domingo, maio 18, 2008

Last.fm

Tive finalmente, na semana que passou, a "coragem" de experimentar algo que já despertava a minha curiosidade há algum tempo: o last.fm.

Para quem não conhece, trata-se de um sítio na web onde os nossos gostos musicais são partilhados. Podemos fazer amigos como em qualquer hi5, facebook, orkut, etc., mas há mais: ao partilhar os nossos gostos, podemos verificar as nossas afinidades musicais com quem conhecemos, e mesmo com quem não conhecemos (o last.fm verifica os nossos gostos e gera os chamados "vizinhos"). Há depois outros conceitos que ainda estou estou a explorar, como as "rádios", as recomendações, e estatísticas sobre o que ouvimos, incluindo um "open mind level", ou seja, quão eclécticos somos no que ouvimos.

Podemos também colocar no nosso perfil pessoal os concertos a que vamos, assim como deixar um comentário sobre o dito evento (por isso, se quiserem saber por onde vou andar nos próximos tempos em termos musicais, já sabem, vejam no last.fm!).

O conceito é simples: o nosso leitor preferido de música no Windows passa a ter um pequeno plug-in, que lê as tags MP3 e as transmite para o sítio da last.fm, onde a informação fica disponível (claro que isso significa que se não desligarem o plug-in e forem ouvir os vossos verdadeiros cantores preferidos, a informação relativa a estes fica também disponivel, ehehe!)
Certos leitores de MP3 como o iPod Touch possuem também pequenos programas que permitem gravar os dados relativos ao que ouvimos, carregando-os depois para o sítio da last.fm quando o dispositivo estiver ligado à internet.

Por fim, se olharem para o lado direito deste blogue, verão um novo widget, relativo ao que tenho andado a escutar; há uma variedade de estatísticas disponíveis para partilha, tendo eu escolhido neste caso a que diz respeito aos artistas mais escutados recentemente (agora que vejo as estatísticas... xi....tanto metal nesta cabeça!!!)

Assim sendo, fico à espera das vossas inscrições, e claro, de vosso pedido de amizade (como eu gosto deste termo! :-D )

quarta-feira, maio 14, 2008

Parabéns Mozilla!

Vamos recuar ao ano 2000, o mundo UNIX estava com um tremendo problema no que dizia respeito a navagadores de World Wide Web. O Netscape agonizava, e tornava-se praticamente inutilizável em determinados dias - ai, o famoso BUS ERROR com que ele encerrava de vez em quando! Por algum motivo uso esse nickname de vez em quando! - e a única alternativa era o NCSA Mosaic, morto e enterrado (só para verem, nem eu utilizei o Mosaic - mas foi por pouco... :-)).

Tinha a felicidade de ter uma máquina de trabalho a correr Linux, mas era penoso por vezes usar a WWW. Tinha que ser o Netscape... e muita paciência! Lembro-me de pensar que a situação estava perto do insustentável, e na verdade nunca foi tão grande a distância entre o IE e a concorrência.

Mas algo estava para mudar: surge entretanto o Projecto Mozilla (fica aqui uma imagem de como era no seu início, há 10 anos), que prometia pegar nos restos do moribundo Netscape e fazer dele "um homem novo".

Não me recordo quando comecei a utilizar o Mozilla Suite (que começou a aparecer nas dsitribuições de Linux), mas a mudança começou aí. Tenho no entanto a certeza que foi já em 2003 que "arrisquei" o Firefox, em que pela primeira vez experimentei os tabs num browser.
...e a partir daí, foi sempre a crescer... extensões, temas, integração com o google, plug-ins, etc., e uma cada vez maior compatibilidade com os sites existentes (a "lista negra" de sítios apenas para IE hoje em dia é quase insignificante)

O Firefox deve ser o software que me tirou ocupou mais horas, juntamente com clientes de ssh :-), e converteu-se numa experiência fantástica. Está configurado para funcionar como eu quero, com os plug-ins que eu acho necessário apenas e com o aspecto que eu quero. Parafraseando uma certa e determinada campanha publicitária, o comando é meu! :-)

E acima de tudo, é estável, e agradável de se trabalhar.

...e, last but not least, é software livre. Software livre de sucesso. Que milhões de pessoas utilizam sem saber toda a filosofia e motivação por trás. Mas que importa isso? Funciona! E bem!

Parabéns, Mozilla Foundation! 10 Aninhos!

P.S.: Posta geek, esta? Claro. Porque se não fosse geek não daria o valor que ele merece! E você, amigo não geek, já dá o valor que a Mozilla Foundation merece? Espero que sim! :-)


sábado, maio 03, 2008

Tertúlia Castelense

Existe no Castelo da Maia (para os sulistas elitistas :-D que não conhecem a terra, pronuncia-se "Castêlo", mas escreve-se Castelo, que eu saiba!) um bar, frequentemente com música ao vivo, de seu nome Tertúlia Castelense. Se o ambiente é interessante, a decoração ainda mais o é. Desde capas de jornais de 5 de Outubro de 1910, a interessante fotografias e instrumentos, alguns com mais de 100 anos.

Gostaria no entanto de destacar esta fenomenal publicidade da conhecida marca portuguesa "Celeste".


Celeste, a famosa marca de bombons, caramelos, drops, frutas cristalizadas... colas industriais? (cliquem na imagem para ver em tamanho maior se não conseguem ler).

Existia uma famosa rábula de um filme português em que uma velhinha pede num tasco pastelinhos de bacalhau., ao que lhe é dito "Pastelinhos de bacalhau não temos!", ao que a velhinha responde "Então arranje-me um copinho de aguardente".

[UPDATE]: Parece que afinal não é um copinho de aguardente, mas antes dois copinhos de vinho braco, conforme é dito no grande "Pai Tirano".

Ora, uma cena semelhante poderia passar-se numa típica mercearia, em que um cidadão deseja comprar caramelos Celeste para os sobrinhos, ao que lhe é dito "Caramelos Celeste não temos". Ora, a pronta resposta do bom cidadão só poderá ser uma: "Então arranje-me aí meio litro de cola industrial, que os meus sobrinhos também gostam muito!"

Devem ser uns sobrinhos muito bem dispostos, devem...

quarta-feira, abril 23, 2008

Normal.... não Mordoror

Onde é que eu devia estar hoje, a esta hora? Na Culturgest, a ver os Contos de Maldoror, dos grandes Mão Morta.

Infelizmente, e por minha culpa, minha grande culpa, não estou. Estou aqui a escrever esta posta. Por isso, e em jeito de vingança, "consolei-me" com algo quase tão interessante, se bem que totalmente diferente, à minha espera na loja da Carbono da Amadora.

O EP "Nil Recurring" dos Porcupine Tree, surge como uma "caixa de restos" do fantástico "Fear of a Blank Planet".
Uma frase que me vem à ideia é a expressão "Hás-de me mostrar o teu caixote do lixo". Pois bem, os Porcupine Tree mostram aqui o seu. E se isto são os restos, como será o filet mignon? O filet mignon são quase todos os álbuns desta banda.

Fiquem com o videoclipe "Normal", infelizmente e mais uma vez "amputado" dos seus 07:07.



Sullen and bored the kids stay
And in this way they wish away each day
Stoned in the mall the kids play
And in this way they wish away each day


quinta-feira, abril 10, 2008

Nova Língua

Sem querer correr o risco de cair na boçalidade, a gerência de "À Volta do Mundo" vem por este meio mostrar-vos como é possível reinventar Mariah Carrey.

Não, meu senhores e senhoras, não é inglês, não é búlgaro, não é português. É.... qualquer coisa como eu cantava em inglês quando tinha 7 anos! Agora temos que admitir que decorar algo nesta língua exige muito treino e preserverança! Fiquem com Ken Lee. Atenção, é Ken Lee mesmo. Não há engano!




Já agora, alguém me diz onde posso aprender esta língua?

Ken Leeeeeeeeeee, tulibu dibu douchoo!!!!

(estou a reparar que já é a segunda vez em três meses que refiro o nome da inominável Mariah Carrey neste blogue. Isto anda mesmo a descer de nível....)

domingo, abril 06, 2008

Charlton Heston - RIP

Normalmente só comento noste blogue o desaparecimento de pessoas importantes. E assim é o caso da pessoa que morreu.

A única diferença é que neste caso é pena a pessoa não ter morrido mais cedo. Acabou assim um ser que não sabia distinguir entre o cowboy dos filmes e a pessoa que andava na rua. A Associação Americana de Tirinhos e Pum-pum, que aparentemente defendia que quase qualquer americano deveria ter a sua armazinha e brincar aos cowboys, matando os bandidos conforme lhes apetecesse.

