domingo, fevereiro 03, 2008

Paga, caloteiro!

Hoje apanhei o susto de uma vida, ou quase...

Uns minutos após o envio de um a mensagem de e-mail por parte do meu pai, este recebe-a devolvida, com a indicação que o domínio não existe.

Após algum espanto e incredulidade, decido verificar... e de facto o domínio, para o servidor de DNS da Net que sai pelo cabo, não existe!!!

Vou de imediato ao meu gestor de domínios, que me indica que este tinha expirado no dia 31 de Janeiro de 2008... e eu tinha-me esquecido de o renovar!!!

Procedi de imediato à renovação do mesmo, tendo em seguida reposto as correctas configurações de e-mail no meu fornecedor deste serviço. Tempo total de downtime, cerca de 12 horas apenas, espero (já bem bom foi o prazo ter-se extendido mais 2 dias do que era suposto!)

Assim sendo, para quem me enviou e-mails para o endereço do costume e os teve devolvidos: descansem, o e-mail está de volta nos próximos dois anos, e aguarda as vossas mensagens, claro! Venham ela, que ele não tem medo!!! Quantas são, quantas são???? :-)

Moda na Arábia Saudita

Muitos de vós pensarão que a Arábia Saudita é uma sociedade repressora, e que por exemplo, mesmo comprar roupa será um trabalho complicado.

Facto 1: Sim, as lojas de roupa interior feminina estão de um modo geral em pisos interditos a homens (pelo menos as que vi... foi muito ao longe, porque simplesmente tinha o acesso barrado).

Facto 2: O resto das roupas não deverá representar qualquer problema. Quer dizer... quase! Senão verifiquem esta fotografia tirada à porta de um centro comercial.

Mas que raio fizeram aos modelos???
Creio que software do estilo do Adobe Photoshop deve ser muito popular por estes lados. Por exemplo, ir a uma loja de música é um regalo para quem deseja ver capaz alternativas: se por ventura o álbum em questão é um pouco mais "atrevido", como por exemplo no caso desta compilação de Mariah Carey:

Vocês acham mesmo que esta é a capa saudita do álbum? Não não! A moda saudita indica o caminho: um pouco de Photoshop e magicamente aparecem umas belas calças nas pernas da cantora (e, apesar de não me recordar, estou em crer que o top tambem não seria igual). O que na verdade é uma lástima, dado que a capa é a única coisa do álbum que é mesmo, como o título, #1... pena não ter uma imagem da capa alternativa. :-(

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

RAP no Café com Letras

Tive o privilégio de na noite de quarta-feira passada ter estado presente na Biblioteca Municipal de Oeiras, onde Ricardo Araújo Pereira veio falar para uma audiência que mal cabia dentro da sala (segundo se disse, chegou a exceder a de José Saramago e Lobo Antunes).


Tendo chegado 20 minutos antes da hora, encontrei um lugar sentado (ao contrário das largas dezenas de pessoas que tiveram que permancer em pé ou sentar-se nas escadas). Esperei pacientemente até que Carlos Vaz Marques, o anfitrião, o trouxe até nós. Foram duas horas que passaram depressa e onde RAP demonstrou toda a sua cultura literária, que vão desde sonetos de Bocage, Pessoa (que ele sabe de cor), a José Gomes Ferreira, Lobo Antunes, etc.

Incrível também a facilidade com que consegue "sacar" uma piada de basicamente qualquer assunto. Mesmo sabendo que o seu principal ganha-pão é a escrita humorística, fazer humor "em cima do acontecimento" requer uma dose de genialidade extra!

Por mim, estou fã da iniciativa Café Com Letras. Perder duas horas da nossa vida a ouvir alguém tão inteligente como Ricardo Araújo Pereira a falar sobre diversos assuntos é uma honra. Venham mais assim!

