retratado aqui.

sábado, março 15, 2008

Humor estúpido

Às vezes dou comigo a rir-me com coisas absolutamente idiotas. Humor não inteligente, humor sem sentido, mas que no entanto nos faz mandar umas boas gargalhadas. E eu que pensava que tinha um gosto refinado... :-)

Fiquem com Nuno Markl e o seu amigo Bruno Aleixo de Coimbra. A gerência de "À Volta do Mundo" dá um prémio simbólico a quem me indicar que raio de animal é o Bruno Aleixo :-)



Hmmmm! Carapaus à espanhola! LOL!

quarta-feira, março 12, 2008

A regra dos três

"Esteja alerta para a regra dos três. O que você dá retornará para você. Essa lição você tem que aprender".

É assim que vai ser no próximo dia 27 de Março. Um novo trabalho pela terceira vez, que abre com esta frase, sim, sem traduções, apenas com sotaque do Brasil.


Os Portishead regressam no concerto mais aguardado do ano, na minha opinião. E eu vou ter a sorte de estar lá.

I am counting the days already...

Mais info sobre o novo álbum aqui.

P.S.: Não sei qual a fórmula da regra dos três, mas há certas premissas que parecem falhar, nomeadamente certas pessoas para as quais podemos ser o maior FDP do mundo ou Gandhi, mas... "nada [de bom] retornará para você". Preciso possivelmente de ver com mais detalhe a dita fórmula... ou como diria alguém que conheço: "Ou então não."

Independentemente disso, espero um concerto à altura da banda. Espero as misturas fantásticas de Dummy, o intimismo negro (e fenomenal!) de Portishead e o mistério que é Third. E isso é qu realmente interessa. O resto é conversa...

More News to Come...

domingo, março 09, 2008

Adivinhem quem chegou!

Na quinta feira passada andei de T-Shirt pela primeira vez.

Hoje coloquei os meus óculos de sol pela primeira vez.

É oficial. O Inverno foi-se. Que chegue a luz da Primavera.

sexta-feira, março 07, 2008

Alone in the Dark


...é o nome de uma série de jogos de computador famosos...

Mas neste caso foi o que me aconteceu ontem à noite, felizmente apenas por alguns minutos.

De repente, o ruído de "House" é substituído apenas por longínquo soar de um alarme. Tudo escuro, menos o ecrã do meu laptop. As persianas dos vizinhos, surpresos também, abrem-se, em busca de uma luz que não aparece.

O telemóvel serviu de lanterna até encontrar a vela que já esperava uso há 18 meses.


Felizmente que após alguns minutos de escuridão, a luz voltou... como sempre!

Não tenho medo do escuro, mas nestas circunstâncias, a sensação é no mínimo estranha e de impotência, especialmente pelo inesperado. Enfim, experiências novas dos dias que correm...

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Into the Wild

Tenho sido presenteado recentemente com momentos raros de bom cinema. E regressei agora de mais um momento fantástico.

Pela segunda vez na vida saio da sala quase sem palavras, com a a respiração alterada, com a percepção (sei lá de quê!) alterada, a pensar no sentido de tudo e de nada. A primeira vez passou-se com o diametralmente oposto "Fight Club", e desta vez com a obra-prima de Sean Penn, "Into the Wild".



A viagem de alguém que se quer libertar do que o atormenta (mas que na verdade não fez mais do que fugir... e já estou a falar de mais!), e que nos faz sentir, como diz a expressão "uns meninos".

Esqueçam a merda do vosso conforto material, do vosso carro, do vosso computador, dos sapatos, da merda do empréstimo que vos atormenta, das pessoas com que se relacionam e que não prestam. Deitem tudo fora e vivam. Vivam como Cristopher McCandless.

Não é um filme fácil, mas é um filme lindo, e a palavra chave aqui é uma só: visceral.

Notas especiais para todas as belíssimas citações do filme, de autores como Thoreau e Tolstoi. Uma especial menção para talvez a última citação, escrita pela mão da personagem principal entre dois parágrafos de um livro. Verdadeira...

Uma outra nota especial para a banda sonora. Basta ouvir os primeiros 10 segundos do filme para perceber quem canta e dar conta que a música tem um papel preponderante nas 2:20 horas seguintes. O Eddie Vedder é sem dúvida o homem certo.

Curiosamente, não quero ver o filme de novo tão cedo. O estado em que nos deixa não recomenda segunda dose sem recuperar as nódoas negras da primeira vez.

Quem ainda não foi... só recomendo que vá. Deixe o capacete e a armadura em casa e vá, despido de tudo o que é defesa, levar uma boa porrada. Sabe bem e a mente agradece. Vão por mim.