Afinal de contas, Columbine só aconteceu porque os estudantes não andavam todos armados. Era o desgraçado mandar um tiro que fosse e um colega descarregava logo um cartucho em cima do meliante, mandando-o desta para melhor. Aliás, o pior que poderia acontecer era ser um falso alarme, ser uma partida, uma ameaça, etc.... e um dos zelosos estudantes matar o brincalhão com uma imitação de pistola. E isso, como podemos ver, não tem nada de mais. Assim da próxima vez o miserável não volta a pregar partidas dessas. É bem feito.


"Over my cold dead hands". Na boa, Charlton. Na boa...


Uma consulta rápida ao site da NRA assegura que a liberdade de carregar uma arma poderá curar o cancro, e até promover a paz mundial. Parem com as leis que restringem o uso e porte de arma.

Queremos armar a sair como brindes do OMO! Queremos armas a sair em Bollycaos! Queremos armas como brindes quando comprar uma grade de cervejas! Queremos armas quando abrirmos uma conta num banco (ops, essa já existe nos EUA!). Enfim...

sábado, abril 05, 2008

What's been running in my head - Part III

Os Soundgarden são para mim a banda grunge. Podem falar de Pearl Jam ou de Nirvana, mas o Chris Cornell tem uma das minhas vozes preferidas, e escreve muito muito bem. Decidi finalmente encomendar o meu álbum preferido, "Down on the Upside". O último álbum e aquele no qual as divergências artísticas se acentuaram até à ruptura, com um Chris Cornell mais soft e um Kim Thayil mais hard num conflito constante.

Acaba por ser um trabalho em que Chris Cornell triunfa, em que a malha grave e pesada de Superunknown é substuída por outros songs, alguns com influência Country até (!!!). Porém, tal seria o canto do cisne... infelizmente!

Fiquem com Burden in my Hand, que ficam bem! :-)

P.S.: AS, finalmente! :-)



Follow me into the desert
As thirsty as you are
Crack a smile and cut your mouth
And drown in alcohol
cause down below the truth is lying
Beneath the riverbed
So quench yourself and drink the water
That flows below her head

Oh no there she goes
Out in the sunshine the sun is mine

I shot my love today would you cry for me
I lost my head again would you lie for me
I left her in the sand just a burden in my hand
I lost my head again would you cry for me

Close your eyes and bow your head
I need a little sympathy
cause fear is strong and loves for everyone
Who isn't me
So kill your health and kill yourself
And kill everything you love
And if you live you can fall to pieces
And suffer with my ghost
Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And Im in the dark

So follow me into the desert
As desperate as you are
Where the moon is glued to a picture of heaven
And all the little pigs have god

sexta-feira, março 28, 2008

Portishead - Coliseu dos Recreios, Lisboa, 27/03/2008




Algures entre 1997 e 1999, ouvi na TSF, num programa da Sarah Adamopoulos (obrigado, Sarah!), algo completamente refrescante. A força de um sample de uma orquestra misturada com scratching e uma voz absolutamente sublime captaram-me desde a primeira audição. O "All Mine" chegava pela primeira vez aos meus ouvidos. Houve depois um Inutel qualquer :-) que me emprestou o CD, e a partir daí é história.

Não assisti ao mítico concerto de 1998 no Sudoeste. Assisti ao de ontem. Creio que nunca conseguirei descrever na totalidade o que se sente quando as expectactivas, já de si tão elevadas, são ultrapassadas.

O som estava irrepreensível, e nem por um segundo comprometeu a interpretação da banda (aliás, os meus ouvidos mal zumbem depois deste concerto!). As músicas do novo álbum, "Third" resultam fenomenais ao vivo. Sons que vão desde uma percussão em "Machine Gun" que me faz lembrar os Einstürzende Neubaten, às guitarras de "Silence" que parecem tiradas de um álbum de Mão Morta. A voz de Beth Gibbons está melhor que nunca (aliás, no regresso do concerto vim a ouvir o que considero a obra prima deles, o seu álbum homónimo, e a voz esteve seguramente melhor neste concerto que em todo o dito registo de estúdio). O público aceitou (talvez ainda não rendido) os novos temas, delirou com os antigos, e terminou o concerto numa sintonia linda com a banda (Li uma crónica on-line que referiu a "estranheza" do público perante os novos temas. Não me pareceu... ou será que há mais pirataria em Lisboa que no Porto? :-D)
Pena mesmo a curta duração do concerto, e o número reduzido de encores, para um público com uma "fome" de muitos anos. Porém, acabar o alinhamento oficial com "Cowboys", a minha faixa preferida de Portishead. Brilhante!

...e agora o que não se descreve... acabar uma música e eu ficar extático, sem aplaudir sequer, quando o público delira. O porquê disto não se descreve. Não há palavras que o descrevam. Simplesmente é melhor assim.

Se não tivesse um ano que promete ser o mais profícuo que me lembro em termos de concertos, diria que o concerto do ano já eu saberia qual era. Assim sendo, esperemos...

"Ooh, if you take these things from me"
[Portishead, "Cowboys"]

Não me tirem mais coisas destas de mim, por favor. Quero mais.

segunda-feira, março 24, 2008

Visita a Ponte de Lima

No fim de semana que passou tive a oportunidade de visitar a vila de Ponte de Lima. É, pelos vistos, a vila mais antiga de Portugal. Tendo recebido foral de D. Teresa em 1125, é considerada a mais antiga Vila de Portugal.

Aproveitei também para provar as especialidades da região: arroz de sarrabulho e rojões (os melhores rojões que provei nos últimos anos... pena não ter mesmo redenho, mas mesmo assim estavam excelentes!)

Babem-se:

Refeição fantástica e pantagruélica.
Parabéns, M.!

Publicidade ao Restaurante Tulha, na Rua Formosa, mesmo no centro. Excelente comida a um óptimo preço!

Um pequeno passeio pela vila mostra uma localidade de aspecto medieval, lindíssima. Tenho pena de não a ter visitado mais cedo, nomeadamente aquando de visitas anteriores ao Alto Minho. Mas mais vale tarde do que nunca, e espero definitivamente voltar!

Ficam aqui uns "aperitivos":

Ponte medieval (pena os carros... mas a cidade não problemas de estacionamento! Excepto nos dias de feira.. que se realiza neste terreno precisamente!)


Cidade Medieval I

Cidade Medieval II

quinta-feira, março 20, 2008

José Rodrigues dos Santos e a reciclagem - Uma pessoa normal

A revista "Sábado" (sim, a tal que sai à quinta por norma, ou à quarta se no dia seguinte for feriado) de 6 de Março do presente ano presenteia-nos com uma entrevista com o novo escritor da moda, José Rodrigues dos Santos. Sempre julguei que o entrevistado, apesar dos seus tiques e piadolas muitas vezes sem graça, era um ser inteligente. Porém, o escritor/jornalista/pivô descobriu o novo nível de "normalidade do cidadão português" (quem sabe baseado em Homer Simpson), e passo a citar a revista:

"[...] o catastrófico aquecimento global do planeta, um tema que o preocupa - muito. Não se cansa de falar nas previsões que apontam para a desertificação de metade do mundo, incluindo uma parte de Portugal. Na parte que lhe cabe, poupa água. Reciclagem? Pois, isso não."

"[Reciclagem] não não faço. Sou uma pessoa normal. [...] A media do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão. Depois não são facilmente acessíveis [?????], é um conjunto de problemas práticosm requer mesmo muita boa vontade."

O que comentar? Que José Rodrigues dos Santos não consegue decorar mais que uma côr? Que não há Ecopontos onde este senhor mora? Sempre pensei que morasse perto de Lisboa. Se calhar é mais um habitante de S. Jorge de Murrunhanha, e eu não sabia. E a boa vontade que requer? Nem vos passa pela cabeça.

Segundo a nova métrica de José Rodrigues dos Santos, sou um iluminado. Consigo decorar três cores. Mais ainda, sou um abençoado com um ecoponto perto de minha casa. E tenho supermercados perto de minha casa que vendem ecopontos domésticos. Por fim, sou um autêntico Gandhi, com a minha boa vontade, que infelizmente, a "pessoa normal" José Rodrigues dos Santos não tem. Se calhar não poupo é tanta água como ele, mas não se pode ser perfeito...

Depois desta demonstração de "normalidade", só falta perguntar a J.R. dos Santos quem é que lhe escreve os livros. Porque, claro, parto do princípio que é preciso ser uma pessoa "acima da média" para tal tarefa.

5 anos

Há 5 anos atrás, a coligação de tropas americanas, britânicas e quejandas começaram as manobras de ataque para a "libertação do Iraque" das garras do temível Saddam Hussein.