Gostaria de vos deixar com um poema de Bocage, também recitado por RAP. A beleza e a subtileza de um génio :-)

"É pau, e rei dos paus, não marmeleiro, Bem que duas gamboas lhe lobrigo; Dá leite, sem ser árvore de figo, Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro: Verga, e não quebra, como zambujeiro; Oco, qual sabugueiro tem o umbigo; Brando às vezes, qual vime, está consigo; Outras vezes mais rijo que um pinheiro: À roda da raiz produz carqueja: Todo o resto do tronco é calvo e nu; Nem cedro, nem pau-santo mais negreja! Para carvalho ser falta-lhe um U; Adivinhem agora que pau seja, E quem adivinhar meta-o no cu."


Rex mortus est, vivat Rex!

... assim se pensava no final do dia 1 de Fevereiro de 1908, faz hoje precisamente 100 anos. El-Rei D. Carlos regressa a Lisboa vindo de Vila Viçosa, encontrando uma Lisboa tensa, e onde forças mais ou menos radicais congeminavam mudanças mais ou menos radicais. João Franco escapa por sorte a um atentado uns dias antes (simplesmente por ter alterado o seu itinerário nesse dia), e alguém tinha que pagar com o sangue a desgraça da uma Pátria cada vez mais ridícula e miserável, na opinião de muitos.


D. Carlos nega escolta policial reforçada e mesmo o contingente de protecção habitual é reduzido. Para agravar a situação, desloca-se num landau, carruagem aberta, recusando um automóvel. Todas estas circunstâncias contribuiram para o sucesso de Alfredo Costa e Manuel Buiça , tendo este último, exímio atirador e ex-instrutor de tiro no Exército, o responsável pelas balas que mataram o monarca português em pleno Terreiro do Paço. O Príncipe da Coroa, D. Luís Filipe, é também atingido mortalmente.

...e o resto já se sabe. O infante D. Manuel é rei por 2 anos e 8 meses, a I República, o Estado Novo, o 25 Abril... e chegamos ao dia de hoje.

Sempre achei este tema fascinante, e uma das minhas prendas de Natal foi este livro, que descreve com detalhe as movimentações dos diversos grupos existentes, e toda a evolução até ao dia em causa.

Interessante porém a existência de um dito "Site Oficial do Regicídio", que nos brinda à entrada com .... A Portuguesa??? (Porque não o Hymno da Carta?), onde D. Duarte Pio, Príncipe Herdeiro, refere algo muito interessante: "se o 5 de Outubro de 1910 tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso".

Sou profundamente republicano e recuso liminamente responsabilidades de Estado a alguém só por ser filho de quem manda, mas a verdade é que, após ler um pouco sobre o assunto, concluo que apenas sectores mais extremos como a Carbonária queriam a revolução a qualquer preço, e que de qualquer modo o João Franco era o alvo principal a abater.

Não concordo com o que diz D. Duarte, mas vejo as coisas da seguinte forma: se o regicídio tivesse sido uma coisa boa, o 25 de Abril de 1974 nunca teria sido preciso: a I República nunca se conseguiu libertar do seu cariz revolucionário e anti clerical e estabilizar o País. O Presidente Sidónio Pais é inclusivamente assassinado em 1918. E depois vem a ordem... a ordem de um Estado Novo que nos amordaçou durante 48 anos. Quem sabe se o 5 de Outubro teria ocorrido com um Rei mais experiente no poder... Há historiadores que defendem que se D. Carlos tivesse sobrevivido, Portugal poderia eventualmente entrar numa estabilidade que não via em muitas décadas. Se assim fosse, uma coisa teríamos tido em maior quantidade e qualidade: democracia.

... e perdoem-me a especulação! :-)

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Sunset of an era

Comporta (Tróia), 30/12/2007

Com 2007 termina mais do que um ano, termina muito mais. "Amanhã" é outro dia. "Hoje" é dia de deitar fora o que é velho e adoptar o que é novo.

