segunda-feira, setembro 13, 2010

segunda-feira, agosto 16, 2010

"The Final Frontier". Eles voltaram!

O "adormecer" deste blogue só poderia ser acordado por um acontecimento de facto relevante. Relevante, importante, marcante... e delicioso, neste caso para os ouvidos.


Foi lançado hoje o novo álbum de originais dos Maiden desde 2006. É o 15º de uma lista que espero que que não fique por aqui, e o mais longo até à data. Mais do que não desapontar, o álbum foi uma agradável surpresa no par de vezes que ouvi, tendo ficado com a impressão que a experiência melhora significativamente com mais audições.

Não posso dizer que tenha ficado particularmente satisfeito com a capa (aquele mix de Eddie com um alien não me agradou muito), mas no que verdadeiramente interessa está ao nível daquilo que estes senhores ingleses nos habituaram: muita garra misturada um heavy metal melodioso q.b.

Fiquem com o único vídeo lançado até agora. Pode não ser a minha música preferida (esse título vai neste momento indiscutivelmente para o sensacional Mother of Mercy), mas já dá uma pequena ideia do que esperar do álbum.

Enjoy it!


sábado, junho 05, 2010

Churrascada

Hoje foi um dia festivo... e comemorado da melhor maneira!

Parece um frango inteiro, mas é uma deliciosa codorniz! Há vários anos que não comia uma...venham mais e em breve!

domingo, abril 18, 2010

Telemóvel Novo

409 dias depois de ter sido presenteado com um magnífico Nokia 3120 (a palavra "magnífico" deveria estar rodeada de aproximadamente 5874389573496756543 aspas), "alguém que manda mais que eu" decidiu que era altura de mudar de aparelhómetro de fazer chamadas e afins; sou um portador de um belo Nokia E52, o que de facto muito me apraz. Porém, e questões técnicas à parte, estava eu a preparar para entregar o velho "celulá" ao criador (aka TMN), quando dei de caras com as estatísticas de utilização, que aqui partilho.

Assim sendo, durante esses 409 dias:
  • Enviei 616 SMS
  • Enviei 35 MMS
  • Recebi 2183 SMS (*)
  • Recebi 10 MMS
  • Recebi 78h58m40s em chamadas
  • Efectuei 133h49m17s em chamadas
  • Enviei 9.902.727 bytes em dados
  • Recebi 43.426.485 bytes em dados
Concluo que sou um utilizador fraquinho... :-)

(*) quem me dera não receber mais de 5 SMS por dia, em que 4 são alarmes de erros de plataforma que gostam de aparecer às 4 da manhã... porém, já comecei a aperfeiçoar o perfil do novo telemóvel para que durante a noite emita um minimal "pi", em vez do típico estardalhaço de "PI PI, PI PI" do costume.

E agora desculpem, mas tenho um telemóvel para finar!

sábado, fevereiro 27, 2010

Surreal

Neste caso, acho que nem as imagens servem para se entender a extensão da catástrofe e a força da Natureza... Fica aqui uma tentativa no entanto. O que eu fiquei sem saber foi se a tempestade apanhou a ilha de surpresa ou havia de facto um alerta vermelho há algum tempo ...



Quando se vê casas cobertas com entulho e pedras ao nível do primeiro piso, assim como carros que parecem brinquedos numa banheira de qualquer criança... está tudo dito.

Claro que depois há as incidências do costume, e os int€r€ss€s que se sobrepõem a pequenos detalhes como a contagem das vítimas mortais, ou a definição de estado de calamidade. Aparentemente neste caso temos a velha frase de "Tudo pela Nação, Nada Contra a Nação". É assim mesmo, ou não estivessemos a falar da Madeira.

sábado, janeiro 09, 2010

Publicidade de Antanho VI

Não sabia que isto ainda se fumava... Os famosos Mata-Ratos!

Encontrado em Arruda dos Vinhos.