Vamos saltar por cima do assunto de "armas de destruição massiva/maciça/whatever", da palhaçada que foi a Conferência dos Açores, da "guerra em si" (que terminou, segundo o Presidente Bush, no dia em que este declara "Missão Cumprida" a bordo de um porta-aviões), e centremo-nos no "pós-guerra".

Como na Jugoslávia de Tito, que mantinha sérvios, bósnios, albaneses, croatas, macedónios e montenegrinos "unidos" numa só nação, também Saddam mantinha uma relativa ordem sobre o ancestral ódio xiita/sunita, à custa de, claro, "métodos menos democráticos".

Bush expulsou e matou Saddam, mas abriu a caixa de Pandora. Chegamos assim, passados cinco anos, a um Iraque feito em frangalhos, uma terra de bandidos onde se chega ao cúmulo de ter que se comprar gasolina no mercado negro (isto no segundo maior produtor de petróleo do mundo). Pelo meio temos Abu Ghraib, Guantánamo, o enforcamento de Saddam a ser transmitido para todo o mundo, etc.

Chegamos a 2008, e segundo o precioso site "Iraq Body Count", baixas aproximadas de:

Iraq Body Count web counter


Para além da "estatística" próxima dos 90.000 mortos, há uma despesa diária de 12.000.000 de dólares por dia.

No entanto, e segundo declarações do Presidente Bush, "valeu a pena", dado que foi uma "vitória estratégica sobre os inimigos no Iraque", segundo este linque do Yahoo!. Para Bush talvez tenha sido uma vitória, dado que foi re-eleito Presidente dos EUA, dado que, segundo o average american citizen, tornou o Mundo um país mais seguro, apesar de vivermos numa constante ameaça terrorista, e parecer-me que atirar mais gasolina (olha, outro assunto interessante - já só falta referir que havia interesses económicos na invasão do Iraque) para um incêndio fora de controlo que é o terrorismo.

O sítio Iraq Body Count tem um interessante artigo acerca de quem ganhou e perdeu a guerra, e o que foi ganho e perdido. Aconselho-vos seriamente a ler o artigo neste endereço.
Deixo uma apenas uma citação que aparece no final do artigo:


"And we, the Britishand American public [and the rest of the world] ? What have we won? What have we lost? We have actually won nothing, not even our security. And we have lost something too: a little of our self-respect. A little of our conviction in our virtue, in our values and in our role as the defenders of all that is good and fair."

P.S.: E pensar que eu era neutro, e a pender para a invasão.... Espero ter-me retratado aqui.

sábado, março 15, 2008

Humor estúpido

Às vezes dou comigo a rir-me com coisas absolutamente idiotas. Humor não inteligente, humor sem sentido, mas que no entanto nos faz mandar umas boas gargalhadas. E eu que pensava que tinha um gosto refinado... :-)

Fiquem com Nuno Markl e o seu amigo Bruno Aleixo de Coimbra. A gerência de "À Volta do Mundo" dá um prémio simbólico a quem me indicar que raio de animal é o Bruno Aleixo :-)



Hmmmm! Carapaus à espanhola! LOL!

quarta-feira, março 12, 2008

A regra dos três

"Esteja alerta para a regra dos três. O que você dá retornará para você. Essa lição você tem que aprender".

É assim que vai ser no próximo dia 27 de Março. Um novo trabalho pela terceira vez, que abre com esta frase, sim, sem traduções, apenas com sotaque do Brasil.


Os Portishead regressam no concerto mais aguardado do ano, na minha opinião. E eu vou ter a sorte de estar lá.

I am counting the days already...

Mais info sobre o novo álbum aqui.

P.S.: Não sei qual a fórmula da regra dos três, mas há certas premissas que parecem falhar, nomeadamente certas pessoas para as quais podemos ser o maior FDP do mundo ou Gandhi, mas... "nada [de bom] retornará para você". Preciso possivelmente de ver com mais detalhe a dita fórmula... ou como diria alguém que conheço: "Ou então não."

Independentemente disso, espero um concerto à altura da banda. Espero as misturas fantásticas de Dummy, o intimismo negro (e fenomenal!) de Portishead e o mistério que é Third. E isso é qu realmente interessa. O resto é conversa...

More News to Come...

domingo, março 09, 2008

Adivinhem quem chegou!

Na quinta feira passada andei de T-Shirt pela primeira vez.

Hoje coloquei os meus óculos de sol pela primeira vez.

É oficial. O Inverno foi-se. Que chegue a luz da Primavera.

sexta-feira, março 07, 2008

Alone in the Dark


...é o nome de uma série de jogos de computador famosos...

Mas neste caso foi o que me aconteceu ontem à noite, felizmente apenas por alguns minutos.

De repente, o ruído de "House" é substituído apenas por longínquo soar de um alarme. Tudo escuro, menos o ecrã do meu laptop. As persianas dos vizinhos, surpresos também, abrem-se, em busca de uma luz que não aparece.

O telemóvel serviu de lanterna até encontrar a vela que já esperava uso há 18 meses.


Felizmente que após alguns minutos de escuridão, a luz voltou... como sempre!

Não tenho medo do escuro, mas nestas circunstâncias, a sensação é no mínimo estranha e de impotência, especialmente pelo inesperado. Enfim, experiências novas dos dias que correm...

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Into the Wild

Tenho sido presenteado recentemente com momentos raros de bom cinema. E regressei agora de mais um momento fantástico.

Pela segunda vez na vida saio da sala quase sem palavras, com a a respiração alterada, com a percepção (sei lá de quê!) alterada, a pensar no sentido de tudo e de nada. A primeira vez passou-se com o diametralmente oposto "Fight Club", e desta vez com a obra-prima de Sean Penn, "Into the Wild".



A viagem de alguém que se quer libertar do que o atormenta (mas que na verdade não fez mais do que fugir... e já estou a falar de mais!), e que nos faz sentir, como diz a expressão "uns meninos".

Esqueçam a merda do vosso conforto material, do vosso carro, do vosso computador, dos sapatos, da merda do empréstimo que vos atormenta, das pessoas com que se relacionam e que não prestam. Deitem tudo fora e vivam. Vivam como Cristopher McCandless.

Não é um filme fácil, mas é um filme lindo, e a palavra chave aqui é uma só: visceral.

Notas especiais para todas as belíssimas citações do filme, de autores como Thoreau e Tolstoi. Uma especial menção para talvez a última citação, escrita pela mão da personagem principal entre dois parágrafos de um livro. Verdadeira...

Uma outra nota especial para a banda sonora. Basta ouvir os primeiros 10 segundos do filme para perceber quem canta e dar conta que a música tem um papel preponderante nas 2:20 horas seguintes. O Eddie Vedder é sem dúvida o homem certo.

Curiosamente, não quero ver o filme de novo tão cedo. O estado em que nos deixa não recomenda segunda dose sem recuperar as nódoas negras da primeira vez.

Quem ainda não foi... só recomendo que vá. Deixe o capacete e a armadura em casa e vá, despido de tudo o que é defesa, levar uma boa porrada. Sabe bem e a mente agradece. Vão por mim.

domingo, fevereiro 17, 2008

Fim de Semana Gastronómico - Parte I

Este fim de semana foi talvez dos mais pantagruélicos que tenho memória. Comi bem e (infelizmente para a minha saudinha) comi também muito. Mas soube bem...

Comecei com um jantar no grande Tapadinha. Comida russa, comida boa. Caro q.b., mas não só vale pelo paladar, como pelo ambiente do restaurante, no mínimo digno de despertar interesse.

Comecei com uma vodka ritual (desta vez de maracujá). Má ideia, deveria ter apostado numa vodka de marca, sem sabor. Não seria nenhuma Grey Goose, mas pelo menos algo com mais qualidade.

A entrada consistiu numa salada de caranguejo com maçã, algo desinteressante e deslavada. Tive no entanto a oportunidade de experimentar algo verdadeiramente inovador e saboroso: borshe, ou seja, uma sopa à base de beterraba e cebola, uma verdadeira delícia. A experimentar de uma próxima vez. Interessante também foi um couvert de ovo com anchova, muito bom!

Como prato principal, escolhi o óbvio: um bife tártaro, um verdadeiro manjar dos deuses, acompanhado de batatas fritas em cubos (um pouco salgadas) e uns saborosíssimos e adequados vegetais avinagrados (cenoura e beterraba, neste caso).
Para quem não sabe o que é um bife tártaro, não é mais do que carne de vaca (ou cavalo) levemente marinado, frio, e sim, cru, com especiarias e alcaparras, que depois é colocado em frio e servido numa tigela.