Obrigado à pessoa que me ajudou a tirar a fotografia (ou foste tu mesmo???)

terça-feira, janeiro 22, 2008

E quem disse que era proibido álcool na Arábia Saudita?

Ei-los: Tinto e Branco!






Quer dizer, diz que é uma espécie de vinho... acho que ali nunca refere a palavra "Vinho", mas já dá para enganar! :-) ... e claro, sem álcool! :-)

Vou suicidar-me... ou mudar para aqui - CORRIGIDO


"À Volta do Mundo" vem por este modo penitenciar-se pela gravíssima falha no que diz respeito ao preço da gasolina. Fica aqui uma foto.
Portanto, 33 Riyals são... €6.

As minhas desculpas.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Vou suicidar-me... ou mudar para aqui

O meu amigo Osama acabou de encher o depósito do seu Ford Crown Victoria (com um singelo motor de 4.6 litros) com 56 litros de gasolina. Preço total: 53 Rials, ou seja, €9,6 ao câmbio de hoje.

Sem mais comentários.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Vai um cafezinho?

Dado que a minha reserva no hotel não me brinda com pequeno almoço, sou obrigado a tomá-lo num café, o que me obriga a caminhar cerca de 20 minutos em jejum todos os dias pela manhã (o que dá que pensar: pesei-me hoje e estou ligeiramente mais magro, apesar das carradas que comida que tenho ingerido ultimamente). Assim sendo, pequeno almoço é no Java Café. Ei-lo:

(Serve a presente para avaliar também alguns dos veículos da cidade)

Finalmente um cafezinho classy onde se comer (tomar um pequeno almoço tipicamente árabe é ainda um desafio para o qual não me sinto qualificado: isso sim, é fácil de encontrar). Mais ainda, o pequeno almoço é para mim uma refeição importantíssima: detesto meter qualquer coisa para a boca à pressa, para despachar, antes de ir trabalhar, e se pudesse, tomá-lo-ia todos os dias numa esplanada, ou num sofá como os do Java Café, a ler o jornal, de modo a que demorasse no mínimo uma meia hora, com calma, a saborear cada pedaço da minha torrada e do meu galão, enquanto ia acordando lentamente.

Infelizmente, na zona onde estou alojado (a zona dos ministérios) não abundam estabelecimentos do género. E isto leva-me ao tema a vinda de uma cadeia internacional de cafés para o nosso país, que na minha opinião, só peca por tardia.

Somos um povo com um café excelente, mas somo também um povo monolítico e cego no que diz respeito ao café, por norma. Isto porque já temos uma instituição portuguesa chamada "O Café", não a bebida, ou o grão, mas o estabelecimento comercial, onde, com mais ou menos qualidade se serve uma panóplia de coisas, desde bolos, a pastilha elástica, o pãozito para se levar para casa, uma imperial, um copo de 3 tinto, ou seja, é a evolução natural da taberna à boa maneira portuguesa.

E o que tem isso de mal? Nada. Mas nada, se não fechar as perspectivas para algo mais (porque num café, um café ou é um café - gostei desta :-) - ou um galão, ou uma meia de leite). Só muito recentemente começaram a surgir no nosso país formas diferentes de apreciar um café:
E que tal se em vez das cadeiras do café, surgissem umas poltronas coloridas, onde um grupo de amigos se pudesse sentar e conviver?
E que tal se se déssemos conta que existe vida para além do café expresso? E que as capacidades para se inventar um pouco (frappé, capuccino, etc.) irão requerer sempre um óptimo expresso? (e nisso nós somos mestres!).

A vinda da Starbucks para Portugal representa um enorme desafio para a marca: traz consigo tudo o que referi acima, menos, infelizmente, um bom expresso. E mais ainda, cobra caro por uma chávena de expresso e serve-o mal e porcamente num copo de plástico. E isso para um português é simplesmente insultuoso (e eu concordo!). Ainda recentemente tive a experiência de tomar um expresso numa concorrente, a San Francisco Coffee Company, em Munique, e a experiência foi muito pouco positiva e pode ser resumida a duas palavras: queimado e caro (€2), mas ao menos não foi, salvo erro, num copo de plástico. Isto porque quem lá trabalha, acima de tudo, não faz a mínima ideia a que um bom expresso deve saber.