(Nota: a embalagem não é de antanho, mas a marca sim!)

Publicidade de Antanho V

Depois de muito tempo sem qualquer imagem de antanho, volto à carga com algo que mais poderia qualificada como "Propaganda Política de Antanho".

Tirada nos arredores de Lisboa... ai estes suburbanos...


Gosto muito do tom quase arqueológico da foto :-)

sábado, dezembro 12, 2009

Tirando o pó às cassetes

Hoje decidi abrir uma gaveta em casa dos meus pais há muito fechada; dentro dela encontrei, por debaixo de uns quantos papéis sem interesse aparente, um espólio que conservo por nada mais que puro sentimentalismo: as minhas cassetes de áudio. "Naquele tempo", as cassetes chegavam e sobravam, e os CD eram muito caros. De entre todas, seleccionei uma das minhas preferidas, uma BASF Super Chrome II de 90 minutos; num dos lados, está gravado isto, uma das minhas canções daquela que para mim é a banda emblemática dos anos 90. Pode não ser a minha favorita, mas álbuns como "Automatic For the People" ou "Monster" são do melhor que se fez naquele tempo. E de todas as faixas dessa banda, esta é para mim a melhor; tão simples musicalmente, e tão poderosa ao mesmo tempo.

R.E.M., "Drive".



Hey kids, rock and roll
Nobody tells you where to go, baby

"É por isto que os nossos meninos andam aí nas drogas"

Lisboa, Teatro Municipal de S. Luiz.

"O que se leva desta vida" é a peça que se encontra em exibição desde há algum tempo. À partida, não parece ser o estilo de teatro que mais me atraia: uma peça sobre cozinheiros...
Seja como for, várias circunstâncias levaram-me a ir ver esta obra, cujos principais protagonistas, Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues, representam o papel de dois reputados "chefs", enquanto um suposto repórter filma a acção dos dois mestres na cozinha e dos seus "ajudantes", que são na verdade quem efectua o trabalho.

A inovação da peça encontra-se no facto de durante a peça os pratos serem de facto cozinhados, o que não deixa de ser interessante (mas se calhar, e para ser objectivo, é mesmo o único ponto interessante desta peça).

Outro facto de salientar é o facto do extensivo uso do vernáculo durante a peça. E quando digo extensivo, digo que nunca ouvi tantos palavrões na minha vida em tão curto espaço de tempo. E é aqui que a porca torce o rabo....

Alguma alma inteligente teve a brilhante ideia de convidar para ver esta peça um grupo de idosos do Inatel. Sim, em vez de os mandarem para um "espectáculo bonito" como o do La Féria ou uma "Revista", não, arranjam-lhes bilhetes para uma obra destas. O resultado é simples: a peça interrompida a meio, os artistas vaiados, e um conjunto de opiniões que podemos ver em seguida.



"E é precisamente por isto que os nossos meninos, a nossa mocidade, os nossos meninos, andam aí nas drogas, precisamente porque aquilo que lhes ensinam é isto, em vez de lhes ensinarem o A e o B" ou "Isto está pior que no tempo do Salazar".

Eu fui ver a peça, assumo-o. Agora, ninguém precisa de saber que graças a esta peça fiz a minha iniciação às drogas duras nessa mesma noite. Claro.

domingo, novembro 15, 2009

As faces ocultas da Lei

Mais uma semana, mais uma polémica... é interessante como em cada semana a montanha acaba quase sempre por parir mais um rato. E utilizo esta expressão porque por normas todas as buscas, investigações, prisões preventivas e afins resultam em... nada. Se por ventura houver o atrevimento de um determinado processo passar da fase de instrução, o mais certo é acabar por se perder numa teia de recursos... prescrevendo por fim.