O mistério é que de facto a carne se desfaz na boca sem necessidade de ser mastigada. Uma experiência única.

Pequena nota para a Baltika Nº 6 que serviu de bebida: cerveja forte, preta. Um pouco forte de mais e com sabor a menos para o meu gosto. Mas bebe-se...

Terminei com um tarte de queijo com mel e nozes, que não estava mal, não senhor.

Preço final: 28 euros. Preço muito razoável para a lauta refeição. Jantar longo, bom ambiente, no qual os clientes parecem estar mais interessados em saborear a refeição do que entreter-se com conversas (o que não deixa de ser interessante, considerando a densidade de mesas.

sábado, fevereiro 09, 2008

Música de antanho

É o que dá visitar a casa da avó: muita bela música na bela cassete.

(a qualidade da foto não está 100%, mas dá para perceber; clicar na foto para aumentar)

E este sistema de som de antanho? Ah pois é! :-)

Mas não se precupem, que sei que o que hoje é moderno amanhã de antanho será... as cassetes, as aparelhagens, e às vezes até nós!

Pegadas na Neve

E se as marcas que nos deixam nesta vida fossem como estas pegadas na neve, ou seja, se se derretessem aos primeiros pingos de chuva ou raios de sol?

Munique, 15-11-2007

De uma coisa estou certo, estas pegadas já se apagaram de Munique...

domingo, fevereiro 03, 2008

Paga, caloteiro!

Hoje apanhei o susto de uma vida, ou quase...

Uns minutos após o envio de um a mensagem de e-mail por parte do meu pai, este recebe-a devolvida, com a indicação que o domínio não existe.

Após algum espanto e incredulidade, decido verificar... e de facto o domínio, para o servidor de DNS da Net que sai pelo cabo, não existe!!!

Vou de imediato ao meu gestor de domínios, que me indica que este tinha expirado no dia 31 de Janeiro de 2008... e eu tinha-me esquecido de o renovar!!!

Procedi de imediato à renovação do mesmo, tendo em seguida reposto as correctas configurações de e-mail no meu fornecedor deste serviço. Tempo total de downtime, cerca de 12 horas apenas, espero (já bem bom foi o prazo ter-se extendido mais 2 dias do que era suposto!)

Assim sendo, para quem me enviou e-mails para o endereço do costume e os teve devolvidos: descansem, o e-mail está de volta nos próximos dois anos, e aguarda as vossas mensagens, claro! Venham ela, que ele não tem medo!!! Quantas são, quantas são???? :-)

Moda na Arábia Saudita

Muitos de vós pensarão que a Arábia Saudita é uma sociedade repressora, e que por exemplo, mesmo comprar roupa será um trabalho complicado.

Facto 1: Sim, as lojas de roupa interior feminina estão de um modo geral em pisos interditos a homens (pelo menos as que vi... foi muito ao longe, porque simplesmente tinha o acesso barrado).

Facto 2: O resto das roupas não deverá representar qualquer problema. Quer dizer... quase! Senão verifiquem esta fotografia tirada à porta de um centro comercial.

Mas que raio fizeram aos modelos???
Creio que software do estilo do Adobe Photoshop deve ser muito popular por estes lados. Por exemplo, ir a uma loja de música é um regalo para quem deseja ver capaz alternativas: se por ventura o álbum em questão é um pouco mais "atrevido", como por exemplo no caso desta compilação de Mariah Carey:

Vocês acham mesmo que esta é a capa saudita do álbum? Não não! A moda saudita indica o caminho: um pouco de Photoshop e magicamente aparecem umas belas calças nas pernas da cantora (e, apesar de não me recordar, estou em crer que o top tambem não seria igual). O que na verdade é uma lástima, dado que a capa é a única coisa do álbum que é mesmo, como o título, #1... pena não ter uma imagem da capa alternativa. :-(

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

RAP no Café com Letras

Tive o privilégio de na noite de quarta-feira passada ter estado presente na Biblioteca Municipal de Oeiras, onde Ricardo Araújo Pereira veio falar para uma audiência que mal cabia dentro da sala (segundo se disse, chegou a exceder a de José Saramago e Lobo Antunes).


Tendo chegado 20 minutos antes da hora, encontrei um lugar sentado (ao contrário das largas dezenas de pessoas que tiveram que permancer em pé ou sentar-se nas escadas). Esperei pacientemente até que Carlos Vaz Marques, o anfitrião, o trouxe até nós. Foram duas horas que passaram depressa e onde RAP demonstrou toda a sua cultura literária, que vão desde sonetos de Bocage, Pessoa (que ele sabe de cor), a José Gomes Ferreira, Lobo Antunes, etc.

Incrível também a facilidade com que consegue "sacar" uma piada de basicamente qualquer assunto. Mesmo sabendo que o seu principal ganha-pão é a escrita humorística, fazer humor "em cima do acontecimento" requer uma dose de genialidade extra!

Por mim, estou fã da iniciativa Café Com Letras. Perder duas horas da nossa vida a ouvir alguém tão inteligente como Ricardo Araújo Pereira a falar sobre diversos assuntos é uma honra. Venham mais assim!

Gostaria de vos deixar com um poema de Bocage, também recitado por RAP. A beleza e a subtileza de um génio :-)

"É pau, e rei dos paus, não marmeleiro, Bem que duas gamboas lhe lobrigo; Dá leite, sem ser árvore de figo, Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro: Verga, e não quebra, como zambujeiro; Oco, qual sabugueiro tem o umbigo; Brando às vezes, qual vime, está consigo; Outras vezes mais rijo que um pinheiro: À roda da raiz produz carqueja: Todo o resto do tronco é calvo e nu; Nem cedro, nem pau-santo mais negreja! Para carvalho ser falta-lhe um U; Adivinhem agora que pau seja, E quem adivinhar meta-o no cu."


Rex mortus est, vivat Rex!

... assim se pensava no final do dia 1 de Fevereiro de 1908, faz hoje precisamente 100 anos. El-Rei D. Carlos regressa a Lisboa vindo de Vila Viçosa, encontrando uma Lisboa tensa, e onde forças mais ou menos radicais congeminavam mudanças mais ou menos radicais. João Franco escapa por sorte a um atentado uns dias antes (simplesmente por ter alterado o seu itinerário nesse dia), e alguém tinha que pagar com o sangue a desgraça da uma Pátria cada vez mais ridícula e miserável, na opinião de muitos.


D. Carlos nega escolta policial reforçada e mesmo o contingente de protecção habitual é reduzido. Para agravar a situação, desloca-se num landau, carruagem aberta, recusando um automóvel. Todas estas circunstâncias contribuiram para o sucesso de Alfredo Costa e Manuel Buiça , tendo este último, exímio atirador e ex-instrutor de tiro no Exército, o responsável pelas balas que mataram o monarca português em pleno Terreiro do Paço. O Príncipe da Coroa, D. Luís Filipe, é também atingido mortalmente.

...e o resto já se sabe. O infante D. Manuel é rei por 2 anos e 8 meses, a I República, o Estado Novo, o 25 Abril... e chegamos ao dia de hoje.

Sempre achei este tema fascinante, e uma das minhas prendas de Natal foi este livro, que descreve com detalhe as movimentações dos diversos grupos existentes, e toda a evolução até ao dia em causa.

Interessante porém a existência de um dito "Site Oficial do Regicídio", que nos brinda à entrada com .... A Portuguesa??? (Porque não o Hymno da Carta?), onde D. Duarte Pio, Príncipe Herdeiro, refere algo muito interessante: "se o 5 de Outubro de 1910 tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso".

Sou profundamente republicano e recuso liminamente responsabilidades de Estado a alguém só por ser filho de quem manda, mas a verdade é que, após ler um pouco sobre o assunto, concluo que apenas sectores mais extremos como a Carbonária queriam a revolução a qualquer preço, e que de qualquer modo o João Franco era o alvo principal a abater.

Não concordo com o que diz D. Duarte, mas vejo as coisas da seguinte forma: se o regicídio tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso: a I República nunca se conseguiu libertar do seu cariz revolucionário e anti clerical e estabilizar o País. O Presidente Sidónio Pais é inclusivamente assassinado em 1918. E depois vem a ordem... a ordem de um Estado Novo que nos amordaçou durante 48 anos. Quem sabe se o 5 de Outubro teria ocorrido com um Rei mais experiente no poder... Há historiadores que defendem que se D. Carlos tivesse sobrevivido, Portugal poderia eventualmente entrar numa estabilidade que não via em muitas décadas. Se assim fosse, uma coisa teríamos tido em maior quantidade e qualidade: democracia.