Estou assim curioso para saber qual será o preço de um expresso no Starbucks. Tenho a certeza que não serão €0,60, mas acima de tudo quero verificar a sua qualidade. Espero que a empresa aproveite a nossa expertise para melhorar um pouco aquele sabor azedo e queimado, sem no entanto perder toda a sua imaginação de um caramel macchiato, ou de um frappucino. E claro... os blueberry muffins e afins, que fazem parte do meu imaginário desde o final de 2002.

Anseio por usá-lo como refúgio de uma tarde pardacenta na baixa, vítima do inverno português, frio e húmido, no seu pior. Ou acabar sentado a gozar o ar condicionado, enquanto degusto um gelado frappucino que me baixa a temperatura escaldante do verão lisboeta.
Sentar-me confortavelmente num sofá, ver quem passa, ler um livro, conversar, conviver...

Quando a primeira loja abrir, lá estarei. E espero não me enganar ao dizer que espero ser cliente regular.

Ver um jogo da Super Liga em directo... em Riade!

Estava eu muito descansado a ver TV, quando o meu colega BM me telefona para o quarto, referindo que está a dar o Sporting na televisão! Em menos de um minuto faço zapping até encontrar a Al-Jazeera Sports, que transmitia o Académica vs. Sporting! Agora vamos esquecer o resultado e fazer de conta que devemos ser a equipa com mais pontos perdidos nos últimos 5 minutos. Alguns screenshots para provar o ocorrido. Interessantes são também os comentários de Rabah Madjer. Pena é serem em árabe. :-)


TvCabo compra TvTel

Segundo as notícias de hoje, a TvCabo prepara-se para tentar comprar a TvTel. Antes de mais, um pequeno comentário em forma de poema:

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
[...]

Escolhi este excerto de um poema dos Vampiros de Zeca Afonso porque foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Nada como eliminar a concorrência... comprando-a. E assim vai a TvCabo, alegremente, destruir qualquer tentativa de inovar e de prestar melhor serviço em Portugal.

Pelos vistos a Pluricanal e BragaTel já estão alvo de compra, tendo a Autoridade de Concorrência autorizado o pedido. Segue-se a TvTel. Alguém me diga o que resta no mercado português a não serem as grandes empresas? Alguém me diz quantos operadores por cabo restam no nosso país?

Outro aspecto a considerar é que com a compra da TvTel, a TvCabo adquire uma boa infra-estrutura de Fibre to the Home na região da Grande Lisboa. A única no país, pelo que sei.

Sou um cliente TvTel (Triple Play) e estou muito contente com o serviço, de um modo geral. Sei que não me podem tirar o que já tenho, mas temo ficar de novo com os standards TvCabo. Tenho orgulhosamente 30Mbits por fibra (e acreditem, são mesmo 30, testado!) por um preço que faz a TvCabo corar. Talvez o serviço de televisão da TvCabo seja melhor, mas a nível de internet... a TvCabo está no passado.

E claro, à semelhança de muitos clientes, o que mais temo nem é a qualidade dos serviços core prestados ao cliente, é mesmo a qualidade do atendimento ao cliente e principalmente a facturação, que pelo que sei é de bradar aos céus no caso do maior operador por cabo de Portugal.

Esperemos que a equipa de Abel Mateus tenha algum bom senso e não aprove a compra. Seja como for, são cada vez menos Davids a lutar contra Golias.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Feliz Ano Novo de 1428!

Não, não é uma piada ao estilo do Gato Fedorento! Celebra-se hoje no mundo árabe o Ano da Graça^H^H^H err, o ano Hijra de 1428.