E desta vez, para não variar, o caso "Face Oculta" volta a mostrar de que é feita a lei portuguesa (não vou dizer de quê, mas não me parece que seja de material sólido e agradável). A crónica de Alberto Gonçalves no DN, "Estado de coma", salienta bem o que eu penso sobre o assunto, que se resume à seguinte parte, e cito o cronista:

«Por regra, cada "caso" murcha graças à soberana, assaz soberana, necessidade de se defender uma coisa chamada "Estado de direito", o qual, curiosamente, vai desaparecendo em proporção directa ao zelo com que é defendido. O "Estado de direito", conceito em teoria louvável, vem sendo adaptado na prática às conveniências dos que mandam nele, ou seja, na prática a impressão é a de que a manha e a trapaça se apossaram de tudo, ou de quase tudo, o que não é o mesmo mas, em matéria de falência do regime, é igual.»

Ficamos a aguardar mais detalhes. Porque das duas uma, ou a lei portuguesa é demasiado difícil de ser posta em prática, esbarrando sempre em pequenos detalhes, ou então os agentes da lei são demasiado incompetentes para a executarem. Seja lá o que for, está na altura de olhar para o problema em causa, e não para os diversos incidentes que resultam de toda a situação.

sábado, novembro 14, 2009

sábado, outubro 31, 2009

Blitz - 25 anos

Imaginário... eis uma palavra que estava tão na berra há uns atrás (não sei porquê, associo sempre a palavra àqueles programas de rádio da madrugada, com chamadas telefónicas de solitários a quebrar a monotonia de músicas calmas, estilo Oceano..... Pacífico.

Permitam-me no entanto ser demodé, e e referir algo que estará sempre no meu... imaginário e me acompanhou semanalmente durante os meus anos da universidade.
O Blitz foi-me apresentado por alguém ;-) no meu 12º ano, e após algumas compras ocasionais, passou a ser comprado religiosamente todas as terças-feiras. O formato era interessante, e assim de repente, lembro-me da apreciação dos álbuns de música electrónica do Vítor Belanciano, dos álbuns de metal do António Freitas, este sempre manso com as críticas, ao contrário de outros escribas pseudo-elitistas, e claro, last but not least, os grandes Rita Carmo (que fotos, Rita!) e Monsieur Sardin, uma fonte de inspiração para grandes autores como o Pipi alguns anos depois! ;-)

...Ah! E a D. Rosa! No tempo em que a internet não tinha a informação que tem hoje, a D. Rosa respondia aos pedidos de discografia das mais variadas banda, ou indicava qual o número do Blitz em que tal resposta tinha sido publicada (o que ainda devia ser uma fonte de lucros interessante para o jornal, o pedido de números atrasados!). Como dava gosto ver a provecta D. Rosa a malhar sem piedade nos seus clientes quando estes assassinavam a língua portuguesa. Quem sabe se não foi ela que foi a fonte de inspiração de um certo e determinado blogue? ;-)

...e claro, o "muro de lamentações" (e insultos) que eram o "Pregões & Declarações", onde os diversos intervenientes enviavam os seus "mimos" via postal dos CTT... naquilo que era uma proto-rede social? Claro que as coisas por vezes aqueciam um pouco, levando a frases de níveis mais rasteirinhos como "Fulano X: se a vaselina fizesse crescer os pêlos do cu, tu já tinhas tranças". Ah, vox populi....

Depois o Blitz.....bem, não sei bem o que lhe aconteceu, nem me recordo da altura em que deixei de comprar. Recordo-me de ter visto o Blitz como revista passado uns tempos e ter pensado: "WTF?"... e nunca mais comprei...

...até ontem!

Cá está ele! Até brilha, principalmente se levar uma flashada de um telemóvel ;-)

Li apenas meia dúzia de páginas ainda, mas o conteúdo desiludiu-me, apesar do grafismo (apenas) mediano. Será que estou velho? Não sei, mas para mim a recordação do Blitz será sempre em jornal, a sair às terças!



sábado, setembro 19, 2009

Faith Divides Us - Death Unites Us

Setembro promete ser um mês deveras profícuo no que diz respeito a lançamentos musicais. Depois do mui aguardado "The Incident", do Porcupine Tree, mais uma brilhante obra a sair de terras da Grã-Bretanha.