... e perdoem-me a especulação! :-)

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Sunset of an era

Comporta (Tróia), 30/12/2007

Com 2007 termina mais do que um ano, termina muito mais. "Amanhã" é outro dia. "Hoje" é dia de deitar fora o que é velho e adoptar o que é novo.

Obrigado à pessoa que me ajudou a tirar a fotografia (ou foste tu mesmo???)

terça-feira, janeiro 22, 2008

E quem disse que era proibido álcool na Arábia Saudita?

Ei-los: Tinto e Branco!






Quer dizer, diz que é uma espécie de vinho... acho que ali nunca refere a palavra "Vinho", mas já dá para enganar! :-) ... e claro, sem álcool! :-)

Vou suicidar-me... ou mudar para aqui - CORRIGIDO


"À Volta do Mundo" vem por este modo penitenciar-se pela gravíssima falha no que diz respeito ao preço da gasolina. Fica aqui uma foto.
Portanto, 33 Riyals são... €6.

As minhas desculpas.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Vou suicidar-me... ou mudar para aqui

O meu amigo Osama acabou de encher o depósito do seu Ford Crown Victoria (com um singelo motor de 4.6 litros) com 56 litros de gasolina. Preço total: 53 Rials, ou seja, €9,6 ao câmbio de hoje.

Sem mais comentários.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Vai um cafezinho?

Dado que a minha reserva no hotel não me brinda com pequeno almoço, sou obrigado a tomá-lo num café, o que me obriga a caminhar cerca de 20 minutos em jejum todos os dias pela manhã (o que dá que pensar: pesei-me hoje e estou ligeiramente mais magro, apesar das carradas que comida que tenho ingerido ultimamente). Assim sendo, pequeno almoço é no Java Café. Ei-lo:

(Serve a presente para avaliar também alguns dos veículos da cidade)

Finalmente um cafezinho classy onde se comer (tomar um pequeno almoço tipicamente árabe é ainda um desafio para o qual não me sinto qualificado: isso sim, é fácil de encontrar). Mais ainda, o pequeno almoço é para mim uma refeição importantíssima: detesto meter qualquer coisa para a boca à pressa, para despachar, antes de ir trabalhar, e se pudesse, tomá-lo-ia todos os dias numa esplanada, ou num sofá como os do Java Café, a ler o jornal, de modo a que demorasse no mínimo uma meia hora, com calma, a saborear cada pedaço da minha torrada e do meu galão, enquanto ia acordando lentamente.

Infelizmente, na zona onde estou alojado (a zona dos ministérios) não abundam estabelecimentos do género. E isto leva-me ao tema a vinda de uma cadeia internacional de cafés para o nosso país, que na minha opinião, só peca por tardia.

Somos um povo com um café excelente, mas somo também um povo monolítico e cego no que diz respeito ao café, por norma. Isto porque já temos uma instituição portuguesa chamada "O Café", não a bebida, ou o grão, mas o estabelecimento comercial, onde, com mais ou menos qualidade se serve uma panóplia de coisas, desde bolos, a pastilha elástica, o pãozito para se levar para casa, uma imperial, um copo de 3 tinto, ou seja, é a evolução natural da taberna à boa maneira portuguesa.

E o que tem isso de mal? Nada. Mas nada, se não fechar as perspectivas para algo mais (porque num café, um café ou é um café - gostei desta :-) - ou um galão, ou uma meia de leite). Só muito recentemente começaram a surgir no nosso país formas diferentes de apreciar um café:
E que tal se em vez das cadeiras do café, surgissem umas poltronas coloridas, onde um grupo de amigos se pudesse sentar e conviver?
E que tal se se déssemos conta que existe vida para além do café expresso? E que as capacidades para se inventar um pouco (frappé, capuccino, etc.) irão requerer sempre um óptimo expresso? (e nisso nós somos mestres!).

A vinda da Starbucks para Portugal representa um enorme desafio para a marca: traz consigo tudo o que referi acima, menos, infelizmente, um bom expresso. E mais ainda, cobra caro por uma chávena de expresso e serve-o mal e porcamente num copo de plástico. E isso para um português é simplesmente insultuoso (e eu concordo!). Ainda recentemente tive a experiência de tomar um expresso numa concorrente, a San Francisco Coffee Company, em Munique, e a experiência foi muito pouco positiva e pode ser resumida a duas palavras: queimado e caro (€2), mas ao menos não foi, salvo erro, num copo de plástico. Isto porque quem lá trabalha, acima de tudo, não faz a mínima ideia a que um bom expresso deve saber.

Estou assim curioso para saber qual será o preço de um expresso no Starbucks. Tenho a certeza que não serão €0,60, mas acima de tudo quero verificar a sua qualidade. Espero que a empresa aproveite a nossa expertise para melhorar um pouco aquele sabor azedo e queimado, sem no entanto perder toda a sua imaginação de um caramel macchiato, ou de um frappucino. E claro... os blueberry muffins e afins, que fazem parte do meu imaginário desde o final de 2002.

Anseio por usá-lo como refúgio de uma tarde pardacenta na baixa, vítima do inverno português, frio e húmido, no seu pior. Ou acabar sentado a gozar o ar condicionado, enquanto degusto um gelado frappucino que me baixa a temperatura escaldante do verão lisboeta.
Sentar-me confortavelmente num sofá, ver quem passa, ler um livro, conversar, conviver...

Quando a primeira loja abrir, lá estarei. E espero não me enganar ao dizer que espero ser cliente regular.

Ver um jogo da Super Liga em directo... em Riade!

Estava eu muito descansado a ver TV, quando o meu colega BM me telefona para o quarto, referindo que está a dar o Sporting na televisão! Em menos de um minuto faço zapping até encontrar a Al-Jazeera Sports, que transmitia o Académica vs. Sporting! Agora vamos esquecer o resultado e fazer de conta que devemos ser a equipa com mais pontos perdidos nos últimos 5 minutos. Alguns screenshots para provar o ocorrido. Interessantes são também os comentários de Rabah Madjer. Pena é serem em árabe. :-)


TvCabo compra TvTel

Segundo as notícias de hoje, a TvCabo prepara-se para tentar comprar a TvTel. Antes de mais, um pequeno comentário em forma de poema:

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
[...]

Escolhi este excerto de um poema dos Vampiros de Zeca Afonso porque foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Nada como eliminar a concorrência... comprando-a. E assim vai a TvCabo, alegremente, destruir qualquer tentativa de inovar e de prestar melhor serviço em Portugal.

Pelos vistos a Pluricanal e BragaTel já estão alvo de compra, tendo a Autoridade de Concorrência autorizado o pedido. Segue-se a TvTel. Alguém me diga o que resta no mercado português a não serem as grandes empresas? Alguém me diz quantos operadores por cabo restam no nosso país?

Outro aspecto a considerar é que com a compra da TvTel, a TvCabo adquire uma boa infra-estrutura de Fibre to the Home na região da Grande Lisboa. A única no país, pelo que sei.

Sou um cliente TvTel (Triple Play) e estou muito contente com o serviço, de um modo geral. Sei que não me podem tirar o que já tenho, mas temo ficar de novo com os standards TvCabo. Tenho orgulhosamente 30Mbits por fibra (e acreditem, são mesmo 30, testado!) por um preço que faz a TvCabo corar. Talvez o serviço de televisão da TvCabo seja melhor, mas a nível de internet... a TvCabo está no passado.

E claro, à semelhança de muitos clientes, o que mais temo nem é a qualidade dos serviços core prestados ao cliente, é mesmo a qualidade do atendimento ao cliente e principalmente a facturação, que pelo que sei é de bradar aos céus no caso do maior operador por cabo de Portugal.

Esperemos que a equipa de Abel Mateus tenha algum bom senso e não aprove a compra. Seja como for, são cada vez menos Davids a lutar contra Golias.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Feliz Ano Novo de 1428!

Não, não é uma piada ao estilo do Gato Fedorento! Celebra-se hoje no mundo árabe o Ano da Graça^H^H^H err, o ano Hijra de 1428.

Para quem não sabe, os árabes seguem um calendário Lunar, o que significa sempre uma pequena diferença nas fases da lua e faz com que os dois meses do seu calendário tenham por norma 28 ou 29 dias.

De qualquer modo, assinala-se hoje a saída do Profeta Maomé da cidade de Medina, a Hijra. Tecnicamente, a primeira Hijra ocorreu no 622 da era cristã.

Infelizmente para nós, o novo ano árabe não é celebrado, pelo que foi mais um dia de trabalho como outro qualquer. De qualquer modo, ainda me falta celebrar o ano novo chinês que será, penso eu, no dia 6 de Fevereiro! :-)

Nova Sede

"À Volta do Mundo" acabou de sediar Riade, no Reino da Arábia Saudita, nos próximos tempos.