Para quem não sabe, os árabes seguem um calendário Lunar, o que significa sempre uma pequena diferença nas fases da lua e faz com que os dois meses do seu calendário tenham por norma 28 ou 29 dias.

De qualquer modo, assinala-se hoje a saída do Profeta Maomé da cidade de Medina, a Hijra. Tecnicamente, a primeira Hijra ocorreu no 622 da era cristã.

Infelizmente para nós, o novo ano árabe não é celebrado, pelo que foi mais um dia de trabalho como outro qualquer. De qualquer modo, ainda me falta celebrar o ano novo chinês que será, penso eu, no dia 6 de Fevereiro! :-)

Nova Sede

"À Volta do Mundo" acabou de sediar Riade, no Reino da Arábia Saudita, nos próximos tempos.

Cheguei ontem. É sem dúvida um mundo completamente diferente.

Esqueçam a vida ocidental. Esqueçam copos. Esqueçam mulheres bonitas. Esqueçam noitadas. E centrem-se no mote "Estamos aqui é para trabalhar".

Simplesmente... portem-se bem!

domingo, janeiro 06, 2008

Comptine d'un autre été: L'après midi

Desde há uns dias que ando com esta música na cabeça, talvez relacionado com o meu estado de espírito. Para quem não conhece, faz parte da banda sonora de "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain", composta pelo grande Yann Tiersen.

Sublime... como o filme. Talvez o melhor filme que nos faz sair da sala de cinema a pensar "O mundo é lindo". E como precisamos disso hoje em dia.



P.S.: O vídeo é absolutamente acessório. Mas não deixa de ser uma história bonita...

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Recordações de Infância

Piascas... por acaso nunca tive nenhuma... sempre tive só peões...


Foto tirada numa transversal da Avenida da Igreja, em pleno centro de Lisboa.
Ver um pião faz-me sentir tão velho... no sentido em que a nova geração olha para eles como sendo uma coisa absolutamente primitiva, e, o que é ainda mais preocupante, fica a pensar "Era assim que esta gente se divertia quando era mais nova?".

A resposta é: no passado não havia "payshtationshes" e quejandas. Devia ser uma vidinha muito aborrecida, não era? :-D

What's been running in my head - Part II

Talvez a minha música preferida de Anathema... esta jovem do MySpace, possivelmente também fã da música, decidiu em boa hora fazer um vídeo.

Apesar de bonito, a ideia que tenho deste vídeo (principalmente na parte mais violenta) é de alguém dentro de uma sala almofada, a chocalhar como uma pedra dentro de uma lata... não me perguntem porquê!

Disfrutem... uma música única. Ouçam MUITO ALTO e com muita atenção.

Anathema - Violence

terça-feira, dezembro 25, 2007

What's been running in my head - Part I

"Am Universum" é para mim um álbum pleno de originalidade, e uma surpresa agradável após o "Tales From The Thousand Lakes", em que os ambiente Doom/Death da obra de 1994 estavam um pouco à frente de mais para o que eu ouvia na época (talvez a voz gutural me causasse alguma urticária, não sei...)

Deixo-vos assim um dos melhores momentos de Am Universum, "Alone". Uma música muito intensa para um clipe essencialmente onírico e, que infelizmente, "amputa" os últimos 90 segundos de um belíssimo instrumental (não consegui encontrar a versão completa), assim como parte do início. :-(



Concerto de Natal

Prometi a mim próprio que este blogue iria "ignorar" o Natal, pelo simples facto de, na minha opinião, escrever uma posta a desejar as Boas Festas aos (poucos) leitores deste blogue não fazia sentido (espero ter-lhes desejado tal de uma maneira ou de outra, mas de uma forma mais directa que via uma posta).