"Faith Divides Us - Death Unites Us" é o título do mais recente trabalho dos Paradise Lost, que depois de um excelente "In Requiem", conseguem atingir, ou quem sabe mesmo, ultrapassar as expectativas.

No site do myspace da banda está o álbum todo para ser ouvido em streaming. Já ouvi, as impressões não poderiam ser melhores. Não fosse o álbum do Sr. Steven Wilson, e este seria o álbum do ano.

Vídeo muito interessante, mesmo. Gostei. Setembro é sem dúvida um óptimo mês a nível musical, depois de um ano que não primou pela quantidade a nível concertos.



Vanquish the pain don't want to see it fail
Faith divides us death unites us

What's been running in my head - Part XI

Hoje acordei com isto na cabeça...

Um clássico. Ah, grande Ozzy, no tempo em que não parecia um avozinho caquético!



O som não é nada de mais, mas temos que entender a época que foi gravado. Isto sim, é um clássico!

terça-feira, setembro 08, 2009

Sou eu...

Sou um evadido

Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?

Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

Fernando Pessoa

Obrigado, T.

terça-feira, setembro 01, 2009

Time flies

Está quase... mais 11 dias... e se o tempo voa, não custa nada esperar, certo? :-)

Já fiz a pré-encomenda do vinilo de edição limitada... porque estes senhores merecem!

Porcupine Tree "Time Flies"


Curioso como o clipe se adequa a esta fase da minha vida... Quanto à música em si... razoável... mas as primeiras impressões também não são as melhores em Porcupine Tree, de um modo geral... seja como for, as expectativas são elevadas!

sábado, agosto 08, 2009

RIP Raúl Solnado



Muito bom!
Deixa saudades... RIP.

O meu Ecoponto

Estou em crer que os (poucos) leitores deste blogue são cidadãos informados e amigos do meio ambiente, sendo por isso também adeptos da reciclagem.

Mas sabiam que podem contribuir para que o Ecoponto que mais utilizam esteja mais limpo e bem mantido, assim como avaliar a qualidade deste?

Para tal, basta apenas ir até http://www.omeuecoponto.pt , registarmo-nos e já está. Podemos preencher um questionário acerca da qualidade do "nosso" Ecoponto, para além de ficarmos mais informados acerca do que podemos e não podemos reciclar, assim como qual o compartimento mais adequado a cada um dos componentes a reciclar.

Simples e interessante.

Sugiro também um pulinho até http://www.reciclaredarereceber.com/ onde podem ver alguns dos vídeos, e se tiverem facebook, ficarem amigos de "Reciclagem é dar e receber".



Boa reciclagem!

What's been running in my head - Part X

A música que ouço é mesmo assim... há bandas que ouço basicamente todas as semanas (e essas compõem o meu top do Last.fm), e outras às quais volto aqui e além...

...e desta vez voltei aos suíços The Young Gods (com o "The" no início, não esquecer!). Estes senhores já tinham sido referenciados duas vezes neste blogue, uma em 2005 e outra no início deste ano.

E eis uma música simples, bonita e boa para acordar num fim de semana de merecido descanso. A vida não tem sido fácil, as postas vão escasseando, por vários motivos. Mas hoje acordei com estas Flores de Pele.

one for the skinflowers
skinflowers
i said skinflowers
flowers


quarta-feira, julho 22, 2009

Poema lunar

Sim, faz mais de 1 mês desde que escrevi neste blogue pela última vez. A vida não tem andado fácil. Queria no entanto partilhar convosco um poema que espero que vos convide a abrir os olhos também...

Primeiro levaram os comunistas,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afectou
porque não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres, mas como
não sou religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
e quando percebi,
já era tarde.

Bertolt Brecht