Cheguei ontem. É sem dúvida um mundo completamente diferente.

Esqueçam a vida ocidental. Esqueçam copos. Esqueçam mulheres bonitas. Esqueçam noitadas. E centrem-se no mote "Estamos aqui é para trabalhar".

Simplesmente... portem-se bem!

domingo, janeiro 06, 2008

Comptine d'un autre été: L'après midi

Desde há uns dias que ando com esta música na cabeça, talvez relacionado com o meu estado de espírito. Para quem não conhece, faz parte da banda sonora de "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain", composta pelo grande Yann Tiersen.

Sublime... como o filme. Talvez o melhor filme que nos faz sair da sala de cinema a pensar "O mundo é lindo". E como precisamos disso hoje em dia.



P.S.: O vídeo é absolutamente acessório. Mas não deixa de ser uma história bonita...

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Recordações de Infância

Piascas... por acaso nunca tive nenhuma... sempre tive só peões...


Foto tirada numa transversal da Avenida da Igreja, em pleno centro de Lisboa.
Ver um pião faz-me sentir tão velho... no sentido em que a nova geração olha para eles como sendo uma coisa absolutamente primitiva, e, o que é ainda mais preocupante, fica a pensar "Era assim que esta gente se divertia quando era mais nova?".

A resposta é: no passado não havia "payshtationshes" e quejandas. Devia ser uma vidinha muito aborrecida, não era? :-D

What's been running in my head - Part II

Talvez a minha música preferida de Anathema... esta jovem do MySpace, possivelmente também fã da música, decidiu em boa hora fazer um vídeo.

Apesar de bonito, a ideia que tenho deste vídeo (principalmente na parte mais violenta) é de alguém dentro de uma sala almofada, a chocalhar como uma pedra dentro de uma lata... não me perguntem porquê!

Disfrutem... uma música única. Ouçam MUITO ALTO e com muita atenção.

Anathema - Violence

terça-feira, dezembro 25, 2007

What's been running in my head - Part I

"Am Universum" é para mim um álbum pleno de originalidade, e uma surpresa agradável após o "Tales From The Thousand Lakes", em que os ambiente Doom/Death da obra de 1994 estavam um pouco à frente de mais para o que eu ouvia na época (talvez a voz gutural me causasse alguma urticária, não sei...)

Deixo-vos assim um dos melhores momentos de Am Universum, "Alone". Uma música muito intensa para um clipe essencialmente onírico e, que infelizmente, "amputa" os últimos 90 segundos de um belíssimo instrumental (não consegui encontrar a versão completa), assim como parte do início. :-(



Concerto de Natal

Prometi a mim próprio que este blogue iria "ignorar" o Natal, pelo simples facto de, na minha opinião, escrever uma posta a desejar as Boas Festas aos (poucos) leitores deste blogue não fazia sentido (espero ter-lhes desejado tal de uma maneira ou de outra, mas de uma forma mais directa que via uma posta).

Porém, é incontornável mencionar tal época festiva quando é precisamente nesta altura do ano que abundam os concertos de música clássica. E foi precisamente a um destes concertos que tive a felicidade de assistir. A Orquestra Metropolitana de Lisboa presentou-nos com um belíssimo concerto, dividido entre Arcangelo Corelli (Concerto Grosso, Op. 6, n.º 8, Fatto per la notte di natale), e Giacomo Puccini (Missa de Glória), num palco que, apesar de não possuir uma acústica perfeita (facto que se sentia mais na obra de Puccini, onde o efeito de reverbação era notório quando os instrumentos de sopro adquiriam maior preponderância): a Igreja de S. Domingos, em plena Baixa lisboeta.
Para quem não conhece, este templo, construído no séc. XVIII, sofreu um sério incêndio em 1958, que destruiu todo o interior opulento e barroco. Por motivos que desconheço, o restauro foi mínimo, deixando praticamente nuas, numa beleza invulgar, as paredes e colunas outrora resplandecentes de talha dourada. Uma visita imperdível para quem vier a Lisboa!

O local, como já referi, era fantástico, a entrada era livre e o público, apesar de por vezes se esquecer que não se aplaude entre os andamentos da obra, era respeitador (e diga-se, de passagem, na sua maioria, mais velho que eu!).

Por fim, quanto à interpretação da orquestra, não sou suficientemente experiente para avaliar tal, mas posso dizer que gostei, e o concerto foi uma excelente escolha para uma noite de uma semana apinhada de jantares e saídas de Natal!

Agradecimento especial à alucinada que se vê perseguida por um limão azul pela proposta e companhia!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

E você, não quer um saquinho plástico também?

Como se sabe, o Governo pensou impor uma taxa de €0,05 sobre os sacos plásticos que todos os dias utilizamos nos supermercados, etc.

A propósito disso, Joana Amaral Dias escreveu uma deliciosa crónica no Público, onde o Sr. José, da mercearia da esquina, faz cara feia quando a cronista recusa mais um saco plástico.

Estamos de tal maneira inundados em sacos plásticos que ignoramos que anualmente são produzidas toneladas de plásticos que usamos uma vez e deitamos fora, como quem deita o caroço de uma peça de fruta. A média de vida de cada saco é de uns efémeros... 12 minutos, ou seja, em toda a sua vida, usamos um saco plásticos 12 minutos. Ora, por muito que este objecto se transforme numa commodity, tal não significa que seja grátis!

É precisamente por ser grátis que desperdiçamos tantos sacos diariamente. E é precisamente também por isso que uma taxa mínima iria reduzir drasticamente o consumo destes sacos.

Veja-se o exemplo do Lidl e do Pingo Doce, onde os clientes já levam sacos de casa. Tudo decorre de forma pacífica. Eu, por minha vez, comprei dois sacos, que me custaram €0,10 cada, e que são trocados gratuitamente assim que se estragarem. Já troquei um, e só lamento esquecer-me deles no carro de vez em quando.

Mesmo assim, tenho um superavit de sacos brutal. Já recuso sacos sempre que necessito, e tenho sempre a sensação que esta recusa, tal e qual como acontece com o merceeiro da crónica de Joana Amaral Dias, causa estranheza.

Não consigo ver uma única razão para não se pagar por um bem; o único motivo seria o facto de nunca termos pago por tal, mas o que está mal, corrige-se. Na Irlanda, em 2002, o Governo impôs uma taxa de €0,12 (!!!), o que fez com que o número de sacos que cada irlandês levasse para casa anualmente descesse de 328 para.... 21 em 2005, e fizeram com que os sacos plásticos, que representavam 5% do total de lixo do país, descessem para 0,22%. Medidas semelhantes estão a ser aplicadas em países como Quénia, Ruanda e Tanzânia.

Porém, no site do Público, ainda há "tugas" (que palavra tão feia, mas condiz com estes seres) que encaram o português no seu pior: acomodado, pedinchão, comodista e que deita a culpa para cima dos outros. Desde pessoas que acham que, ironicamente, também deve ser aplicada uma taxa sobre preservativos (que eu saiba, esses pagam-se, e bem, e se formos a calcular a pegada ecológica de preservativos vs. sacos plásticos... quem comentou isto deve ser MUITO MACHO!), aos que acham que os supermercados deviam ser obrigados a dispensar embalagens (grátis, claro!) ecológicas.

Gostaria de deixar no entanto a opinão de dois super-tugas. Estes sim, representam o que mais triste temos.

Um tuga do Porto revela a sua opinião:

"O xerife de Nottingham já arranjou uma forma de nos ir ao bolso. Quando aparecerá um Robin Hood português para nos salvar desta espécie?"

Ou seja, contra-argumentos = ZERO. Boa! Motivações para esta taxa? Não interessa, temos que pagar, e não pago mais um cêntimo, seja pelo que for!

Já uma tuga da Maia regurgita:

"Realmente só nos falta pagar 'taxas' pelos sacos de plástico dos supermercados! Se isso acontecer, a partir desse dia começo a pôr o lixo, seja ele qual fôr, em qualquer sítio e qualquer lugar [gostei do pleonasmo, revela inspiração poética!]. A separação do lixo em minha casa vai acabar imediatamente e a minha preocupação de levar o lixo aos ecopontos também termina."