Porém, é incontornável mencionar tal época festiva quando é precisamente nesta altura do ano que abundam os concertos de música clássica. E foi precisamente a um destes concertos que tive a felicidade de assistir. A Orquestra Metropolitana de Lisboa presentou-nos com um belíssimo concerto, dividido entre Arcangelo Corelli (Concerto Grosso, Op. 6, n.º 8, Fatto per la notte di natale), e Giacomo Puccini (Missa de Glória), num palco que, apesar de não possuir uma acústica perfeita (facto que se sentia mais na obra de Puccini, onde o efeito de reverbação era notório quando os instrumentos de sopro adquiriam maior preponderância): a Igreja de S. Domingos, em plena Baixa lisboeta.
Para quem não conhece, este templo, construído no séc. XVIII, sofreu um sério incêndio em 1958, que destruiu todo o interior opulento e barroco. Por motivos que desconheço, o restauro foi mínimo, deixando praticamente nuas, numa beleza invulgar, as paredes e colunas outrora resplandecentes de talha dourada. Uma visita imperdível para quem vier a Lisboa!

O local, como já referi, era fantástico, a entrada era livre e o público, apesar de por vezes se esquecer que não se aplaude entre os andamentos da obra, era respeitador (e diga-se, de passagem, na sua maioria, mais velho que eu!).

Por fim, quanto à interpretação da orquestra, não sou suficientemente experiente para avaliar tal, mas posso dizer que gostei, e o concerto foi uma excelente escolha para uma noite de uma semana apinhada de jantares e saídas de Natal!

Agradecimento especial à alucinada que se vê perseguida por um limão azul pela proposta e companhia!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

E você, não quer um saquinho plástico também?

Como se sabe, o Governo pensou impor uma taxa de €0,05 sobre os sacos plásticos que todos os dias utilizamos nos supermercados, etc.

A propósito disso, Joana Amaral Dias escreveu uma deliciosa crónica no Público, onde o Sr. José, da mercearia da esquina, faz cara feia quando a cronista recusa mais um saco plástico.

Estamos de tal maneira inundados em sacos plásticos que ignoramos que anualmente são produzidas toneladas de plásticos que usamos uma vez e deitamos fora, como quem deita o caroço de uma peça de fruta. A média de vida de cada saco é de uns efémeros... 12 minutos, ou seja, em toda a sua vida, usamos um saco plásticos 12 minutos. Ora, por muito que este objecto se transforme numa commodity, tal não significa que seja grátis!

É precisamente por ser grátis que desperdiçamos tantos sacos diariamente. E é precisamente também por isso que uma taxa mínima iria reduzir drasticamente o consumo destes sacos.

Veja-se o exemplo do Lidl e do Pingo Doce, onde os clientes já levam sacos de casa. Tudo decorre de forma pacífica. Eu, por minha vez, comprei dois sacos, que me custaram €0,10 cada, e que são trocados gratuitamente assim que se estragarem. Já troquei um, e só lamento esquecer-me deles no carro de vez em quando.

Mesmo assim, tenho um superavit de sacos brutal. Já recuso sacos sempre que necessito, e tenho sempre a sensação que esta recusa, tal e qual como acontece com o merceeiro da crónica de Joana Amaral Dias, causa estranheza.

Não consigo ver uma única razão para não se pagar por um bem; o único motivo seria o facto de nunca termos pago por tal, mas o que está mal, corrige-se. Na Irlanda, em 2002, o Governo impôs uma taxa de €0,12 (!!!), o que fez com que o número de sacos que cada irlandês levasse para casa anualmente descesse de 328 para.... 21 em 2005, e fizeram com que os sacos plásticos, que representavam 5% do total de lixo do país, descessem para 0,22%. Medidas semelhantes estão a ser aplicadas em países como Quénia, Ruanda e Tanzânia.

Porém, no site do Público, ainda há "tugas" (que palavra tão feia, mas condiz com estes seres) que encaram o português no seu pior: acomodado, pedinchão, comodista e que deita a culpa para cima dos outros. Desde pessoas que acham que, ironicamente, também deve ser aplicada uma taxa sobre preservativos (que eu saiba, esses pagam-se, e bem, e se formos a calcular a pegada ecológica de preservativos vs. sacos plásticos... quem comentou isto deve ser MUITO MACHO!), aos que acham que os supermercados deviam ser obrigados a dispensar embalagens (grátis, claro!) ecológicas.

Gostaria de deixar no entanto a opinão de dois super-tugas. Estes sim, representam o que mais triste temos.

Um tuga do Porto revela a sua opinião:

"O xerife de Nottingham já arranjou uma forma de nos ir ao bolso. Quando aparecerá um Robin Hood português para nos salvar desta espécie?"

Ou seja, contra-argumentos = ZERO. Boa! Motivações para esta taxa? Não interessa, temos que pagar, e não pago mais um cêntimo, seja pelo que for!

Já uma tuga da Maia regurgita:

"Realmente só nos falta pagar 'taxas' pelos sacos de plástico dos supermercados! Se isso acontecer, a partir desse dia começo a pôr o lixo, seja ele qual fôr, em qualquer sítio e qualquer lugar [gostei do pleonasmo, revela inspiração poética!]. A separação do lixo em minha casa vai acabar imediatamente e a minha preocupação de levar o lixo aos ecopontos também termina."

Mais uma que não só exprime a sua ira perante um "direito adquirido", ou seja, nadar em sacos plástico! (iupi! Ainda bem que o 25 de Abril nos trouxe alguma coisa boa!)... como também ameaça despejar lixo, em qualquer sítio e qualquer lugar (sic). Era bom é que essa senhora me avisasse quando o fosse fazer: assim verificava que poderia comprar muitos sacos plásticos com o dinheiro que iria pagar em multas por deitar lixo em locais impróprios! Já agora, e para terminar: já pensou em reciclar-se (sim, a si própria!), podia ser que o resultado fosse melhor que o actual!

Só uma pequena questão para este tugas e para todos os que emitem opiniões semelhantes... com a excepção das novas embalagens PET, que pelos vistos são recicláveis e biodegradáveis... quantas centenas de anos demora um saco plástico a decompôr-se? Pensem nisso. Ou então encontrem outra maneira de refrear o consumo compulsivo destes fantásticos adereços do nosso dia a dia.

domingo, dezembro 09, 2007

Ena, tantos!

Toda o macho que é macho já fantasiou em ter uma fêmea (sim, macho para fêmea... o amor não tem nada a ver com esta parte!) que se viesse uma dúzia de vezes seguida e se julgasse o maior amante do mundo.

...mas... e se em vez de uma dúzia de vezes fossem cerca de 200 POR DIA?

Ah pois é! O grande jornal de referência dos trolhas ingleses, de seu nome "News of the World" publicou o relato de uma jovem que é... sensível! Fica aqui um dos muitos linques possíveis.

Conviver com esta mulher deve ter traços de bizarria. Imagino o que é estar muito bem a falar com ela, ela faz uma careta enquanto bebe um copo de água, e perguntamos: "O que foi, engasgaste-te, a água sabe mal?", ao que ela responderia "Não, apenas tive um orgasmo, desculpa!"

Pelos vistos a doença existe mesmo e chama-se Síndrome de Excitação Sexual Persistente, o que causa com que o acontecimento mais banal cause um orgasmo. Muitos dos milhões de leitores deste blogue :-) estarão a gozar com a situação (no pun intended!!!), mas se calhar ter tão pouco trabalho para fazer a mulher atingir um orgasmo também não deve ser fácil.

Enfim... e pensar que há mulheres que não conseguem durante a sua vida toda 1/200 do que esta jovem de 24 anos consegue em 24 horas!

Este linque explica porque é que tanto orgasmo num só dia pode ser... no mínimo, desinteressante, e que não devemos confundir esta situação com a famosa ninfomania.