Mais uma que não só exprime a sua ira perante um "direito adquirido", ou seja, nadar em sacos plástico! (iupi! Ainda bem que o 25 de Abril nos trouxe alguma coisa boa!)... como também ameaça despejar lixo, em qualquer sítio e qualquer lugar (sic). Era bom é que essa senhora me avisasse quando o fosse fazer: assim verificava que poderia comprar muitos sacos plásticos com o dinheiro que iria pagar em multas por deitar lixo em locais impróprios! Já agora, e para terminar: já pensou em reciclar-se (sim, a si própria!), podia ser que o resultado fosse melhor que o actual!

Só uma pequena questão para este tugas e para todos os que emitem opiniões semelhantes... com a excepção das novas embalagens PET, que pelos vistos são recicláveis e biodegradáveis... quantas centenas de anos demora um saco plástico a decompôr-se? Pensem nisso. Ou então encontrem outra maneira de refrear o consumo compulsivo destes fantásticos adereços do nosso dia a dia.

domingo, dezembro 09, 2007

Ena, tantos!

Toda o macho que é macho já fantasiou em ter uma fêmea (sim, macho para fêmea... o amor não tem nada a ver com esta parte!) que se viesse uma dúzia de vezes seguida e se julgasse o maior amante do mundo.

...mas... e se em vez de uma dúzia de vezes fossem cerca de 200 POR DIA?

Ah pois é! O grande jornal de referência dos trolhas ingleses, de seu nome "News of the World" publicou o relato de uma jovem que é... sensível! Fica aqui um dos muitos linques possíveis.

Conviver com esta mulher deve ter traços de bizarria. Imagino o que é estar muito bem a falar com ela, ela faz uma careta enquanto bebe um copo de água, e perguntamos: "O que foi, engasgaste-te, a água sabe mal?", ao que ela responderia "Não, apenas tive um orgasmo, desculpa!"

Pelos vistos a doença existe mesmo e chama-se Síndrome de Excitação Sexual Persistente, o que causa com que o acontecimento mais banal cause um orgasmo. Muitos dos milhões de leitores deste blogue :-) estarão a gozar com a situação (no pun intended!!!), mas se calhar ter tão pouco trabalho para fazer a mulher atingir um orgasmo também não deve ser fácil.

Enfim... e pensar que há mulheres que não conseguem durante a sua vida toda 1/200 do que esta jovem de 24 anos consegue em 24 horas!

Este linque explica porque é que tanto orgasmo num só dia pode ser... no mínimo, desinteressante, e que não devemos confundir esta situação com a famosa ninfomania.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Can I Play With Madness?

Bonito bonito é a Sony ter escolhido a música que faz o título desta posta para um dos seus anúncios dos novos dispositivos HD!

Escolheram uma das músicas mais vulgares...mas é melhor que as "Just Girls"* , por exemplo!



* - Se não conhecem as Just Girls, não se preocupem. Eu também não conhecia até ontem. E também não estou orgulhoso em conhecer. Para quem ainda está curioso, pode ficar a saber que é mais uma banda feita na fábrica de êxitos (ou deveria dizer fábrica de dinheiro) que são os Morangos com Açúcar.

terça-feira, novembro 27, 2007

Rádio

Nunca vi a rádio como a maior parte das pessoas das minha geração a vêem, ou seja, como algo que serve para ouvir a musiquinha da moda, ou como trend setters de uma geração. Com honrosas excepções, a música que passa na rádio é má, popularucha, e tira à maior parte das pessoas o fardo de pensarem que "pode haver algo mais" para além do que passa na rádio, esquecendo-se do poder das editoras na difusão da sua música. Certas emissoras fazem-me mesmo lembrar autênticas fábricas de "rações" para gado que abre os ouvidos para não morrer de silêncio como uma vaca não morre de fome.

Para mim a rádio acima de tudo é palavra. Como meio de comunicação social. Como meio de transmissão de conhecimento. E como companhia. Sempre foi o meu meio preferido de informação, ganhando sem dúvida à televisão (o meu iAudio X5 tem rádio por algum motivo). A utilização dos podcasts então são mesmo ouro sobre azul: poder ouvir o que queremos, quando queremos é fantástico.

Ao viajar de carro, tenho o meu rádio normalmente sintonizado na TSF. É uma rádio moderna e que informa como não conheço mais nenhuma. Uma rádio suficientemente eclética para considerar um álbum de Mão Morta como álbum da semana, para na semana seguinte decidir-se pelos Ganhões de Castro Verde, ou seja, Cante Alentejano.
Porém, desta vez decidi-me pela Antena 1. Sem desgostar da estação, tem uma aproximação mais conservadora que não me agrada tanto, mas rádio à qual volto de vez em quando.
E em boa hora o fiz esta noite, ao reencontrar o grande Alma Nostra, com Carlos Amaral Dias e Carlos Magno. Tive a sorte de os escutar ao Sábado de manhã em tempos idos, mas depois desapareceu de circulação (pelo menos nesse horário!), pelo que o julguei removido da grelha de programas da Antena 1. Afinal, parece que não! Cá estão eles às Terças-Feiras!

Por mim, não faltarei a um programa. O meu Palm já tem um lembrete: 3as., às 23:10 - "Alma Nostra".

quarta-feira, novembro 21, 2007

Portuguesas ao Volante

Cenário I:

Avenida da Igreja, Lisboa, cerca das 19:45. Estou parado, aguardando boleia, e observo quem passa.
Uma mulher nos seus trinta aproxima-se calmamente do seu Seat Ibiza, estacionado em segunda fila e com os quatro "piscas" ligados, vinda talvez de um dos muitos estabelecimentos comerciais existentes nesta via.
Mete em seguida a chave na ignição. O motor liga-se, e antes de arrancar, liga o telemóvel, iniciando em seguida a sua marcha, conduzindo com uma mão e segurando no telemóvel com outra.

Cenário II:

Numa das ruas das traseiras do Campo Grande, um jipe encontra-se parado em plena faixa de rodagem. Encostada à porta do condutor, uma senhora conversa com a condutora, em amena cavaqueira. A via está, obviamente, bloqueada, pelo que os veículos que sigam nessa direcção têm obviamente que esperar que não haja trânsito em sentido contrário para avançar. Um deles tem o desplante de buzinar para o dito jipe, ao que a Dondoca que se encontrava na conversa do lado de fora responde: "Ah, parece que está com muita pressa!", indignada.

O facto é que era fim de semana. O facto é que nessas ruas o trânsito é diminuto nesses dias.


Comentário:

O que mais me espantou foi a descontracção com que as ditas senhoras cometeram as duas infracções. Acho que tenho uma curiosidade mórbida em querer saber como funciona o cérebro de alguém assim.

Nos dois cenários, o alheamento das condutoras em relação ao mundo que as rodeia é chocante.
No primeiro caso, o detalhe de arrancar com o telemóvel em utilização (sem auricular, como é óbvio!) é brilhante. Podemos também colocar a hipótese da Senhora Dona nem sequer saber que tal é uma infracção com coima até, salvo erro, €600! Pobrezinha! Já agora, devem ser muitos os condutores portugueses que desconhecem: experimentem ficar numa Avenida com algum trânsito durante meia hora e verifiquem a quantidade de condutores ao telemóvel de forma ilegal!

Já no segundo caso, o termo correcto não é alheamento, mas sim egoísmo mesmo. Como era fim de semana e o trânsito era reduzido, só um idiota acharia incorrecto que alguém conversasse alegremente na faixa de rodagem. Porque ao fim de semana não há emergências, claro! Resta também saber o que faria esta condutora se estivesse na posição oposta, ou seja, tivesse a via obstruída por um motivo absolutamente ... egoísta!

E é este o civismo do bom condutor português...

terça-feira, novembro 20, 2007

Quem tem medo de Hugo Chávez?

Pelo que sei, o Presidente da República da Venezuela, Hugo Chávez, vai estar (ou estará) neste momento no nosso país.
Esta notícia abriu basicamente todos os noticiários, pelo que deduzo que a estada desta pessoa, ainda que por umas horas e a título não-oficial, seja do mais importante que se passou por cá.
Interessante é também o facto de vários noticiários referirem que a visita foi combinada antes do incidente entre Chávez e o Rei de Espanha ("Porque no te callas?").

Resta agora saber porquê.... não porque é que Chávez não se cala, mas antes porque é que todas estas circunstâncias são mencionadas. Teremos por ventura medo da fúria espanhola ao receber o dito político?

É inclusive dada atenção a uma centena de pessoas que se encontram concentradas em frente ao Aeroporto de Figo Maduro, quiçá para homenagear tão excelsa personalidade. A manifestação espontânea foi organizada pela Associação de Amizade Portugal-Cuba (esse país bastião da liberdade!), e mais algumas associações amantes da liberdade. Gostei de ver os cartazes de apoio à "Revolução Bolivariana".

O que vale Chávez, na minha opinião? Nada. O que vale Chávez para Sócrates, na minha opinião? Vale petróleo e gás natural.

O resultado é a "amizade natural" entre Portugal e Venezuela. Chávez, na sua faceta tolerante (quem diria!) até refere reconhecer "outros sistemas e vias"...

... desde que estes não sejam, claro, os sistemas e vias dos Estados Unidos ou de qualquer pessoa que fale contra ele.

Famosas frases de Chávez como "O Diabo esteve aqui, ainda cheira a enxofre", referindo-se a George W. Bush, ou chamar "fascista" de forma gratuita a Jose Maria Aznar, inserem-se na lógica de chamar a atenção de uma forma simples, mas eficaz. Normalmente costumo chamar às pessoas que emitem estas frases de palhaços. Isto porque não acredito que o Hugo Chávez seja um idiota desprovido de sentido de oportunidade. Afinal, foi eleito pelo povo venezuelano, e numa clara jogada de democracia, alterou a lei 230 da Constituição, que referia

O mandato do Presidente da República é de 6 anos. O Presidente pode ser reeleito de imediato, por apenas uma vez, por um novo período.

Ora, tal foi substituído por:

O mandato do Presidente da República é de 7 anos. O Presidente pode ser reeleito de imediato por um novo período.

Os leitores estão autorizados a jogar ao "Veja as diferenças" com as duas leis. É assim a liberdade. Qualquer tentativa de prorrogar indefinidamente a permanência no poder é pura coincidência!

Há depois outras medidas que não têm como objectivo cercear a liberdade de expressão, mas foram apenas... coincidências o facto de estarmos a falar de uma estação de TV que na sua maioria se opunha às políticas de Chávez. Coincidências, de facto, pois o Governo vigente na Venezuela defende a liberdade... a sua liberdade! (esquecendo-se que a sua liberdade termina onde começa a liberdade dos outros... mas isso, à boa maneira da esquerda caduca, não existe! O que existe é um movimento revolucionário - a "sua liberdade" - e os reaccionários - os que são contra a "sua liberdade")

Porque consegue ser Chávez ser seguido por tantos pelo mundo fora como um exemplo a seguir?

Em primeiro lugar porque tem atenção dos órgãos de comunicação social. Tem projecção por onde passa e isso é importantíssimo para se dar a conhecer.

Em segundo lugar, e talvez seja este o motivo mais decisivo, porque é contra o domínio vigente. Tal e qual um Pinto da Costa lutador contra a hegemonia lisboeta, Chávez é um lutador contra o imperialismo americano e o defensor da verdadeira liberdade! Deste modo, mais importante do que ser a favor de algo, Chávez é contra algo. Mais importante que mostrar a inovação nas suas políticas, é mais simples criticar as de outrem.

Não reconheço qualquer mérito a Chávez. As pequenas melhorias em algumas áreas contrastam com carências inimagináveis num país que está nos Top 10 dos produtores de petróleo.

Quem sabe se um dia a Venezuela de Chávez não será o Paraíso na Terra (à moda de Chávez, entenda-se!). Será talvez no dia em que não houver "inimigos da Venezuela". Será também no mesmo dia em que a opinião única, o líder único, o partido único, atingirão o seu pico. Hoje em dia dizemos "Todos diferentes, todos iguais". Nesse dia diremos, "Todos iguais, todos iguais". Não haverá nada contra que lutar, e a perfeição atinge-se. Até já pequenos detalhes, como a direcção para a qual o cavalo presente no escudo da Venezuela corre, foram pensados! É assim o omnisciente Arquitecto da Revolução!

E a isto, adjectivem-no de "científico", de "utópico", ou "bolivariano". Para mim, é uma treta.

Como diria o Professor Marcelo em relação ao referendo da Interrupção Voluntária da Gravidez: "Assim não!"

sábado, outubro 27, 2007

Guarda Nacional Republicana - Toda a Verdade

Creio que hoje a Wikipédia é um sítio na internet que dispensa apresentações. Está lá quase tudo, e contem na maior parte das vezes aquele pedacinho de informação que queremos.

...e não é que de vez em quando aparecem revelações surpreendentes? Procurava ontem eu dados sobre a nossa Guarda Nacional Republicana quando....


Cliquem na imagem e vejam as belas Brigadas que existem na GNR. Pelos menos uma delas para mim é mesmo novidade!

sábado, outubro 13, 2007

Futebol, Fátima, Família?

Será necessário que dos 4 canais mais antigos do país (e ainda os únicos para quem não tem TV Cabo), três transmitam ao mesmo tempo directos da inauguração da nova igreja em Fátima?

Haja pachorra... e haja TV Cabo! Quem não pode (ou não quer) ter TVCabo... que se arranje! Ligue o rádio, veja um filme, se não gostar da 2: !

Enfim, continuamos o mesmo Portugalzinho de sempre.

Para não me chamarem anti-clerical, não vou comentar o nível das respostas dos entrevistados em Fátima acerca da nova igreja. Se viram, talvez entendam o que quero dizer. Se não viram... também não perderam nada!

Recordações de infância

"Quantos queres?"


Alguém ainda se lembra o nome deste artefacto? Acho que cheguei a saber fazer... hoje em dia nem sequer sei usar, se calhar!

Agosto amargo

Sim, sei que Agosto de 2007 já é passado, um passado se calhar já distante nos dias que correm e sobretudo se contarmos com o imediatismo da internet.

Porém, para mim, o mês de Agosto de 2007 não será para esquecer. Infelizmente, porque os acontecimentos que me marcam para o mal ficam na memória tão presentes como os que me marcam para o bem.

Agosto significa para grande parte das pessoas uma palavra: férias. Ou porque se é professor e as férias têm que ser nesse mês obrigatoriamente, ou porque se é funcionário de um restaurante (sito fora das zonas turísticas, como é óbvio) e o dono do estabelecimento decide encerrar para férias, ou então porque se é juíz ou deputado, ou porque se é cônjuge de alguém nessa situação... ou por fim porque se "vai com a manada" porque toda a gente vai.

Sempre fugi deste conceito. Junho, Julho e Setembro são também meses com clima suficientemente chamativo para quem se encaixa - como eu - no estereotipo das férias na praia. E por norma o trabalho também abranda, o que significa que o mês de Agosto acaba por passar, pachorrentamente, entre tarefas menores (até porque os próprios projectos, no meu caso, "abrandam" e é raro haver algum acontecimento mais extraordinário que implique um esforço extraordinário).

Mas... e se...
  1. As tarefas menores forem substituídas por fases críticas de projectos importantes
  2. O chefe estiver de férias (já marcadas há muito tempo)
  3. O substituto do chefe para os projectos for eu
  4. Muita gente estiver de férias (ver terceiro parágrafo desta posta)
A conjugação destes três acontecimento significou que o mês de Agosto foi passado sob constante stresse, trabalho num feriado e fim de semana, reuniões constantes e o trabalhinho do costume...

Em seis anos de trabalho, foi a primeira vez que tal me aconteceu. Foi também a primeira vez que todas as circunstâncias já indicadas se conjugaram (deve ser mais ou menos o que essa grande ciência chamada astrologia chama quando "Vénus está na 4ª. casa e Marte está em conjugação com Neptuno"). Mas mesmo assim, acho que para o ano vou arriscar. Ide todos de férias em Agosto. O País que pare... que eu fico de guarda! :-)

domingo, outubro 07, 2007

Será que sou a única pessoa que já se fartou disto?



Será que sou a única pessoa que ainda não deu conta que a TV escorre azeite quando esta pedacinho de imaginação feito bosta é difundido?

Yo, e s bazassem e foÇem kitar tlms p Marte, ó azeiteiros? (entendem assim?)

Apanhar com isto 3x por intervalo no House dá vontade de desligar a televisão!

sábado, outubro 06, 2007

Tiamat em dose dupla parte II

Conforme prometido, cá vai uma pequena segunda amostra de Tiamat, desta vez a incidir no grande "A Deeper Kind of Slumber". A atmosférica onírica aqui é ainda mais elevada, e confesso que as cheerleaders fazem-me uma confusão terrível :-)



Pena também que a melhor música do álbum, na minha opinião ("Phantasma de Luxe") não tenha um clipe de vídeo. Aconselho vivamente a fãs dos Pink Floyd!

sexta-feira, setembro 28, 2007

Gente com demasiado tempo livre

Por favor percam 3 minutos da vossa vida para ver isto:




Há mesmo gente com demasiado tempo livre...

No entanto, fez-me lembrar um grande jogo da minha adolescência: The Incredible Machine

Dá que pensar no tempo que demorou a planear e a fazer...